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domingo, 7 de julho de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (154)

 Os interesses dos portugueses deviam estar sempre à frente dos interesses partidários. É urgente demonstrar que partidos assumem este pressuposto.  (Vicente Ferreira da Silva, OBSR)

*Contrariamente ao que algumas pessoas defendem, o “não é não” foi fundamental. E não é de estranhar que tenha sido um assunto recorrente, referido até à exaustão pela imprensa, e mencionado incansavelmente por André Ventura.

Não obstante eventuais preferências ideológicas, mais ou menos declaradas, a insistência da imprensa deve-se a um cepticismo compreensível: a tibieza e inconstância característica dos políticos portugueses. 

Não decidir e prometer sem cumprir deu várias vitórias a António Costa. André Ventura segue o mesmo exemplo e promete tudo a todos imediatamente. Algo que dificilmente cumprirá. Para além disso, Ventura fartou-se de falar do “não é não” para tentar disfarçar a sua surpresa. Felizmente, ao fazê-lo, ajudou a consolidar a imagem de Montenegro como um líder decidido.

André Ventura é um mestre trovador da falácia. Só cumpre o que satisfaz o seu interesse próprio. Qual foi a primeira acção do Chega no Parlamento? Arranjou desculpas para não cumprir o combinado. Na prática, ao inviabilizar a eleição de Aguiar Branco, bloqueou o funcionamento da democracia. Já o PSD, ao contrário de Ventura, não faltou à palavra e possibilitou a eleição dos deputados do Chega para os órgãos da Assembleia da República.

O Chega optou conscientemente por ser coligação negativa com o PS. Esta posição, que é uma demonstração de prioridades – os interesses do Chega estão à frente dos interesses do país – também patenteia desconhecimento pela essência da democracia: a procura de consensos. André Ventura age como se a democracia fosse fazer tudo o que ele quer, quando e como quer, sem qualquer diálogo ou cedência para o estabelecimento de compromissos. No fundo, o que Ventura procura são desculpas. 

*(Excertos do texto de VFS)

Talvez De Noite


À minha volta tudo envelheceu
como se fosse eu, e no entanto
uma casa, ou um espaço em branco
entre as palavras, ou uma possibilidade de sentido.

Pois nada
surge com a sua própria forma.

Digo "casa", mas refiro-me a luas e umbrais,
a lembranças extenuadas,
às trevas do corpo, lúcidas,
latejando na obscuridade de quartos interiores.

E digo "palavras" porque
não sei que coisa chamar
à mudez do mundo.

E digo "sentido" sufocado
sob o pensamento
tentando respirar
a golpes de coração,
agora que se desmorona a casa
sobre todas as palavras possíveis.

(Manuel António Pina)

sábado, 6 de julho de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Estas São As Frases


A aceleração do crescimento económico requer a libertação do dinamismo da sociedade das amarras a que está sujeita por políticas públicas desadequadas. E é muito importante por trazer uma nova esperança para a evolução das condições de vida dos portugueses. Só por estas razões já são de saudar as 60 medidas para acelerar o crescimento anunciadas esta semana.   (Ricardo Pinheiro Alves,ECO)

É bem-vindo um programa despido dos preconceitos que ainda subsistem em relação aos grupos económicos de maior dimensão. Mostrar serviço tem sido a principal estratégia do Governo para garantir a sua longevidade (ou reeleição, caso venha a cair). Esta semana foi a vez do “pacotão” para a economia.      (André Veríssimo ECO)

Ler É Um Acto De Desapego Em Relação Ao Mundo Externo


Escrever é um jeito misterioso de falar em silêncio. Por outro lado, ler é uma maneira sutil de ouvir o que não tem som. Quando alguém não consegue ler um texto com atenção plena, a razão disso é a sua incapacidade de ouvir em um nível mais profundo.

Para fugir do “barulho” das suas emoções ansiosas, o cidadão moderno costuma apelar para o rádio, a televisão, a conversa fiada ou a música ruidosa. Só quando confronta o vazio e a solidão ele tem acesso ao acompanhamento mágico e completo que surge durante a leitura atenta de um bom texto.

