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quinta-feira, 2 de maio de 2024

A Situação Orçamental É Bastante Pior Do Que O Anterior Governo Tinha Anunciado

(PS!)
 O ministro das Finanças indica que foram encontradas despesas que não têm cabimento orçamental e que rondarão mais de mil milhões de euros.

"A situação orçamental é bastante pior do que o anterior Governo tinha anunciado", declarou Joaquim Miranda Sarmento no final da reunião do Conselho de Ministros, dizendo que aos 300 milhões de euros de défice registados na última síntese de execução orçamental importa somar mais outros 300 milhões de euros em resultado do aumento das dívidas a fornecedores.

De acordo com o titular da pasta das Finanças, alguns dos aumentos de despesa verificados foram feitos já depois das eleições legislativas antecipadas de 10 de março passado.

De acordo com os dados mais recentes da Direção-Geral do Orçamento (DGO), o Estado passou de um excedente de 1.177 milhões de euros para um défice de 259 milhões de euros até março, o que não se verificava desde dezembro de 2022.  (JNegócios)

A Frase (102)

    
Atitudes de ‘orc’ não deveriam ser defendidas, nem ocultadas, nem desvalorizadas pelos media. Mas, foram. Acham que estou a exagerar? (João AB da Silva, JEconómico)

[Não] me esqueci do que se passou no Dia da Liberdade: a deputada do IL, Patrícia Gilvaz, foi insultada e intimidada fisicamente, e o mesmo tratamento levou a candidata do ADN às europeias, Joana Amaral Dias.

Nenhum destes eventos mereceu o devido repúdio, que se exigia transversal, consensual e categórico. Lamentavelmente, venceu a hipocrisia. No meio de tantas ovações à liberdade, quem iria permitir que as restrições à mesma estragassem a festa?

Alguns órgãos de comunicação até suavizaram os factos, reduzindo-os à simples vaia ou deixando no ar a suspeita do “diz que”, “alegadamente”, etc. (...)  Logo, qualquer intimidação ou agressão que sofram nada mais será que a previsível consequência de andarem na rua, 
sujeitas à legítima indignação de populares que apenas exercem os seus direitos de cidadania. (...)

Nada disto é coincidência. A dissonância cognitiva e a dualidade de critérios sempre fizeram parte da agenda revolucionária, pois fomentam a rendição das massas à superioridade moral dos agentes da revoluçãoAssim se percebe como tão facilmente um revolucionário se transforma num orc. Ele sente-se justificado a fazer tudo e um par de botas.

Boa Noite !


 Motive-se pelas suas conquistas pessoais, 
não pela derrota dos outros. 
Bom descanso!

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (101)

Há alternativa à sociedade espetáculo - A comunicação social, principalmente as televisões, aproveitaram para se tornarem o centro de debate político, com a constante presença de comentadores a todas as horas do dia, e que falam sobre tudo.  A política está a viver uma crise esquizofrénica.      (Bruno Bobone, OBSR)

Ao longo dos últimos anos assistimos a uma forte diminuição do combate político no Parlamento, que terá começado com a alteração da periodicidade e das regras dos debates com o governo, ainda no tempo do primeiro governo de António Costa.

Provavelmente por essa causa, a comunicação social, principalmente as televisões, aproveitaram para se tornarem o centro de debate político, com a constante presença de comentadores a todas as horas do dia, e que falam sobre tudo.

Para ter sucesso um projeto como este, torna-se necessário, ou mesmo indispensável, a constante criação de casos e de temas críticos para alimentar esta nova “besta” que criámos e que é a esquizofrenia da informação política (a esquizofrenia é um transtorno mental caracterizado pela perda de contacto com a realidade, alucinações (é comum ouvir vozes), falsas convicções (delírios), pensamento e comportamentos anormais).

Esta patologia cria em todos nós uma sensação de ansiedade que nos deixa sem capacidade de tomar decisões a longo prazo, condiciona-nos o raciocínio sobre as causas e efeitos dos temas e casos tratados e torna-nos elementos promotores de um imediatismo que favorece as decisões mais fáceis e que mais dizem prometer – o chamado populismo.

Com a entrada em funções do novo governo e pela sua decisão de não governar na praça pública, a “besta” vai à procura de todos os pequenos indícios de assuntos e de casos, para não deixar morrer a sua relevância e para garantir que nos mantém presos às fontes de informação.




