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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Olhe Pelo Retrovisor


O momento requer um olhar permanente no horizonte que se descortina perante nossos olhos. Tudo acontece de forma rápida e intensa. Aquilo que ontem servia, hoje já não serve mais. O que hoje parece bom, amanhã já estará ultrapassado.O momento é de extremo aprendizado e desapego. É preciso soltar o VELHO, esvaziando as mãos para receber o que vem através do NOVO, pois o que temos de fato e real, é somente o PRESENTE MOMENTO.

Este momento presente é de intensa mudança e transformação. Até o tempo está acelerado! Já temos a sensação de apenas 12 horas no dia, que antes era de 24 horas.
Os sinos do alvorecer já badalam e é hora de despertar. O sono da alma não pode continuar, pois o trem da vida já está na estação para o embarque daqueles que serão levados para um posto mais adiante. É a vida que segue para uma DIMENSÃO mais elevada, e é preciso partir. O tempo final anunciado se transformou no tempo presente.

O trem da vida parte, e não se pode olhar para trás. É preciso voltar os olhos para aquilo que vem pela frente. É lá que está a nossa nova casa…o nosso destino. Entretanto, caso queiras dar uma última olhada para as velhas crenças, os velhos conceitos, a velha vida até aqui, então olhe pelo retrovisor.

Na medida que o trem avança, tudo isso vai ficando para trás, cada vez mais distante. Então, uma nova onda de emoções começa a percorrer a tua consciência. Um misto de medo e de confiança se misturam com a saudade daquilo que já se foi. Pessoas que por muito tempo conviveram cotidianamente contigo, familiares, coisas e situações, foram ficando cada vez mais afastadas. Certos hábitos, também não mais interessantes. Muitas coisas antes imprescindíveis, agora perderam a importância também.

É a NOVA VIDA que o humano começa a experimentar.
O forte apego que ontem não permitia embarcar no trem, hoje se mostra relevante. A simplicidade parece ser tudo o que é necessário. As coisas materiais passam a ter somente o valor que realmente representam pela sua utilidade.
Mas outros valores que antes não eram percebidos, agora afloram como uma torrente em época de Monções.

E há muita sede na alma de cada um. Uma sede de saber…de conhecer e compreender, mesmo que lá no âmago de cada um, nem pareça uma novidade, mas antes, um reavivar de algo que já parecia ser conhecido.   (Vitol Frosi)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde


A Frase (48)

Repetem-se os erros do passado quando não se discute o que é verdadeiramente importante: as questões relativas às reformas da justiça, saúde e educação, e sobretudo que País queremos deixar para as próximas gerações. 
(Rui Mayer, J Económico)

Até agora, o ano de 2025 continua a não dar motivos para estarmos optimistas.

Por cá, o Governo parece estar a deixar-se enredar pela cadência dos soundbites criados pelos populistas para terem efeito nas redes sociais, e a perder o foco nos reais problemas do país. É a repetição do que se passou nos últimos anos, quando estivemos entretidos a emitir opiniões sobre múltiplos “casos e casinhos” em vez de discutirmos o que é verdadeiramente importante. 

Reconheço que, muitas vezes, a discussão política é alimentada por percepções ou impressões, e não por dados ou factos reais. É uma táctica conhecida e utilizada pelos populistas até à exaustão: se os dados contradizem o que os sentidos nos dizem, quem quer levantar a discórdia para retirar dividendos políticos e causar agitação consegue manter durante muito tempo acesa a negação da realidade. (ler texto na íntegra)

A Esperança Me Chama,


 A esperança me chama, e eu salto a bordo como se fosse a primeira viagem. Se não conheço 
os mapas, escolho o imprevisto: qualquer sinal é um bom presságio. Seja como for, eu vou, 
pois quase sempre acredito: ando de olhos fechados feito criança brincando de cega. 
Mais de uma vez sai ferida ou quase afogada, mas não desisto. 
A dor eventual é o preço da vida..."

