
Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.
(Alberto Caeiro)

Um dos paradoxos que tem merecido a atenção recente dos economistas é a extraordinária capacidade de resistência das economias às sucessivas crises que nos têm abalado.
Repare-se que apesar de a Agência Internacional de Energia estar a recomendar que não se actue apenas do lado da oferta – como apoios -, não se ouve na Europa nenhum Governo a avançar com medidas que actuem na procura, reduzindo nomeadamente o consumo de combustíveis.