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terça-feira, 30 de abril de 2024

Pensamento Ou Imaginação ...


A imaginação está na oficina da mente, onde ideias antigas e novas se encontram ou se repudiam, dando vida a novas ideias que o pensamento organizado conclui e faz possível a realidade.

O pensamento tem, por princípio, a aprendizagem através da experiência adquirida direta ou indiretamente, onde se vive o fato e se aprende por experiência própria ou se aprende indiretamente, observando as experiências dos demais e adquirindo conhecimento através de reflexão e aplicação prática na própria vida.

Imaginar possibilidades de vida pode ser um princípio do pensar; se esta imaginação for além de um devaneio, principia um embrião de criação, que poderá ser concluído em aprendizagem e, assim, formar uma criação.

Todos os seres humanos imaginam para si um sem fim de situações que não passam de devaneios. Os devaneios são sombras das ideias, como nuvens passageiras no céu, que mudam e somem conforme o vento. Assim, os devaneios surgem em nossa mente e se vão, dando espaço para outra ideia mais atrativa que se apresente em nossas vidas.

Tudo que de fato for vivido sem utilidade e produtividade é um devaneio.

O pensamento traz consigo a capacidade de criar através da mente preparada pelos conhecimentos adquiridos, que são inúmeros.

Chegam, até nós, experiências visuais, olfativas, táteis, auditivas, palatáveis e intuitivas que se montam em nosso cérebro e se combinam em infinitas possibilidades de vidas a ser vividas.

Todas as informações são assimiladas no nosso cérebro de maneira mais ou menos eficaz, conforme a qualidade da mente que se exercitou na atenção, observação, concentração, reflexão e meditação.

De maneira alguma. as informações não serão perdidas, contudo, não serão utilizadas da mesma forma para todos. O preparo pessoal é fundamental para utilização dos recursos para a criação.

(PSICOLOGIAPARATODOS202)

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (99)

A Utopia é, porventura, a mais premente necessidade do presente. É urgente um novo sonho capaz de uma mobilização das massas. Caso contrário, abandonar-nos-emos ao desânimo, à decadência moral e à nostalgia de um passado que não existiu. Precisamente os sentimentos mais suscetíveis de exploração pelas forças ultrarreacionárias que despontam por toda a parte. Para combater esse movimento do passado, é imperativa uma nova visão de futuro, redentora e corajosa.   (Maria J Paixão, Sábado)

O futuro é agora, mas tem de ser futuro; não pode ser uma versão recauchutada do passado. Defender o SNS é, mais do que tudo, uma nova imaginação coletiva sobre o que significa universalizar e democratizar a saúde, para os que nela trabalham e para os que nele encontram o cuidado que precisam, desde o berço até ao leito de morte. Defender a escola pública é, sobretudo, uma nova imaginação sobre o que significa uma educação pedagógica e socialmente emancipatória. O verbo defender deve hoje assumir uma dimensão pró-ativa, sob pena de esvaziar-se de significado.

Luta


 Fluxo e refluxo eterno... 
João de Deus

Dorme a noite encostada nas colinas.
Como um sonho de paz e esquecimento
Desponta a lua. Adormeceu o vento,
Adormeceram vales e campinas...

Mas a mim, cheia de atracções divinas,
Dá-me a noite rebate ao pensamento.
Sinto em volta de mim, tropel nevoento,
Os Destinos e as Almas peregrinas!

Insondável problema!... Apavorado
Recúa o pensamento!... E já prostrado
E estúpido á força de fadiga,

Fito inconsciente as sombras visionárias,
Enquanto pelas praias solitárias
Ecoa, ó mar, a tua voz antiga.

(Antero de Quental)

domingo, 28 de abril de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (98)

    Confundir e tentar usar o mal e o bem dos outros, promover ou rebaixar hoje o que foi feito há séculos, disfarça, por regra, ambições contemporâneas, maus instintos morais e apetites políticos excessivos. Quem quer julgar, hoje, os reis e os escravos de há séculos, quer hoje qualquer coisa. E não se trata apenas de bons sentimentos: quer poder, bens e poleiro. (António Barreto, Público)

O que os portugueses de outros tempos fizeram e de que tanto se fala hoje inclui vários géneros. Uns actos eram “o que se fazia”, muitos eram “as regras do jogo” ou até glórias, outros já eram crimes na altura. E também há obras que começaram por ser glórias e são hoje crimes. Com o tempo, é fácil o bem transformar-se em mal e o mal no seu contrário. 
 
Em vez de indemnizar ou recompensar, não se sabe bem quem, nem quanto, o melhor que temos a fazer é receber bem os estrangeiros, os imigrantes em particular. (...)

Se procuro a paz e a justiça, hoje, quero que os imigrantes sejam legalizados, tenham acesso aos serviços públicos, paguem impostos e beneficiem da segurança social. O que farei porque é aquilo em que acredito, não por ter vergonha pelo que outros fizeram. Porque sei que o tráfico de gente é uma das fontes de crime e violência, lutarei contra os que, nacionais ou estrangeiros, lucram com a ilegalidade, o contrabando e a clandestinidade. (...)

E recuso-me pensar que o descontrolo é uma boa política de democracia e de compaixão. Não é. É o contrário. (ler texto completo)

Inventar É ...


“Inventar é imaginar o que ninguém pensou; é acreditar no que ninguém jurou; 
é arriscar o que ninguém ousou; é realizar o que ninguém tentou. 
Inventar é transcender.”

(Santos Dumont) 

sábado, 27 de abril de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde


A Frase (97)

Nem chefe nem Estado - Não foi bem o “prestígio” do cargo que o prof. Marcelo implodiu: foi mesmo a autoridade do cargo, que com dificuldade voltará a ser o que era. Se é que volta.      (Alberto Gonçalves, OBSR)

A Felicidade


Quem nunca percebeu a felicidade no Sol a atravessar a copa de uma árvore terá tanta dificuldade de entender este texto quanto aquele que nunca sentiu ressoar em seu corpo os gritos da multidão a reivindicar direitos. É da natureza da felicidade exigir uma vida de pensamento. Por esse motivo, em vez de correr atrás de uma simples definição, o que a filosofia faz é pensar as condições que fazem da felicidade menos uma conquista do que a constância que possibilita o próprio pensar. Ou seja, a felicidade não está fora do pensamento, como a cenoura que faz o burro caminhar; ao contrário, a filosofia e a felicidade se confundem, como virtudes de uma vida que toma a si própria nas mãos.

Apesar de fundamental, a felicidade é uma ideia impossível de representar: ela surge, aqui e ali, vez ou outra, um tanto imprevisível, nos mais diversos modos de vida. Ou seja, não há imagem capaz de aglutinar em uma só perspectiva o que se apresenta em um florescimento tão variado. Não há nada menos filosófico do que a tentativa de capturar a felicidade em uma receita: nenhum passo a passo é capaz de representar o movimento de um pensamento que se faz a partir da felicidade, porque sentir-se bem dispensa a ideia.

(LAURO, Rafael. A felicidade não é uma pergunta. Razão Inadequada, 2024.)