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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Estes são os 21 principais investimentos previstos para a cidade de Lisboa em 2020

>Debate Quinzenal. Costa quer pacto para o crescimento


O Aumento De Distúrbios Do Sono

Pesquisa mostra aumento nos distúrbios do sono
Antes vistos como pseudociência, os sonhos lúcidos estão
 se transformando em uma importante ferramenta terapêutica.

[Imagem: Universidade de Adelaide]Adicionar legenda
O número de pessoas, de diferentes faixas etárias, que apresentam distúrbios do sono tem aumentado vertiginosamente em diversas partes do mundo nas últimas décadas.

"Conhecemos mais de 80 distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva, insónia, bruxismo, sonambulismo e parassonia [caracterizada por movimentos anormais durante o sono], que são os mais prevalentes". "Além de preexistir em algumas pessoas, esses distúrbios ainda podem ser agravados pelo ritmo de vida da sociedade atual, denominada 24/7/365 - em que as pessoas não funcionam bem durante as 24 horas dos sete dias da semana e dos 365 dias do ano."

Geração Z

A pesquisadora destaca que a "geração Z" - composta por pessoas nascidas entre meados dos anos 1990 até o início dos anos 2010 - é a mais acometida pela falta de sono. Algumas das razões para isso seriam que essa geração foi diretamente atingida pela quarta e última grande onda causadora da privação do sono na sociedade moderna: a criação da web e a popularização da internet, a partir de 1995.

As outras três ondas foram a Revolução Industrial - com o surgimento de mais um turno de trabalho -, o advento da luz elétrica, em 1879, e o advento da televisão, na década de 1920.
"Nada foi mais revolucionário e teve um impacto tão grande na privação do sono como a internet, e a geração Z é a mais permeada por ela.
É nessa geração que também se observa o maior consumo de substâncias para inibir ou retardar o sono, apontou a pesquisadora. Entre os jovens tem crescido o consumo de bebidas energéticas, por exemplo, juntamente com bebidas alcoólicas.

As bebidas energéticas têm poucas substâncias estimulantes, como a taurina e a cafeína. O efeito delas na privação do sono, contudo, é potencializado pela ação do álcool das bebidas destiladas com as quais são misturadas.
"O álcool priva a execução dos sonhos, que ocorrem durante quatro ou seis vezes durante o sono e têm duração total de, mais ou menos, 90 minutos. E os sonhos são importantes porque proporcionam o bem-estar físico e psicológico. Mas não se sabe ainda qual o mecanismo que faz com que o álcool prive as pessoas dos sonhos".

Privação do sono em crianças

As crianças representam outra parcela da população que tem sido muito acometida pela privação do sono e que mais tem preocupado os pesquisadores da área.
Estudos que apontam que 60% das crianças são privadas de sono atualmente. Entre as principais causas estariam o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como tablets e smartphones.

"Uma criança com 5 a 7 anos deveria dormir entre 9 e 11 horas por noite, mas a maioria dorme muito menos do que isso," disse. Algumas das consequências do sono insuficiente em crianças são a piora do rendimento escolar, aumento de peso, risco de desenvolver doenças cardiometabólicas na vida adulta e alterações comportamentais, como hiperatividade.

Qualquer que seja a idade, além de alterar o humor, afetar a memória e a atenção e aumentar a predisposição a doenças cardiometabólicas, como o diabetes, a privação de sono pode afetar o sistema imunológico

Fonte :DS

À Leve Embriaguez Da Febre Ligeira

Resultado de imagem para mulher a lerÀ leve embriaguez da febre ligeira, quando um desconforto mole e penetrante e frio pelos ossos doridos fora e quente nos olhos sob têmporas que batem — a esse desconforto quero como um escravo a um tirano amado. Dá-me aquela quebrada passividade trémula em que entrevejo visões, viro esquinas de ideias e entre entrepolamentos de sentimentos me desconcerto.

Pensar, sentir, querer, tornam-se uma só confusa coisa. As crenças, as sensações, as coisas imaginadas e as actuais estão desarrumadas, são como o conteúdo misturado no chão, de várias gavetas subvertidas.

 Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, Vol I. Fernando Pessoa

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

>PS quer dar um minuto a cada deputado único no debate com o primeiro-ministro

Esta É A Frase

É um absurdo silenciar três deputados com a desculpa que não são um grupo parlamentar, até porque a melhor forma de os transformar num grupo parlamentar é mesmo fazendo tudo para que não abram a boca.

João Miguel Tavares, Público

O Luar Enche A Terra De Miragens

O luar enche a terra de miragens
E as coisas têm hoje uma alma virgem,
O vento acordou entre as folhagens
Uma vida secreta e fugitiva,
Feita de sombra e luz, terror e calma,
Que é o perfeito acorde da minha alma.

 Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>“Governo progressista” de Pedro Sánchez poderá passar pela Unidas Podemos. Conheça as condições de Pablo Iglésias
>Atraso na entrega do relatório sobre alegada interferência russa na política britânica é “vergonhosa”, critica Hilary Clinton
>Quatro maneiras fáceis de aplicar a permacultura na sua horta caseira
>BCE: Alguns membros do conselho querem mudar a forma como se decide a política monetária
>Entidade de Auto Regulação Publicitária ordena à NOS retirada de campanha sobre 5G
>Moody’s desce outlook da banca portuguesa de “positivo” para “estável”
>Comissões ligadas à economia mudaram mais de dois terços dos deputados
>Portugal no topo da Europa em horas de trabalho
>Carlos Tavares está a vasculhar passado do Montepio. Relação com Tomás Correia gelou
>Colapso da estrada de Borba foi acidente? Investigação já tem nove arguidos
>João Galamba recebido com protestos contra lítio e impedido de fazer visita prevista em Boticas
>Estrada que liga França e Espanha continua cortada por independentistas
>Eleições. Os três gráficos que mostram como fica Espanha
>"Faltam 30 mil enfermeiros em Portugal"
>Eleições em Espanha. PSOE fecha a porta a coligação com PP, mas não com Podemos
>Novo registo de cães, gatos e furões está a lançar o caos
>Evo Morales. De herói do povo boliviano a Presidente contestado
>A lei da rolha no Parlamento da geringonça
>Fadista Teresa Tarouca morreu esta segunda-feira aos 77 anos

Foi Há 101 Anos Que ...

