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segunda-feira, 18 de abril de 2022

A Frase (78)

Se os franceses elegerem Le Pen, os formalistas dirão que a democracia funcionou e que ninguém se pode queixar. Mas essa é uma verdade incompleta, pois o prejuízo cairá sobre centenas de milhões.

(José Veiga Sarmento, Público)

Um pouco longe, a leste, numa reencenação de Ivan o Terrível, o fogo da destruição lavra numa guerra total que vai consumindo, bem debaixo dos nossos olhos, a vida e os bens na Ucrânia, numa reedição em menos de um século, do pesadelo nazi – indiferente à sorte dos judeus que, todos os dias, desapareciam do seu lado – às explicações que hoje ouvimos para não se intervir no caminho de Putin.

Mas se a Ucrânia é, agora, um momento tragicamente negro da História da Humanidade, um outro incêndio mais perto das nossas casas pode ocorrer daqui a alguns dias no fecho da eleição presidencial francesa. O problema está na escolha que os franceses vão fazer a 24 deste mês de Abril de 2022 pois essa escolha poderá influir não só na forma como eles franceses irão ser governados, como resultará, a consumar-se, numa mudança radical da vida do Continente Europeu e o início da tentativa de regresso a uma velha Europa das Nações.

Que não haja dúvidas: as eleições francesas podem vir a marcar o fim da História da Europa como um projecto de convivência pacifica para o sucesso de povos que se digladiaram ao longo de milhares de anos. O que conhecemos da liberdade de nos podermos movimentar pessoal e profissionalmente e o valor que reconhecemos no respeito por regras comuns dentro de um dos maiores mercados do Mundo poderá apagar-se progressivamente face à reposição das fronteiras, e à reintrodução da supremacia das múltiplas leis e regras nacionais que Le Pen promete promover para a França.       

Entendimento

 O homem tem preguiça, em geral, de pensar todo o pensável e contenta-se com fragmentos de ideias, recusa-se a uma coerência absoluta. Não leva até ao fim o esforço de entender. E, exactamente porque não o faz, toma, em relação à sua capacidade de inteligência, uma absurda posição de orgulho. Compara o pouco que entendeu com o menos que outros entenderam, jamais com o muito que os mais raros puderam perceber.      (Agostinho da Silva)  

domingo, 17 de abril de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

Amigos, Familiares E Conhecidos


 

sábado, 16 de abril de 2022

A Frase (77)

Nada justifica o vil ataque da Rússia. Mas é longa a lista do que correu mal na Europa. São erros, ameaças e perigos. Erros das democracias, dos sistemas políticos e dos seus dirigentes.    (António Barreto, Público)

Algo correu mal dentro de cada um ou vários países europeus. Alguma coisa não está a correr bem na Europa. Muito está a correr mal nas fronteiras do continente. Esta combinação entre causas internas e externas pode ser fatal. Para a paz e a democracia.

Na Europa, a riqueza cresceu. Como nunca na história. Mas a desigualdade social e económica também. Foram-se os tempos gloriosos de crescimento imparável de uma classe média robusta e em expansão. Há hoje, na rica Europa, zonas de pobreza e de fragilidade que se pensava estarem em vias de desaparecimento. Muita gente depende da protecção social, do Estado social como se diz, o que é motivo de orgulho: em qualquer sociedade, um grau elevado de compaixão é sempre positivo. Mas a dependência excessiva não é saudável e é perigosa. Gera novas desigualdades e exige recursos inexistentes.      (...)

O que não deu certo? Os Estados europeus deixaram de perceber as nações ou tão só as aspirações nacionais. A nova construção racional da federação europeia, original e inédita, afastava e esquecia as pulsões identitárias, as histórias nacionais, os reflexos de comunidades antigas… Com todas as suas forças ameaçadoras, e muitas são-no deveras, o nacionalismo emergia aqui e ali. (...)



Assim Acontece

Com este Governo, com este Orçamento, ninguém perde, com excepção de todos os portugueses. -
O Orçamento é a tentativa de relançar a carreira política do Ministro das Finanças. Em virtude do “presidencialismo do Primeiro-Ministro” de mão dada com a impunidade da maioria absoluta, o derrotado Presidente da Câmara de Lisboa exibe à inanidade os seus atributos de economista para espanto da Nação. O Ministro jura que este é o seu Orçamento, feito em cinco dias e retirado em estilo reciclado do arquivo morto de um PS pintado à Esquerda. O Orçamento é obviamente um sketch para ganhar tempo entre dois números de circo, uma espécie de distracção entre o passado mal digerido e o futuro que falta pensar. Estamos pois perante o intervalo de um “Orçamento Intercalar”. (Carlos Marques de Almeida, ECO) 

Quadra (3)


Andorinha que esvoaças,
Tem cuidado no subir.
Quem ao mais alto sobe,
Ao mais baixo vem cair.

(Quadras Populares Transmontanas)

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

Eunice Muñoz (1928-2022)

 Morreu, na noite desta sexta-feira, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, Eunice Muñoz. A atriz tinha 93 anos.

Eunice Muñoz nasceu em 1928, na Amareleja, distrito de Beja, e completou em novembro 80 anos de carreira.

A sua estreia aconteu a 28 de novembro de 1941, com a peça "Vendaval", de Virgínia Vitorino, no Teatro D. Maria II, em Lisboa, com a Companhia Rey Colaço/Robles Monteiro.

Dizia " "O teatro alimenta-me. Toda a vida o teatro deu-me sempre segurança. São 80 anos de gratidão".

"Sobre Fotografia"


 “Todas as fotos são memento mori. Tirar uma foto é participar da mortalidade, da vulnerabilidade e da mutabilidade de outra pessoa (ou coisa). Precisamente por cortar uma fatia deste momento e congelá-lo, toda foto testemunha a dissolução implacável do tempo (…). A fotografia é simultaneamente uma pseudo-presença e um sinal de ausência.” ~

Susan Sontag, em […]