Paulo Auster (1947- 2024)

 Autor de "A Trilogia de Nova Iorque" e "Cidade de Vidr". Escritor norte-americano Paul Auster morre aos 77 anos.

Em Portugal, Paul Auster tem grande parte da obra publicada, em particular os romances, como “Mr. Vertigo”, “Palácio da Lua”, “Música do Acaso”, “Leviathan”, “A Trilogia de Nova Iorque”, “Timbuktu”, “O livro das ilusões”, “As loucuras de Brooklyn”, “O homem na escuridão” e “4 3 2 1”, com o qual foi finalista ao Booker Prize.

Fica A Obra.
RIP

Há Maneiras De Olhar As Coisas ...

 
Há duas maneiras de olhar as coisas, como há duas maneiras de as não olhar. Ou se olham pondo-nos de fora delas ou pondo-nos dentro delas. Só no segundo caso as vemos bem, porque só então nos vemos mal ou simplesmente nos perdemos a nós de vista. O primeiro ver é o do homem prático, o segundo, o do artista. Um e outro também divergem no modo de não ver as coisas. O primeiro porque simplesmente as não vê; o segundo porque não repara nelas. Ao contrário do que se supõe, o mundo real não existe para o homem prático: o que existe é a sua instrumentalização. Uma flor só lhe existe se a puser na lapela ou mesmo num jarro; como um pássaro só lhe é real se o tiver numa gaiola ou o comer frito.

(Vergílio Ferreira, O Mundo Real Não Existe Para O Homem Prático)

terça-feira, 30 de abril de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

As políticas públicas portuguesas para as migrações e os vários atrasos na execução de medidas de controlo das fronteiras estarão a ser alvo de apreensão de países da União Europeia (UE), segundo revelou ao DN o Ministro da Presidência. (DN)

António Leitão Amaro esteve em Bruxelas nesta segunda-feira, numa reunião de alto nível, onde os estados-membros da UE começaram a apresentar os seus projetos para “operacionalizar” o novo Pacto de Migrações e Asilo, aprovado no passado mês de fevereiro no parlamento Europeu.

“Além da atual estimativa de haver mais de 400 mil processos em atraso na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que preocupa a todos, em reuniões bilaterais com alguns países recebi várias manifestações de preocupação relativamente a falhas na execução de medidas e às políticas migratórias nacionais. Havia a ideia de que Portugal era um exemplo para a Europa nesta matéria, mas passou de ser uma referência para fonte de preocupação”   (...)

Nota:Portugal perdeu o financiamento europeu de 10 milhões de euros que anteriormente era processado pelo SEF, para a instalação do referido sistema de “fronteiras inteligentes”, montante que teve de devolver a Bruxelas. Quando o SEF foi extinto a 29 de outubro de 2023, o financiamento não tinha sido executado.
“Enquanto outros países já estão a apresentar os seus projetos para operacionalizar o Pacto para fazer face a novas vagas de migrações, Portugal não tem praticamente nada tratado. A incapacidade operacional e administrativa foi total, incluindo a situação das Manifestações de Interesse, pouco abonatórias em termos de fiabilidade de controlo”, assevera o também vice-presidente do PSD.

“Enquanto outros países já estão a apresentar os seus projetos para operacionalizar o Pacto para fazer face a novas vagas de migrações, Portugal não tem praticamente nada tratado. A incapacidade operacional e administrativa foi total, incluindo a situação das Manifestações de Interesse, pouco abonatórias em termos de fiabilidade de controlo”, assevera o também vice-presidente do PSD.

A Frase (100)

O Presidente está transformado num estado de alma. O Presidente tem de ser analisado de todos os lados e percorrido em todas as direcções.  (Carlos Marques de Almeida, ECO)

As observações do Presidente a cada curva de um qualquer jardim proibido são a imagem do futuro em versões de um passado vivido, imaginado, cultivado, na impossibilidade de um silêncio que o Presidente não sabe transformar em discurso vivo. O silêncio impossível e a palavra fútil e a incontinência verbal são a marca de um Presidente cansado, politicamente isolado, que vive esta fase final da sua Presidência na profunda solidão do Palácio de Belém.