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quarta-feira, 5 de junho de 2019
Esta É A Frase
«Para Marcelo Portugal é um quintal do qual põe e dispõe. Também era para Soares, mas o crescimento limitou-lhe a intervenção. Sem economia que nos valha e com a direita no bolso, Marcelo age como quer.» André Abrantes Amaral, OBSR
O Presidente da República escolheu a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento para antecipar uma crise na direita portuguesa. Acrescentou que o desequilíbrio de poderes entre a esquerda e a direita o preocupava. E terminou dizendo que cabe ao presidente (ele próprio) corrigir esse desequilíbrio, o que com ele até será fácil visto que, como Marcelo não se esqueceu de referir, o presidente “veio da direita”.(...)
Não sou um adepto incondicional do sistema semipresidencial que nos rege ao ponto de o querer congelar mesmo que em detrimento da vida das pessoas. O problema é que essa mudança, a acontecer, não nos trará nada de bom. Marcelo é demasiadamente do sistema para ser uma solução. E na verdade, dele não veio ainda qualquer proposta. Uma ideia; uma visão que fosse. Nada. De forma que a mudança do sistema se reduzirá a isso mesmo: uma mera e simples modificação do que temos. Sem efeitos positivos na vida do país e com o senão de deslegitimizar qualquer tentativa de estabilidade no funcionamento do Estado, o país corre o risco de ficar dependente de um homem que não tem nada para oferecer.
terça-feira, 4 de junho de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
>Portugal entre países europeus que menos aumentaram salário mínimo
>Lista de espera no SNS? CDS propõe desvio para privados na 1.ª consulta de especialidade
>Governo concede isenção fiscal a entidades organizadoras e participantes da Liga das Nações
>PSD contesta atrasos na entrega do Relatório Anual de Acesso a Cuidados de Saúde
>Sindicato dos médicos afixa outdoors com rostos de Costa e Centeno a exigir mais investimento na saúde
Esta É A Frase
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Esta É A Frase
«As suspeitas de corrupção que envolvem os autarcas socialistas de Santo Tirso e Barcelos são apenas a ponta de um iceberg que ameaça afundar o regime.»Pedro Sousa Carvalho, ECO
Haverá com certeza corruptos em todos em partidos, mas no Partido Socialista parece haver mais do que nos outros (parece? já lá vamos). Será que, tal como perguntou Ana Gomes, o PS “prestou-se a ser um instrumento de corruptos e criminosos?”- ora leiam aqui um resumo dos factos .
Nos programas eleitoral e de governo dos socialistas aparece uma única linha dedicada ao tema da corrupção, no capítulo “Melhorar a qualidade da democracia”. Prometem “prevenção e combate à corrupção através de maior transparência, escrutínio democrático e controlo da legalidade”. São frases redondas como esta que fazem a democracia rolar para uma ribanceira populista.
E quando alguém, como Álvaro Santos Pereira no relatório da OCDE, tenta escrever mais do que uma linha sobre o tema da corrupção, é alvo de censura. São estas as linhas com que se cose a política em Portugal. Para quê escrever mais linhas?
Agustina Bessa-Luis (1922-2019)
Morreu Agustina Bessa-Luís, um dos nomes maiores da literatura portuguesa contemporânea.Foi em 1954, com a publicação de A Sibila, que Agustina se impôs como uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea. O sucesso da obra, pelo qual recebeu o Prémio Eça de Queirós
O Prémio Eça de Queirós foi o segundo que recebeu por A Sibila. O primeiro foi atribuído pela editora Guimarães, ao qual concorreu sob o pseudónimo de Stravoguine. Agustina sempre gostou dos autores de língua russa — Gogol, Dostoievski.
O mais recente, o Prémio Eduardo Lourenço (atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos da Guarda), chegou em 2015 em “reconhecimento da sua grande projeção nacional e internacional”.
Tenho Uma Grande Constipação
Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Excusez un peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e da aspirina.
Álvaro de Campos
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