... Que morreram impérios, nasceram países, ressuscitaram nações
O sultão otomano foi deposto, o czar russo executado, o Kaiser teve de se exilar, tal como o último imperador Habsburgo, Carlos I, que morreu na Madeira. A Primeira Guerra Mundial fez desaparecer impérios e mudou o mapa da Europa e do Médio Oriente de forma radical, mas nem todas as fronteiras sobreviveram até agora. Faz hoje 101 anos que as novas fronteiras vieram substituir as antigas.
Leonídio Paulo Ferreira; DN
Desapareceu o Império Otomano, desapareceu o Império Russo, desapareceu o Império Austro-Húngaro, desapareceu o Império Alemão. Se alguma coisa a Grande Guerra de 1914-1918 foi, foi um cemitério de impérios, além de de gentes, pois morreram 15 a 19 milhões, entre militares e civis. E, embora sujas de sangue, nas terras antes governadas pelos descendentes de Osman (ou Otmão), pelos Romanov, pelos Habsburgo e pelos Hollenzollern nasceram novíssimos países, como a Checoslováquia, ou ressurgiram outros muito antigos, como a Polónia.
O abalo geopolítico foi tal que se no início do conflito só havia três repúblicas na Europa (quatro, contando com São Marino), quando as armas se calaram esse número estava prestes a ser triplicado, pois da Finlândia à Áustria vários povos escolheram essa forma de Estado, renunciando às cabeças coroadas. E mesmo no Médio Oriente, no coração do que durante seis séculos fora o Império Otomano, emergiu a República da Turquia.
Não se pense, porém, que foi no dia a seguir ao Armistício de 11 de novembro de 1918faz hoje 101 anos, que as novas fronteiras vieram substituir as antigas, como se fosse um passe de mágica. Houve, claro, acordos assinados, mas também acordos desrespeitados, negociações secretas, promessas impossíveis de cumprir, alguns ultimatos e sobretudo muitas pequenas guerras que se seguiram à Grande Guerra, décadas mais tarde rebatizada de Primeira Guerra Mundial até porque houve a partir de 1939 uma Segunda Guerra Mundial (a expressão, porém, chegou a ser usada logo em 1914, não pegando porque se preferiu chamar, e proclamar que aquela seria, a Guerra para Acabar com Todas as Guerras). (saiba mais aqui)

As Perigosas Derivas Das Histerias

Em democracia, as partes, todas as partes, perfazem o todo, havendo regras para que a fluidez das dinâmicas, das decisões e das participações possibilitem um quadro plural de afirmação das diferenças.

Em democracia não há pais ou mães do sistema, há os cidadãos que contribuíram ao longo do tempo para consolidar o sistema democrático e evitar as derivas e os riscos de distorção dos seus pilares. No pluralismo há de tudo, até a aselhice dos democratas que, em funções relevantes, são incapazes de constatar o que estão a deixar construir, em prejuízo da democracia.

Há hoje uma gritante histeria com os partidos pequenos, em especial com alguns dos que elegeram para a Assembleia da República, como se não tivessem sido a expressão de eleitores que em sufrágio universal exerceram o seu direito de voto e fizeram as suas opções em função das realidades e das perceções.

 Já o tenho dito e reafirmo: a histeria com os pequenos, vertida em expressão mediática ou em esboços de bloqueios políticos, produz o efeito contrário ao pretendido. Os altos berros, meio histéricos, meio transtornados, fortalecem quem assenta o seu posicionamento nos despojos gerados pelos protagonistas do sistema político e nos nichos que, tendo sido residuais, assumem crescente relevância. Fingir que não há um problema de predisposição para o populismo e para derivas radicais de direita nas forças de segurança, assente no desgaste do prestígio e da autoridade, nas circunstâncias operacionais miseráveis e numa perceção de abandono pelos poderes, o político e o judicial, é inaceitável. Não fazer tudo para reduzir o espaço de afirmação dessas derivas é irresponsabilidade pura, num dos pressupostos da vida em comunidade, a segurança.

Não deixar que os novos pequenos intervenham no debate quinzenal por razões burocráticas é uma irresponsabilidade grave, uma gritante violação da Constituição da República, um desprezo por parte do universo de eleitores votantes e mais uma causa para alimentar várias consequências.

É revoltante tanta irresponsabilidade, sectarismo e incompetência. Anos e anos de exercício político e há quem ainda não tenha compreendido que não se atacam discriminações, preconceitos e predisposições negativas apenas por decreto.

(excertos do artigo de António Galamba, Ji
Ler aqui o artigo completo

Os Erros


A confusão a fraude os erros cometidos
A transparência perdida — o grito
Que não conseguiu atravessar o opaco
O limiar e o linear perdidos



Deverá tudo passar a ser passado
Como projecto falhado e abandonado
Como papel que se atira ao cesto
Como abismo fracasso não esperança
Ou poderemos enfrentar e superar
Recomeçar a partir da página em branco
Como escrita de poema obstinado?

Sophhia de Mello Breyner Andresen