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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Na Onda Das Perversões Do OE 2013 ...

Imagem de Marina Apllonio
Embora em contextos diferentes, há duas palavras que, nestes tempos difíceis, são primária e fiscalmente vistas como conceitos únicos e amalgamados. Trata-se de capital e de pensão.

Quanto à primeira, o capital (à boa maneira marxista) tanto se refere à realização de mais-valias especulativas na Bolsa ou fora dela, como aos dividendos de um grande accionista ou aos modestos juros de um pequeno depósito a prazo. É tudo capital… a abater!

Quanto à segunda, está em voga não distinguir as pensões que resultam estritamente das regras que a lei determina e que são função (sem quaisquer bónus) de descontos sobre salários durante longas vidas profissionais, das pensões que não correspondem a esforço contributivo e que, como tal, constituem uma subtil forma de remuneração adicional.

E que dizer ao facto, absolutamente injustificado de, para o mesmo valor, um reformado pagar mais impostos do que um activo! Caso único no mundo.

Fonte: Bagão Félix, JNegócios

Esta É A Frase

"Cortar despesa" é isto. Mas isto é mais que "cortar despesa". Porque quando baixar subsídios de desemprego para 375 euros é a alternativa de um Estado, esse Estado está sem alternativas.

Pedro Santos Guerreiro,JNegócios  

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ninguém Sabe. Intenção? Consequência? Motivo? Significado?

A caminho do caos?
O aumento da despesa é uma notícia perturbadora. Se o Tribunal Constitucional percebesse que a Constituição assenta num país que imprime moeda...» - afirma Medina Carreira .

Entretanto, O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, afirmou esta terça-feira, que Portugal assim como a Irlanda «estão no bom caminho para voltar aos mercados de capitais». O ministro realçou ainda haver motivos de optimismo uma vez que o «remédio da solidez financeira, solidariedade e crescimento na Europa começa a resultar».

Mas, a Comissão Europeia quer que o Governo português apresente dentro de um mês um plano alternativo ao Orçamento do Estado (OE) para 2013, com medidas de redução da despesa. Isto para a eventualidade de a receita fiscal não atingir os valores previstos. 
Conclusão: Ninguém sabe coisa nenhuma

 Porque nós não sabemos, pois não? Toda a gente sabe

O que faz as coisas acontecerem da maneira que acontecem? O que está subjacente à anarquia da sequência dos acontecimentos, às incertezas, às contrariedades, à desunião, às irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos? 

Ninguém sabe, (...). «Toda a gente sabe» é a invocação do lugar-comum e o inimigo da banalização da experiência, e o que se torna tão insuportável é a solenidade e a noção da autoridade que as pessoas sentem quando exprimem o lugar-comum. 

O que nós sabemos é que, de um modo que não tem nada de lugar-comum, ninguém sabe coisa nenhuma. Não podemos saber nada. 

Mesmo as coisas que sabemos, não as sabemos. Intenção? Motivo? Consequência? Significado? É espantosa a quantidade de coisas que não sabemos. E mais espantoso ainda é o que passa por saber.

Philip Roth

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Só Três Países Da Zona Euro Cumprem

 Pois, é ...

No ano passado, apenas três dos 17 países da zona euro respeitaram os limites máximos para o défice e dívida pública previstos no Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estónia, Luxemburgo e Finlândia foram as únicas três economias da moeda única com défice e dívida dentro dos patamares de, respectivamente, 3% e 60% do produto interno bruto (PIB) em 2011, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Entre os restantes dez países da União Europeia que não fazem parte da União Económica e Monetária também só se contam mais três exemplos: Bulgária, Dinamarca e Suécia.

Fonte: Expresso

Quer Saber Como Chegou Portugal À Situação Em Que Nos Encontramos? Este Artigo Diz Quase Tudo ...

Houve uma euforia de gastos que não foi suportada por mais produção, mas sim por crédito estrangeiro.

Quando a crise chegou à fase da dívida europeia, com os pedidos de resgate de gregos e irlandeses, Portugal não resistiu. A torneira do crédito estrangeiro fechou-se e houve que pedir ajuda à ‘troika'. As culpas são repartidas. Todos - famílias, empresas e Estado - estiveram agarrados ao crédito barato e fácil durante a última década.

Por isso, agora todos têm que fazer uma cura. É isso que ‘troika' quer impor à força, até porque representa sobretudo os interesses dos credores que querem cobrar as suas dívidas. Os números do Banco de Portugal mostram que nem todos acordaram ainda para esta realidade. Ou seja, há quem resista à correcção dos maus hábitos.

As famílias e as pequenas e médias empresas, que são o elo mais fraco desta história, já estão a diminuir o seu nível de endividamento. Os bancos não lhes dão outra hipótese. As grandes empresas, com acesso directo ao estrangeiro, estão a reescalonar a sua dívida para condições melhores, e diminuir o ritmo de novo endividamento.

O Estado é que ainda não parece ter aprendido a lição. Desde o início de 2011 e até Julho deste ano, o endividamento aumentou 30%. Assim se compreende que a carga fiscal continue a subir, secando a classe média e as empresas. O Governo tem que inverter esta situação rapidamente. Caso contrário, o monstro vai esmagar o País.

