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domingo, 21 de dezembro de 2025

Esta É A Frase (273)

Donald Trump e Vladimir Putin só reconhecem a linguagem da força. Falam da Europa e da guerra com a mesma linguagem.    (Teresa de Sousa, Público)

A União Europeia, nasceu para garantir a paz entre os seus membros. Depois de duas “guerras civis” europeias desencadeadas pelo nacionalismo alemão, que obrigaram à intervenção americana, a partilha dos recursos que alimentavam as guerras — o carvão e o aço — deveria “condená-las” a viver em paz. O projecto revelou-se um extraordinário sucesso. Durante quase 75 anos, a Europa unida e democrática viveu em paz, graças também ao compromisso americano com a sua protecção. A Aliança Atlântica nasceu em 1949, antes mesmo da Comunidade Europeia.

Os europeus têm uma moeda comum, transformando-a num poderoso fator de unidade. Alargou-se à dimensão do continente quando a sua metade leste se libertou do jugo soviético. Pode contar ao longo de décadas com a liderança americana, o cimento que a manteve unida, para além das velhas tentações nacionalistas. Esse tempo passou.

A Nostalgia

 Nostalgia é um sentimento agridoce de carinho e saudade pelo passado, evocando memórias felizes de pessoas, lugares ou épocas, muitas vezes idealizadas, com um desejo de reviver esses momentos. É uma emoção comum, estimulada por cheiros, músicas ou objetos, que conecta o passado ao presente, fortalecendo a identidade e o bem-estar, mas que pode tornar-se negativa se usada como fuga da realidade.


O que é e como surge ?

Definição: É um sentimentalismo pelo passado, uma mistura de alegria pela lembrança e tristeza pela ausência.
Etimologia: Do grego nóstos (regresso a casa) e álgos (dor), originalmente usado para descrever a dor da saudade da pátria.
Gatilhos: Músicas, cheiros, sabores, fotos, filmes ou ambientes que remetem a momentos significativos, como a infância ou relacionamentos importantes.

Efeitos psicológicos (positivos e negativos) Positivos: Aumenta o sentido de vida, autoestima, otimismo, criatividade, bem-estar e conexão social; ajuda a lidar com a solidão e a instabilidade.
Negativos: Se excessiva, pode levar à melancolia, isolamento e fuga da realidade, impedindo a ação no presente.

Como a nostalgia nos afeta

Conexão: Cria uma ponte entre quem fomos, quem somos e quem seremos, dando um "fio condutor" à nossa história.
Cérebro: Envolve áreas de memória, emoção e recompensa, ativando a autorreflexão e atuando como um "amortecedor" contra ameaças psicológicas.
Idealização: As memórias nostálgicas tendem a ser mais positivas do que foram na realidade, filtrando os aspetos negativos.

Usando a nostalgia de forma saudável
No dia a dia: Busque-a em momentos difíceis para encontrar conforto, mas com moderação.
Fortalecimento: Use-a para fortalecer laços, relembrando experiências partilhadas.
Cuidado: Evite viver no passado, focando-se em atividades que lhe tragam felicidade no presente.

Na animação Divertida Mente 2 :
Nostalgia é uma nova personagem em Divertida Mente 2, uma emoção doce e idosa que representa a saudade de momentos passados, contrastando com a Ansiedade, e surge quando Riley revisita suas memórias de infância, trazendo um abraço quente de lembranças felizes e melancólicas, sendo uma voz sábia que valoriza o passado para ajudar a equilibrar o futuro,

sábado, 20 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Economia Resiste E Prospera, Mas O Diabo É O Contexto

 O ano que está a acabar até correu razoavelmente a Portugal: a economia cresce, o emprego mantém-se robusto, as empresas incorporaram a necessidade existencial de exportar. Uma boa notícia, mas o contexto é o diabo.     (André Macedo, J Económico)

Num mundo fechado sobre si próprio, refém do superficial, a desglobalização veio para ficar e os mercados encolhem. No futuro, negociaremos com a China ou com os EUA? A inteligência artificial, que ameaça lançar o caos nas bolsas, contagiando a economia real, traz consigo outra ameaça estrutural. As profissões mais qualificadas estão em risco de vida. A classe média, fundada na confiança iluminista do conhecimento e do progresso, está na linha de fuzilamento. Milhares de empregos estão em risco de extinção ao virar da esquina. 

É o triunfo das massas virado do avesso: a utopia terminou em distopia, virou proletarização global sob os desmandos de um punhado de inimputáveis de riqueza cósmica. Tecno-feudalismo, chamou-lhe Varoufakis – quem melhor do que ele, comunista chique, para batizar este momento da história em que tudo parecer arder. Arderá?

A economia resiste e prospera, ajudada pelo PRR, é certo, mas de que os outros também beneficiam. Há mais negócio. As empresas estão mais competitivas. Temos quase pleno emprego, mas sem impacto inflacionista que releve. Um oásis.     (Ricardo Santos Ferreira, J Económico)

O mundo mantém-se incerto, volátil e arriscado, mas a economia resiste ao choque geopolítico. Anémica, na União Europeia, é certo, surpreendente nos Estados Unidos, que nunca mergulharam na recessão, mais pujante na Ásia, apesar da China.

Não tendo estes problemas, encontramos outros, porque quem devia não mediu o impacto social e nos serviços públicos da imigração súbita, porque continuamos sem fazer ideia de como devemos gerir os serviços de saúde ou as entradas no país, com muitos duelos de palavras e pouca ação concreta. Mesmo assim, um oásis. Um bom ponto de partida para o novo ano.

