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sábado, 14 de janeiro de 2023

Que Tudo Seja Livre ...



"Que o breve
seja de um longo pensar

Que o longo
seja de um curto sentir

Que tudo seja leve
de tal forma
que o tempo nunca leve."

(Alice Ruiz)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (10)

Andamos com um problema ético na nossa vida política. Prevalece o princípio da oportunidade em detrimento do princípio do deverMultiplicam-se os casos de homens e mulheres que agem de forma pouco ética antes, durante ou depois de exercerem cargos públicos. Há um rasgão ético na vida pública portuguesa, e isso pode contaminar o próprio regime. Urge inverter essa marcha desgovernada. (Carlos Rodrigues,CM)

Chama-se imperativo categórico, foi criado por um filósofo alemão chamado Kant, estuda-se na escola (ou estudava-se no passado, espero que se mantenha), e é o princípio ético basilar da democracia. No fundo, trocado por miúdos, representa o que hoje em dia em Portugal anda nas bocas do mundo político como “ética republicana”.

O imperativo categórico determina que cada um de nós deve agir de tal forma que a nossa ação possa ser lei universal. Agir com base no dever, princípio que tem sempre uma dimensão prática. Agir de forma que possamos considerar que, se todos agíssemos da mesma forma, o mundo funcionava corretamente. Por oposição a agir de forma imoral, ou seja, de tal forma que, se todos fizéssemos o mal, o mundo era inviável.

Pra Que Chorar

 
Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se pôr
Pra que chorar
Se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor
Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode numa mais dizer
Pra que chorar
Pra que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer

(Vinicius de Moraes)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

As Frases

     
O deslaço da liderança do projeto político, montado numa presunção de intocabilidade pela teia construída ao longo da vida política, na justiça, na economia, nos media e nos interesses parciais, foi longe de mais, quiçá a ponto de não retorno da confiança política e eleitoral de muitos. (António Galamba ,Ji)
Cordeiros de Costa que tiram o pecado do governo, tende piedade de nós - Não fosse a Assembleia da República um antigo convento beneditino, a alegoria talvez caísse a despropósito. O facto é que não cai ‒ nem o governo, nem o despropósito. Eventualmente inspirado em São Bento, ironicamente padroeiro da Europa, lá está ela, o sr. primeiro-ministro transcendeu-se no debate de ontem no parlamento. O objetivo, bastante cristão, não menos político, era um: a salvação. E António Costa alcançou-a em pleno. (Sebastião Bugalho, CNN)

Volvida uma semana de calvário governamental, o governo superou o martírio, evitou a cruz e regressou ao seu estado natural. O PSD pedira a Costa para continuar a governar e o primeiro-ministro não se fez rogado: assim continuou. Fernando Medina? Explicou-se. Maria do Céu Antunes? Idem. Gomes Cravinho? Nem mencionado. Uma alma mais desinformada que houvesse decidido conhecer a casa poderia perguntar-se, com inteira justiça, na tarde desta quarta-feira:
‒ Crise política? Qual crise política?

Vento De Inverno


"Sopre, sopre, tu vento de inverno, 
tua arte não é tão indelicado como 
a ingratidão de homem." 

(William Shakespeare)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (9)

A favor da cultura marchar, marchar! Apague-se o título deste texto, porque nestas linhas vai-se dissertar sobre a renúncia à nossa história marginal. Sobre a renúncia à história das artes, do desenho, da pintura, da literatura. E mais, e mais, e outras que tais!

Preparem-se que este texto vai sugerir que se passe uma borracha por cima dos nossos "canhões" culturais, por cima das "nossas armas" ancestrais, por cima da obra de Alfredo Keil e de Henrique Lopes Mendonça (A Portuguesa, 1911). (continuar a ler aqui) 

Cortem tudo! Porque estamos em tempos que por termos os olhos abertos, por si só, já é um atentado ao pudor. E agora? O que seria das nossas vidas se cortássemos estes episódios do filme que conta a nossa História? Felizmente isto é só um texto. Um texto! Nada mais do que isso.  (Carlos Rosa, DN)  


Vem Vento, Varre


Vem vento, varre
sonhos e mortos.
Vem vento, varre
medos e culpas.
Quer seja dia,
quer faça treva,
varre sem pena,
leva adiante
paz e sossego,
leva contigo
noturnas preces,
presságios fúnebres,
pávidos rostos
só covardia.
Que fique apenas
ereto e duro
o tronco estreme
de raiz funda.
Leva a doçura,
se for preciso:
ao canto fundo
basta o que basta.

Vem vento, varre!

(Adolfo Vítor Casais Monteiro)