Editorial, Económico:"Quem está a pagar as suas dívidas"

domingo, 21 de outubro de 2012

A Opinião De Stanley Fischer A Propósito Da Zona Euro


l y a clairement eu un manque de discipline budgétaire dans certains Etats. Quand la France et l'Allemagne ont transgressé les règles de Maastricht, en 2003-2004, Bruxelles aurait dû dire qu'un tel comportement était inacceptable. Si les règles ne s'appliquent pas aux grands pays, comment voulez-vous que les petits pays les respectent ?
Mais les principes fondamentaux d'une union monétaire n'avaient également pas été clairement assimilés. Aujourd'hui, tout le monde souhaite une union budgétaire, une union bancaire... Mais c'était très loin d'être le cas il y a trois ans.
Il ne faut jamais oublier que l'union monétaire n'est pas qu'une construction économique. C'est bien plus que cela, le moyen de cimenter l'Europe. Si jamais l'euro venait à exploser, toute la construction européenne s'en trouverait ébranlée. (Ler aqui artigo completo)

Casa Dos Segredos ...

A pergunta que se impõe : por onde anda a ERC?

Não é novidade a falta de qualidade dos reality shows. Mas, este, ultrapassa tudo a que assistimos até agora. Uma ausência total de decoro, de bom gosto, mistificação perversa provocada pela realização e uma falta se sensibilidade atroz.

Como diz hoje Nuno Azinheira na edição em papel do DN: Chamem a polícia! (de pouco já serve, digo eu)

Começo a acreditar que estamos a viver o final de um 'Tempo'. Os sinais estão por todo o lado. Nos jornais, na TV, à nossa volta, enfim, por todo o lado para onde nos viramos. O pior é que a crença de 'Tempos' melhores que até certa altura ainda nos animou se vai perdendo a cada dia que passa. O Medo está cada vez mais presente no nosso pensamento e na nossa vivência. Não, não é só o que se passa por cá, mas é todo o mundo que parece estar a sofrer um forte 'sunami'. Estamos todos ligados, o mundo é cada vez mais global, tudo o que se passa em determinado lugar afecta em maior ou menor grau os que estão no mesmo ou do outro lado do mundo. Este é o sentimento que muitos de nós vivemos neste momento e que os mandantes desta UE teimam em ignorar. Propositadamente? Com fim determinado?  Ou porque estão embebidos de teimosia por estreiteza mental?

sábado, 20 de outubro de 2012

O Muro De Berlim Não Caiu Em 1989 Para Ser Reerguido Na Bacia Do Mediterrâneo ...

... Quem o afirma é o politólogo alemão  Claus Leggewie  que põe o pé no travão e reclama: o futuro da União está nos países do Sul, tão «desrespeitosamente baptizados» como PIGS (porcos, em inglês). Portugal, Itália, Grécia e Espanha (Spain), olhados como «maus alunos, fontes de ameaças e candidatos à saída da União» são, afinal, essenciais para manter os alicerces desta Europa unificada, defende Claus Leggewie num artigo de opinião publicado no «Financial Times Deutschland».

E, diz mais:
«o Muro de Berlim não caiu em 1989 para ser reerguido na bacia do Mediterrâneo».


«Com ou sem a cumplicidade da França, a Alemanha não pode continuar a fazer o papel de potência hegemónica no seio da União».

O caminho deve ser, antes, o alternativo: «Uma união flexível de cooperações transfronteiras, que, ao lado dos parlamentos e das estruturas da sociedade civil, sejam capazes de fazer frente ao super-Estado implantado em Bruxelas e de conferir legitimidade democrática às decisões supranacionais». (ler aqui artigo completo)

Em Que Trai O Homem, Sendo Especialista, A Sua Verdadeira Missão De Homem?

Creio que em vários pontos.

Um deles seria, por exemplo, no que respeita à fraternidade humana. Impedido pela especialização, pela compartimentação do saber, pelo emprego até de uma linguagem que se torna incompreensível para quem não andar exactamente pelos mesmos caminhos, de estabelecer relações com os outros em plano verdadeiramente elevado, o especialista tende ao ideal de uma civilização em que cada minhoca fosse paciente e forçadamente cavando a sua galeria, e daí em grande parte a sua reacção quase instintiva contra o político; daí a facilidade com que colabora em guerras e, dentro das guerras, em engenhos cada vez mais mortíferos e mais bárbaros, com a desculpa fácil de que a guerra é talvez fatal, talvez da natureza humana, e lhe não compete a ele senão olhar a sua retorta ou apertar o seu parafuso; daí o até agradecer, embora com um certo jeito de quem consente em extravagâncias, que a própria arte, que lhe poderia dar a chave das portas que o fecham, se tenha também tornado uma questão de especialistas.

E só vem a ter alguma ideia do que seja fraternidade quando bebe, quando joga, ou quando, numa Humanidade em filas e às escuras, olha no cinema, através da mais simples das artes, homens não especialistas cumprindo, bem ou mal, a sua natureza humana.

Agostinho da Silva  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"(Poor)tugal" ...

A encolher 

The Economist lembrando os dias "mais felizes antes da crise do euro", quando "um governo em Lisboa renomeou o Algarve como Allgarve, na esperança de apelar aos turistas que falam inglês", e diz que agora, há quem queira renomear o país como "Poortugal", citando aqueles que criticam o Orçamento de Estado para 2013, apresentado pelo ministro das Finanças Vítor Gaspar.(ler aqui)

A encolher o que nos fizeram engordar. Resta conhecer o depois. Ficaremos anoréxicos? -Eis a questão.
Pobre é sobre tudo a 'Justiça' que não actua condenando todos menos os que tornaram este país quase ingovernável.