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domingo, 22 de agosto de 2010

Se o Fenómeno não for Passageiro é Muito Preocupante


As abelhas estão a desaparecer do País e ninguém sabe porquê.

Comunidade científica internacional continua a estudar o fenómeno e ainda não tem conclusões. Em Arouca, os apicultores estão apreensivos com o abandono inexplicável das colmeias .

O desaparecimento das abelhas é um fenómeno global. Nos Estados Unidos a situação é bastante preocupante, pelas repercussões ambientais, humanas e até económicas. Espanha, França e Alemanha também dão conta de uma anormal diminuição de abelhas. (continue a ler)

A situação pode ser preocupante. São as abelhas que preferencialmente fazem a polinização das plantas. Sem plantas não há alimento para os herbívoros. Sem herbívoros e sem plantas os carnívoros não poderão alimentar-se. A cadeia alimentar ficará gravemente comprometida.
Se o fenómeno não for passageiro pode vir a ter consequências muito gravosas.

Péssimo Sinal


Não sei se é da época mas a notícia tem pouca margem para ser apenas uma simples notícia de Verão! Trata-se do péssimo sinal que dá a publicitada intenção do Governo em encetar uma política tendente a diminuir o património classificado.

Em teoria, a tendência e o objectivo de qualquer povo ou país, será o da ampliação progressiva do seu próprio património e, sobretudo, do património classificado, ou seja, do património validado como valor e como factor de enriquecimento

Este é o procedimento que existe em todos os países com um mínimo de conhecimento e consideração pela sua história e, portanto, pela sua memória e, também, um mínimo de organização para que a sua vida não se esgote num dia a dia sem um antes nem um depois!

É que se a intenção dos gestores dos nossos bens patrimoniais, classificados ou não classificados - que vão muito para além de casas, cidades e sítios - é poupar, porque o tempo é de crise, é bem natural que, com remédios destes, a própria crise acabe mesmo por não nos poupar. É que há sinais que só o facto de serem dados… são mau sinal! E, este, é um deles. Veremos.

Fonte: Manuel Correia,JN

Confiar ?? ...


Pode-se acreditar piamente numa ideia, mas não num homem. No mais alto grau de confiança que ele pode despertar, haverá sempre o aroma da dúvida – uma sensação meio instintiva e meio lógica de que, no fim das contas, o vigarista deve ter um ás escondido na manga. (...)
O problema do mundo não é o de que os homens sejam muito suspeitos neste sentido, mas o de que tendem a ser confiantes demais – e de que ainda confiam demais em outros homens, mesmo depois de amargas experiências.(...)
Acredito que as mulheres sejam sabiamente menos sentimentais, tanto nisto como em outras coisas. Nenhuma mulher casada põe a mão no fogo por seu marido, nem age com se confiasse nele. A sua principal certeza assemelha-se à de um batedor de carteiras: a de que o guarda que o apanhou poderá ser subornado.

Henry Mencken

sábado, 21 de agosto de 2010

Ping-Pong PS/PSD


Neste ping-pong político entre PS e PSD, há qualquer coisa que não bate bem é que parece que os papéis estão invertidos - O ataque é do Governo e o PSD joga à defesa .

Nota : o gráfico regista as variações de som das vozes dos líderes do PS e do PSD quando discursam.


Parece que as palavras que funcionam são as quem mais vendem. Mesmo que não sejam autênticas. E... como alguém disse o país está cheio de cartazes.
A saga vai continuar ...

Raquel Ochoa A Sua Paixão Pela Escrita Foi Confirmada


Raquel Ochoa, que viu confirmada a sua paixão pela escrita com o prémio Revelação Agustina Bessa-Luis, interessa-se pelo tema da identidade e por viagens, físicas e literárias.

Raquel tem um lema : 'possam os vossos olhos ver o que os meus olhos viram'.

E afirma: se, por algum motivo, nós não podemos viajar tanto como desejaríamos, temos ao nosso alcance formas de lá chegar e de conhecer. A literatura é, sem dúvida, uma delas.

Numa Viagem com Raquel Ochoa

Cardíacos Sem Resposta Adequada Com Agravamento Em Lisboa


Não se compreende, não há justificação para que a região Lisboa que tem mais meios materiais e humanos em que os especialistas são mais do que o preconizado haja os piores resultados na resposta no encaminhamento de doentes com enfartes para os hospitais.
Só 1,5% dos doentes com problema cardíacos e 7% dos enfartes que pedem resposta mais ágil chegam às unidades pelo programa via verde. A mortalidade nos hospitais de Lisboa chega a ser quase o dobro da de outras unidades do País

Em 2009, 77% dos doentes com enfartes não tiveram a resposta adequada, o que, se tivesse acontecido, evitaria muitas das sequelas registadas. Ou seja, de acordo com os dados da Coordenação Nacional para as Doenças Cardiovasculares, de um total de 3806 casos, apenas 884 (23%) foram correctamente encaminhados para os hospitais. Mas este número ainda é mais reduzido se neste lote forem incluídos todos os doentes coronários. Segundo os mesmos dados, só 5,8% chegam aos hospitais através da activação da via verde - o sistema criado pelo Ministério da Saúde, em 2005, e através do qual deveriam ser encaminhados todos os utentes que liguem para o 112 com suspeitas de doenças coronárias, de forma a receberem tratamento mais rápido e adequado com o objectivo de reduzir as sequelas e a mortalidade. (DN)

Desorganização? Incompetência? Laxismo?