Então não importa se você está em pé em um ônibus lotado ou sentado sob uma árvore; se dispõe de silêncio e sossego ou há ruídos a seu redor. Você aproveita cada momento para ler o texto que expande e liberta a sua consciência. Ler é um ato de desapego em relação ao mundo externo. É um ato de liberdade pessoal – e de compromisso com a verdade.

(José Luís Borges)

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (153)

Num mundo a arder, repleto de urgências e de duelos decisivos para o futuro próximo, a emergência climática está a ser atirada para segundo plano. 

Desde há um ano que, todos os meses, são batidos recordes de calor na Terra. O junho que há pouco terminou irá, provavelmente, tornar-se o 13.º mês consecutivo com as temperaturas médias mais altas jamais registadas no planeta. Embora, nos termómetros, as diferenças sejam medidas em valores que podem parecer irrisórios ‒ apenas algumas décimas de grau em vários casos ‒, os efeitos desta anomalia persistente são cada vez mais visíveis em diversos pontos do globo.

O planeta está a arder e não é só porque se repetem as ondas de calor. Está a arder mesmo ‒ no sentido literal ‒ em guerras que ameaçam escalar para níveis que chegámos a pensar serem irrepetíveis. Está a arder com o desencanto de milhões de pessoas com as fragilidades e os erros cometidos pelos líderes das democracias ocidentais. Está a arder porque o populismo quer que tudo arda, a começar pelas instituições democráticas, e aproveita todo e qualquer momento para lançar ainda mais gasolina para a fogueira. E está a arder porque os algoritmos das redes sociais são ferramentas incendiárias e altamente lucrativas para as grandes empresas tecnológicas.

É neste mundo em chamas que vivemos hoje. Um mundo em que, de repente, na nação mais poderosa do mundo, a escolha do próximo Presidente é entre um mentiroso condenado e um octogenário com traços de senilidade. 

(Excertos do texto da autoria de Rui Tavares Guedes, publicado na Visão)

Divagando ...

(Superfície de Júpiter, Nasa)

Desde que me lembre, a quinta-feira sempre foi para mim, o dia da semana mais agradável.

Resolvi questionar o Google sobre este substantivo feminino - quinta -feira.

Encontrei este texto :

Sobre a razão de os nomes dos dias da semana acabarem quase todos em, feira.

 Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira... Os números dos dias são fáceis de entender, em uma semana de sete dias que se inicia no domingo. Mas a e palavra 'feira'? O que ela significa?

Na sua origem, os nomes dias da semana tinham influência na astrologia, cada um representava um astro do nosso Sistema Solar: Sol (domingo), Lua (segunda), Marte (terça), Mercúrio (quarta), Júpiter (quinta), Vênus (sexta) e Saturno (sábado).

Segundo o Guia dos Curiosos, nos países latinos, por influência do cristianismo, o dia do Sol, solis dies, foi substituído por dominica, dia do Senhor; e o saturni dies, dia de Saturno, por sabbatum, derivado do hebraico shabbath, dia do descanso, consagrado pelo Velho Testamento.

Não satisfeita com a origem pagã dos nomes dos dias, a igreja católica dos paises de língua portuguesa transformou a homenagem aos astros em números, isso graças ao apostolado de São Martinho de Braga, que afirmava que não se podia "dar nomes de demónios aos dias que Deus criou".

Já o termo "feira" surgiu em português porque, na semana de Páscoa, todos os dias eram feriados, as férias, e o mercado funcionavam ao ar livre, as feiras.

Preservando o domingo, dia do Senhor, como primeiro dia da semana, a igreja instituiu a secunda feira, a segunda-feira e assim sucessivamente. Estava criada a semana portuguesa.

(Fonte: Redação Terra)

Nota:  O meu signo é Sagitário. O planeta regente de Sagitário é Júpiter, o planeta da sorte. É por isso que esses nativos são tão sortudos e mesmo fazendo um monte de trapalhadas, tudo sempre dá certo para eles no final.  Relacionando as quitas-feiras com Júpiter - será esta a razão  de quase tudo me correr bem nesse dia da semana? ... Divagando? - é possível! ... Ou talvez não.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde