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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

A Frase (13)

E o que pensam os partidos sobre a falta de segurança? Nada.
Há um problema de segurança pública que o poder político e os partidos de um modo geral teimam em não querer reconhecer. Portugal está a ficar perigoso e é necessário agir rapidamente e com determinação para travar esta onda criminosa, sob pena de resvalarmos para situações que nos habituámos a ver noutros países e que nunca julgámos possíveis chegarem
cá.   (Paulo João, CM)

De que vale tudo o resto se saímos de casa e levamos um tiro ou duas facadas? Às vezes nem é preciso sair, entram pela porta dentro, sequestram, violam, roubam e matam, revelando o mais completo desprezo pela vida humana. Até agora o tema tem sido ignorado, é como se não existisse, o que releva uma de duas coisas: ou os partidos acham que está tudo bem, ou não sabem o que fazer com a criminalidade. Seja por um motivo ou outro, é grave.

A Noite Tomba De Repente


 Assisto a tudo, serenamente,
como quem nunca viveu.
A noite tomba de repente.

Hora de olhar e não ver nada,
hora discreta, fina, que eu
sinto fugir, abandonada.

Um grito rasga o céu sereno.
Ah! para que anda no infinito
aquele grito?

A noite veio como um doente
que bebe as horas como um veneno.

E eu olho tudo, serenamente.

Mas o grito que rola e enche todo o infinito,
e desce à terra e sobe ao céu,
esse grito, entretanto,
vem de mim mesmo, num desencanto,

é MEU!...

(Emílio Moura ,"Itinerário Poético")

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (12)

A circunstância da AD provoca esta resposta política em que o Chega se coloca no epicentro da alternativa socialista. O Chega fundado no “nacionalismo exclusivo” por comparação com o “socialismo inclusivo” inicia o trabalho de canibalização da grande nave política do PSD. O Chega rejubila. O PS exulta. O PSD devia estar preocupado. O PSD está prisioneiro das “linhas melodiosas” da AD. Como podem os políticos evitar convencer-se por um mundo político em que a realidade é uma fantasia?
(Carlos Marques de Almeida, ECO)

Ser de direita não é crime. O PS infectou o país com a ideia de que ser de direita é um defeito moral ao serviço de uma elite e de outros interesses inconfessáveis. O PS cria o mito de que só a esquerda compreende as necessidades e as dificuldades dos portugueses. Mas a direita faz parte do jogo democrático. Aliás, sem uma direita moderna, ideológica, inteligente, não existe democracia, pois o regime transforma-se numa alternância interna às nuances das várias famílias à esquerda. (...)

A esquerda que sucede à esquerda não é alternativa, é a representação de uma democracia diminuída até ao limite em que deixa de ser uma democracia. Nesta visão do PS para dominar as estruturas do Estado, que lugar para os portugueses democratas e de direita? A resposta parece estar na conversão da direita a uma espécie de centro-direita reinventado pelo PS. Será que a alternativa é a retirada dos direitos cívicos aos portugueses de direita? Entre a conversão e a expulsão não existe vestígio de uma democracia pluralista. A unicidade democrática do PS é a versão de um autoritarismo soft cell. (...)

Sentir ...

 “Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas idéias... O que realmente faz valer 
a pena estar vivo, não há filmadora ou máquina fotográfica que registre... Surpresas, 
gargalhadas, lágrimas, enfim, o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando 
olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles...”

(Clarice Lispecto)

R

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

                  A Frase (11)

                  Ventura é uma criação do PS e do PSD e está a conseguir uma bipolarização do debate. Entre quem defende o sistema que nos trouxe até aqui e um partido que promete tudo a todos.     (António Costa, ECO)

                  André Ventura é líder de um partido que está para lá da ideologia, quer ser uma espécie de ‘catch all‘ de todos os que ficaram para trás, dos que estão mais pobres, dos jovens que não têm um emprego remunerado de acordo com as suas expectativas, das corporações, dos mais velhos com baixas pensões, e promete tudo a todos. É nacionalista, conservador e estatista ao mesmo tempo que fala para os empresários e setor privado e quer uma economia mais competitiva, é quase tudo e o seu contrário, mas o seu inquestionável sucesso diz mais do PS e do PSD do que das suas próprias qualidades.     (continuar a ler)

                  Sísifo


                  Recomeça ....

                  Se puderes
                  Sem angústia
                  E sem pressa.
                  E os passos que deres,
                  Nesse caminho duro
                  Do futuro
                  Dá-os em liberdade.
                  Enquanto não alcances
                  Não descanses.
                  De nenhum fruto queiras só metade.

                  E, nunca saciado,
                  Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
                  Sempre a sonhar e vendo
                  O logro da aventura.
                  És homem, não te esqueças!
                  Só é tua a loucura
                  Onde, com lucidez, te reconheças...

                  (Miguel Torga)

                  domingo, 14 de janeiro de 2024

                  Notícias Ao Fim Da Tarde

                  A Frase (10)

                  Se pensarmos que o Estado português gasta hoje quase 4 vezes mais do que gastava em 1974 face à dimensão da economia. Mas as duas últimas décadas demonstram que quanto mais o Estado cresceu, mais os serviços públicos se degradaram e mais o nosso nível de vida relativo aos outros países europeus diminuiu.  (Ricardo Pinheiro Alves, ECO)

                  E isso acontece apesar de o Estado ter uma divida 5 vezes superior ao seu contributo para o PIB nacional, enquanto as famílias e as empresas, em conjunto, têm uma divida que é 2 vezes o seu contributo anual para o PIB. Por aqui se pode ver que, em relação à sociedade, o Estado produz mais dívida do que riqueza, consome recursos que estão muito acima da riqueza que gera e que, por essa via, está a transferir um encargo muito significativo para as actuais e próximas gerações, condicionando o crescimento e o desenvolvimento.