Portugal vai cumprir com o ritual de celebração do 25 de Abril. Com o tempo, a cerimónia e manifestação popular são um exemplo acabado de como o momento histórico se torna numa rotina institucional, cinzenta, cansada, esclerótica. Este ano a celebração começa mais cedo com o insulto do PCP ao espírito universal de Abril. Tudo a propósito do discurso de Zelensky no Parlamento que o partido comunista boicotou com a indecência de uma declaração datada, estalinista, numa espécie de directiva interna para assinalar uma purga contra as forças xenófobas e fascistas. A pureza revolucionária dos comunistas só conhece a música de um hino que acaba na conformidade mais desgraçada ou na podridão de uma vala comum. (continuar a ler)
Não é mais possível confiar na Rússia. A lei da força é, a partir de agora, a principal regra de política internacional. (António Barreto, Público) De acordo com a óptica adoptada e a temática ou disciplina, são várias as acepções do termo “civilização”. Em relações internacionais e em política, poderá aludir-se às regras existentes a fim de dirimir conflitos, de organizar a cooperação ou regular a competição.
O buraco no Parlamento que aplaudiu de pé - Hoje, tal como na Primavera de Praga ou na queda do Muro de Berlim, o dogmatismo do PCP impera sobre a realidade e a propaganda sobre a razão. (Manuel Carvalho, Público)
Volodimir Zelenskii esteve na Assembleia e para memória futura ficará menos o teor do seu discurso do que o poder simbólico da sua presença na casa da democracia. O PCP recusou-se a estar presente na sessão e o registo deste episódio para o futuro não se fará [só] pela ausência propriamente dita, que era previsível e estava anunciada.