Benefícios De Estacionamento Para Carros Elétricos

O pré-anúncio “preparativo” da iminente revisão dos benefícios de estacionamento para carros elétricos em Lisboa, ilustram um padrão que penaliza cidadãos, as suas famílias e distorce as expetativas públicas, na busca desesperante de mais e mais receita por parte das entidades estatais.  (Luís Miguel Henrique, J Negócios)

É mais do que sabido que a instabilidade legislativa em Portugal corrói a confiança das pessoas, bem como a das empresas e Carlos Moedas sabe-o muito bem. 

O Natal, Tempo De Simplicidade E Profundidade


 O Natal, tempo de simplicidade e profundidade, é um bom tempo para considerar as escolhas que fazemos, os valores que nos alicerçam e recriar a esperança.

Não é por acaso que todos os anos terminam e começam em torno deste acontecimento que atravessa os séculos e nos devolve ao essencial. O Natal irrompe nos últimos dias do ano como um sinal silencioso de que o transcendente habita o quotidiano e de que a esperança mais do que um conceito é uma presença. Uma esperança que não é uma espera, não é passiva, mas uma esperança que é dinâmica e participativa. É correr riscos, abandonar a segurança e enfrentar o desconhecido a partir da fragilidade humana. É procurar novas soluções com inteligência e coração. É arregaçar as mangas e colaborar. É tornar o futuro mais nosso e sorrir porque gostamos do que estamos, em conjunto, a construir!  

(Maria de Fátima Carioca, J Negócios) 

Que este seja um bom Natal!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (272)

Liderança verdadeira não se mede pela capacidade de esconder o que a gente sente, mas pela coragem de se conectar com o que nos torna humanos.      (Silvia Cavalcanti, ECO)

Vulnerabilidade não deveria parecer “sangrar num tanque de tubarões”. Mas, para a maioria dos empreendedores, é bem isso aí. Dizemos que queremos líderes autênticos, mas experimente contar a um investidor que você está à beira de um burnout ou que nunca mais foi o mesmo depois de perder alguém que amava. Puff: o entusiasmo evapora.  (...)

Criamos um ecossistema que, na teoria, valoriza a vulnerabilidade, mas, na prática, a pune. “Falar a verdade” é muito bonito em podcasts, mas deixa as reunião de board mais tensas que uma call sobre resultados sem Wi-Fi. (...)

Num mundo que celebra empreendedores como super-heróis, a “Endeavor Untold Stories” nasceu para humanizar a jornada empreendedora. Para mostrar que vulnerabilidade não é o oposto de força, mas parte dela. E que liderança verdadeira não se mede pela capacidade de esconder o que a gente sente, mas pela coragem de se conectar com o que nos torna humanos.

Um Novo Modelo De Ação Social

Um novo modelo de ação social: mais justo, transparente e eficaz - Estudar no Algarve, em Lisboa, em Coimbra, em Trás-os-Montes ou nas Regiões Autónomas implica encargos muito distintos, e um sistema justo não pode ignorar essa realidade.      (Fernando Alexandre e Cláudia Sarrico, OBSR)

A ação social no Ensino Superior é um dos instrumentos mais poderosos de promoção da igualdade de oportunidades. Quando funciona bem, reduz o abandono, aumenta a probabilidade de conclusão dos cursos e contribui para quebrar a transmissão intergeracional da desigualdade. É também um instrumento essencial de promoção da liberdade de escolha, garantindo que os estudantes dispõem das condições económicas necessárias para frequentar o curso e a instituição para os quais alcançaram os resultados académicos exigidos. (...)

Nota: Tanto alarido fizeram com base em declarações do Ministro retiradas do contexto exatamente para denegrir o Governo e baralhar a opinião pública. A TV, a Imprensa, as Opiniões, cada vez mais desacreditadas, influenciadas por grupetas desinformam e acusam, em vez de confirmar antes o que transmitam.

A Alegria

A Alegria É Um Sentimento Bom

A alegria cristã é um sentimento bom. O que eu quero dizer com isso é que não se trata de uma ideia. Não é uma convicção. Não é uma persuasão ou uma decisão. É um sentimento. Ou – eu vou usar as palavras de forma intercambiável – uma emoção. Uma das marcas que diferencia uma ideia de uma emoção ou um sentimento é que você não tem controle imediato sobre os seus sentimentos ou sobre as suas emoções. Você não pode estalar os dedos e decidir sentir algo.

Esse sentimento bom é na alma. Com isso, eu quero enfatizar que não é no corpo. A alma, a parte imaterial da minha pessoa, experimenta a alegria. O corpo pode até sentir os efeitos disso. Talvez eu sinta borboletas no estômago. Talvez eu pule de alegria. Pode haver lágrimas de alegria rolando pelo meu rosto. Contudo, nenhum desses efeitos no meu corpo são a própria alegria. Todos são distintos da alegria.    (John Piper)

Na animação Divertida Mente, Alegria é uma das cinco “emoções humanizadas” que controlam o cérebro (e os humores) de Riley, 

Cabelo : O corte foi inspirado na atriz Audrey Hepburn. A cor serve para indicar que Alegria também fica meio down às vezes (em inglês, “blue” é sinônimo de tristeza)

Cor: A paleta vai do quente (amarelo) ao frio (azul), passando pelo verde. É uma maneira de mostrar os altos e baixos de seu humor

Corpo: O formato triangular, cheio de pontas, remete a uma estrela – um grande símbolo de felicidade, encantamento e fascinação diante da vida.

Vestido: A estampa lembra fogos de artifício (quando Alegria realmente “explode” de tanta empolgação), mas também as sinapses que rolam entre os neurónios .