Esperança ...





«Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão da mera existência.»

Carl Jung

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Processo Legislativo Kafkiano


Precisa de avançar com um inventário e partilha de bens? O Governo pede que se espere pelas alterações entretanto feitas à lei... que tem só um mês e é impossível aplicar.

Começou por estar previsto que entrasse em vigor a 18 de Janeiro deste ano, mas depois o Governo adiou o novo Regime Jurídico do Processo de Inventário para 18 de Julho porque ainda não estava pronta a portaria, nem os meios necessários para a aplicar. É que a nova lei tira estes processos dos tribunais e atribui-os às conservatórias e notários.

A 18 de Julho a lei entrou em vigor, mas nesta data já o Parlamento discutia novas alterações ao diploma. Por isso, o Ministério da Justiça (MJ) colocou um comunicado no seu site pedindo que se faça de conta que a lei não existe. O MJ «solicita a cooperação de todos os profissionais forenses para a não instauração de processos de inventário nas conservatórias ou cartórios notariais». Tal seria «verdadeiramente um acto inútil», pois as alterações vão no sentido de repor a competência dos tribunais.

Para os advogados, a conclusão é óbvia: «Isto é a descredibilização total do legislador e da lei. E o caos...» - comenta Guilherme Figueiredo, presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados.

E como se explica isto aos clientes? «Tenho em mãos quatro inventários e não sei o que fazer-lhes», responde Leonardo Azevedo, advogado em Ovar.

Mas a promulgação da nova lei promete aumentar a confusão. O diploma tem nada menos do que três datas diferentes: entra em vigor no dia seguinte ao da publicação, produz efeitos a 18 de Julho, mas que só produzem efeito 90 dias após a publicação de uma portaria. Confuso? Num parecer enviado ao Parlamento, a Ordem dos Notários chama-lhe um «processo legislativo kafkiano» e reclamou um «prazo único» - pretensão que não foi atendida.

Fonte:APA/Susete Francisco,Sol

As 'Reservas' De Cavaco


Com a lei das uniões de facto, são 10 os diplomas que o Presidente promulga, mas com 'dúvidas', as razões são muito variadas.

« Não significa a adesão às opções subjacentes»
« Padece de graves deficiências técnico-jurídicas»
« Sérios riscos de perturbação do normal funcionamento dos serviços públicos e dos tribunais»

etc. etc.

Para Manuel Meirinho, professor de ciências políticas, estas mensagens permitem a Cavaco a expressão de uma «voz autónoma», quer em questões de consciência, quer em termos de saber técnico e acrescenta «em termos globais, não é excepcionalidade de Cavaco Silva, « a forma como o faz é que será mais formal»

Fonte:S.F.,SOL

Pois, resta saber o que pensam os portugueses desta separação de águas entre PR e Governo, que vai permitindo que a água continue a correr embora cada vez menos límpida.

Um Copo Cheio Não Emite Som


Era um mestre cuja pedagogia insistia na necessidade de percepcionar o vazio primordial. Instava os seus discípulos a que se esvaziassem completamente e percepcionassem o substrato vazio de tudo o existente. Mas tanto enfatizava este aspecto do ensinamento que um dia vários discípulos lhe disseram:
- Mestre, não é que estejamos a questionar os seus ensinamentos mas não acha que põe demasiada ênfase na doutrina do vazio?
O mestre sorriu e disse:
- Ao entardecer quero ver-vos a todos aqui com um copo cheio de água.
O dia declinava. Os discípulos reuniram-se com o mestre, cada um com o seu respectivo copo de água. O mestre disse:
Batam nos copos com qualquer coisa e façam com que emitam som. Quero ouvir a música dos vossos copos.
Assim fizeram os discípulos, mas o som era muito pobre e apagado.
- Esvaziem os copos e repitam a operação
Os discípulos deitaram fora a água dos copos e começaram a bater nele. Agora o som era muito vivo.
O mestre disse:
- Copo cheio não emite som.
Nesse instante, os discípulos compreenderam e o mestre sorriu-lhes, satisfeito.

Num recipiente cheio não cabe mais nada; se uma coisa não está receptiva, nada pode chegar a ela. Quando estamos a abarrotar de «tralha» intelectual e anímica, não resta espaço para ter a percepção da realidade subjacente e ficamos presos na nossa própria teia de opiniões, preconceitos e informação. Atrás das nuvens encontra-se o firmamento ilimitado. Quando a mente esvazia, manifesta-se o silêncio reconfortante e revelador. O silêncio mental é uma grande conquista; saber desprender-nos daquilo que nos satura psiquicamente é outra. A serpente tem a sua pele lustrosa porque, periodicamente, se livra dela para se renovar.