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segunda-feira, 19 de julho de 2021

A Frase

 
 'Não querendo este Governo, nem esta oposição, será que vão apostar nos outros partidos? Também não. E nas autárquicas, pela certa, vão já mostrar a escala desse descontentamento  não votando [...] . Não validando esta política disfuncional, incapaz, inapta, insuficiente e inábil'
(Luis Delgado,Visão)

O barómetro DN/JN/TSF, da Aximage, confirma a grande desilusão dos portugueses com o primeiro-ministro, e Governo, para o qual pedem uma remodelação urgente, mas também não dá boas notícias ao Presidente da República, que tem uma queda brutal na popularidade e, espante-se, Rui Rio consegue o feito extraordinário de cair ainda mais. Há, já se sabia, um descontentamento nacional, profundo, p
oderoso e inquietante, com a gestão da pandemia – a inegável desatenção à variante Delta – e com a inqualificável e insustentável leveza das medidas para a crise económica, que afeta tudo e todos. Só não vê quem não quer, e António Costa não antecipou este estado de espírito, nem pensou que iria pagar caro por essa incapacidade governamental.

O Medo De Não Agradar

Nada mais chato do que o medo de não agradar. 
Não querer agradar é uma das maiores formas de libertação 
num mundo em que somos obrigados a amar tudo à nossa volta. 
Ninguém é capaz de tanto amor.

(Luiz Felipe Pondé)

domingo, 18 de julho de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Domingo

  • 930.685 casos confirmados (mais 3.261) 
  • 17.207 vítimas mortais (mais 8 vítimas)
  • 805 internados (mais 25)
  • 176 (mais três) estão em Unidades de Cuidados Intensivos
  • 861.707 casos recuperados (mais 1.258) 
  • 79.710 pessoas encontram-se em vigilância (menos uma)  
  • 51.771 casos ativos (mais 1.995)
Atualmente existem: 
  • 361.285 casos registados no Norte (mais 1.307)
  • 126.433 no Centro (mais 247)
  • 363.991 em Lisboa e Vale do Tejo (mais 1.279)
  • 29.537 no Algarve (mais 259)
  • 6.814 casos na Região Autónoma dos Açores (mais 43)
  • 10.222 na Região Autónoma da Madeira (mais nove) 
  • 32.403 casos no Alentejo (mais 117).
Do total das 17.207 mortes: 
  • 5.381 registam-se no Norte (mais duas)
  • 3.035 no Centro
  • 7.336 em Lisboa e Vale do Tejo (mais cinco)
  • 375 no Algarve (mais uma)
  • 34 nos Açores
  • 976 no Alentejo
  • 70 mortes na Madeira.
No total de casos confirmados, registam-se 426.086 do sexo masculino e 503.969 do sexo feminino, existindo 630 desconhecidos. Em termos de óbitos contabilizam-se 9.033 homens e 8.174 mulheres. 
O grupo etário com o maior número de casos verifica-se entre os 40 e 49 anos, com 68.889 homens e 85.207 mulheres, aos quais se acrescentam 68 pessoas de sexo desconhecido, num total de 154.096 casos. O maior número de óbitos regista-se acima dos 80 anos, com 5.175 homens e 6.102 mulheres, num total de 11.277 mortes.
A incidência a nível nacional é de 355,5 casos de infeção por Covid-19 por cada 100 mil habitantes e em Portugal Continental de 366,7 casos de infeção por cada 100 mil habitantes. O Rt a nível nacional está em 1,12 e em Portugal Continental é de 1,13.

A Frase

 '
As ilusões vão persistindo no tempo, alimentadas de mentira em mentira, e é com as ilusões que nos vamos lentamente afundando.'

(Ricardo Pinheiro Alves, ECO)

Quem Sou Eu Além Daquele Que Fui?