(Lya Luft)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (47)

As luzes nos teatros da Europa permanecem acesas. E acesas as luzes dos teatros iluminam o grande enredo da Europa com o beneplácito do tempo e da História. No palco existem heróis e vilões. O drama da Europa é que inventou tantos heróis como promoveu tantos traidores. A Europa está prestes a entrar na nova era da traição.    (Carlos Marques de Almeida, ECO)

Quando o mundo desaba, a Europa tem o talento de ficar sempre soterrada. Na Conferência de Munique o Vice-Presidente da América denuncia a Europa e as suas fragilidades internas como centro e origem da degradação económica e política do Continente. Não é a América nem a Rússia nem a China que ameaçam a Europa  

Na eloquência absurda e historicamente ignorante, o enviado da América denuncia a falta de “liberdade de expressão” como a estátua que arde até consumir a Europa. A lição de política é mais um exercício absurdo onde o “fascismo da vulgaridade” serve apenas para iludir as responsabilidades e garantir os interesses. Nada espanta nem nada causa preocupação quando o universo político está dominado pela pós-verdade. A ordem mundial está em aberto porque a desordem mundial se vai instalando com a Europa.

Enquanto a convulsão na desordem mundial se projecta em todas as direcções, enquanto o mundo se confronta com uma rápida mudança de paradigma, o silêncio da ONU não pode deixar de levantar todas as reservas políticas. A ONU é hoje uma instituição bloqueada. No teatro da palavra política não sobra nada. A ONU é hoje o cadáver político do multilateralismo. 

Empatia

Empatia é a capacidade de sentir o que sentiria uma outra pessoa “caso” estivesse na mesma 
situação vivenciada por ela. Sem julgar ou questionar as decisões tomadas e os 
caminhos escolhidos. Se entrar o “julgamento” terá uma grande chance da empatia não surgir. 
Ter empatia é estar acima disso tudo. É olhar para outro ser humano e vestir-se dele. 
Sentir, por um segundo, se estivesse naquela mesma pele, 
respirando aquele mesmo ar...

(Sheila Bartz Costa)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (46)

A política sempre foi um jogo de sombras, mas os espaços de entendimento foram desfeitos. E como as sociedades estão muito divididas e já não partilham um terreno comum, passou a disputar-se a verdade.   (Patrícia Fernandes, OBSR)

Ao destruir a moralidade comum e a partilha de valores que permitiam o diálogo e o compromisso comunitário, as elites económicas e intelectuais dos países ocidentais enfraqueceram a confiança social e abriram espaço para as divisões sociais que, aos poucos, têm minado as nossas sociedades.  (...)

Perante a lassidão social, à esquerda e à direita têm-se registado reações identitárias em resultado da necessidade pessoal de pertença ao grupo, à tribo, recuperando algum sentido de pertença. O efeito passa, inevitavelmente, pela criação de uma arena de confronto e conflito. Se o espaço comum de valores foi destruído, cada grupo passa a impor uma nova moralidade que é apresentada como a sua verdade. E a política transforma-se numa arena de luta pela verdade em que cada acontecimento é interpretado de modo diferente e irredutível, sem possibilidade de compromisso. (...)

Não é, por isso, surpreendente que os nossos tempos sejam marcados por expressões como “fake news” ou “desinformação” – como se a mentira política tivesse sido criada em 2016. A política foi sempre um jogo permanente de sombras, mas hoje as possibilidades de entendimento coletivo foram desfeitas. E como as sociedades se encontram profundamente divididas e deixaram de partilhar um terreno comum, a disputa pela verdade passou a refletir essas divisões: perante o mesmo facto surgem diferentes interpretações e leituras sem que nenhuma se consiga impor. O consenso tornou-se, assim, uma impossibilidade e a sensação de desconfiança e caos generalizou-se.   (texto na íntegra)

Eterno ...


"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade, que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata...."

(Carlos Drummond de Andrade)