Quem sou eu além daquele que fui?
Perdido entre florestas e sombras de ilusão
Guiado por pequenos passos invisíveis de amor
Jogado aos chutes pelo ódio do opressor
Salvo pelas mãos delicadas de anjos
Reerguido, mais forte, redimido,
Anjos salvei
Por justiça lutei
E o amor novamente busquei

Quem sou além daquele que quero ser?
Puro, sábio e de espírito em paz
Justo, mesmo que por um instante,
Forte, mesmo sem músculos,
E corajoso o suficiente para dizer “tenho medo”

Mas quem sou eu além daquele que aqui está?
Sou vários, menos este.
O que aqui estava, jamais está
E jamais estará
Sou eu o que fui e cada vez mais o que quero ser
Mudo, caio, ergo, sumo, apareço, bato, apanho, odeio, amo…
Mas no momento seguinte será diferente
Posso estar no caminho da perfeição
Cheio de imperfeições
Sou o que você vê…
Ou o que quero mostrar.
Mas se olhar por mais de um segundo,
Verá vários “eus”,
Eu o que fui, eu o que sou e eu o que serei.


(Christian Gurtner)

sábado, 17 de julho de 2021

Notícias Ao Fim Da Tarde

País Parvo ?!

À partida parece um título Parvo. Parece, mas se pensar um pouco ... Ora leia um resumo do texto que justifica ou pode justificar o respectivo título. Depois, medite e conclua .
 
Não sei se é uma crónica real se o relato de um sonho, mas o País encontra-se política e pandemicamente perdido por estas paragens. Um Presidente da República que sendo constitucionalista faz malabarismos com a Constituição. Um Primeiro-Ministro triunfal e peronista sobre as maravilhas da sua governação. Os portugueses param no corredor do supermercado e observam com indiferença os écrans leds onde estas personagens surgem como uma aparição numa série ultra fantástica assinada pela Marvel – Capitão Costa contra Marcelo Maravilha. O argumento é o de sempre e os cidadãos fartos de cenas tristes aglomeram-se junto às cores iluminadas de uma promoção ao filme das Doce.

Os portugueses não conseguem fazer testes nas farmácias, mas são obrigados a fazer os mesmos testes à entrada dos restaurantes. Bem se podia almoçar na farmácia e testar no restaurante, o absurdo seria assim bem mais normal.

Um amigo informa-me que existe um mercado paralelo de testes à disposição do cidadão menos cumpridor. O próprio diz ter em sua posse um teste certificado que já viajou por metade da Europa, um teste cosmopolita que incorpora tecnologia inglesa, diligências de uma rede de tráfico e certificação com o selo da toda-poderosa Alemanha. Recusando mostrar-me o passaporte para a normalidade
 
O Presidente comporta-se como o Comentador de Belém, fazendo juízos rápidos e absurdos sobre assuntos sérios e constitucionais. Sobre a inconstitucionalidade dos “apoios sociais”, perde no tabuleiro da Constituição e ganha no xadrez da política. Enquanto ganha quando perde, afirma que os portugueses já receberam os respectivos apoios e que estes não vão ter de ser devolvidos. Vitória.

Agora surge também um grupo de “libertários da poltrona” que afirmam que a sociedade deve regressar à “normalidade”, pois morre mais gente todos os dias de patologias clássicas do que por infecções covid. Aliás, não sendo a raça humana divina e eterna, claro que morre gente todos os dias como tem sido sempre em todos os séculos. Mas façam a experiência biológica de dar liberdade ao covid para amar e se multiplicar em variantes e mutações e logo verão as manifestações de uma experiência social perigosa, irresponsável, delirante.

Com ou sem “dia da libertação” marcado para o 5 de Outubro, os jovens desdenham da vacina, fazem festas engarrafadas no jardim, desprezam a etiqueta respiratória, ignoram a distância social e celebram cada dia como se fosse o último. O Governo reconhece que sem jovens não há imunidade de grupo, logo surge a ideia de abrir as discotecas e os bares para delírio de todos os sentidos. 

(Texto completo de Carlos Marques de Almeida, ECO)

A Frase

SOUNDBYTE É RECORRENTE: SEMPRE QUE UM QUALQUER FIGURAÇO da praça é detido, pronunciado para julgamento ou condenado (raramente) aparecem meia dúzia de ululantes comentadores e políticos a proclamar: “Já não há intocáveis.” O facto de, nos últimos anos, a frase ter sido repetida várias vezes só demonstra o contrário: há sempre intocáveis, porque por cada um que cai outro toma-lhe o lugar (Carlos Rodrigues Lima, Sábado)

Destino Dos Versos


Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade...

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.

Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão  já longe como que na diligência 
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os lerá ?
Quem sabe a que mãos irão ?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim !
Passa a árvore e fica dispersa pela natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo...

(Aberto Caeiro)