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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
O Conjunto De Condições E Causas É Tal, Que ...
... Só Podemos Fazer Interpretações, E Só Às Vezes, A Posterior.
Por falta de perspectivas e entendimento incisivo, muitas vezes não estamos capacitados para prever como se vão desenrolar os acontecimentos, nem para julgar se aquilo que nos acontece a dada altura vem por bem ou por mal. Por esta razão, temos de recorrer à maior lucidez possível e usá-la em qualquer momento e, sobretudo, à equanimidade. O conjunto de condições e de causas é tal, que só podemos fazer interpretações, e só às vezes, a posteriori.
H.C.
Por falta de perspectivas e entendimento incisivo, muitas vezes não estamos capacitados para prever como se vão desenrolar os acontecimentos, nem para julgar se aquilo que nos acontece a dada altura vem por bem ou por mal. Por esta razão, temos de recorrer à maior lucidez possível e usá-la em qualquer momento e, sobretudo, à equanimidade. O conjunto de condições e de causas é tal, que só podemos fazer interpretações, e só às vezes, a posteriori.
H.C.
A Fundação Magalhães Está 'Viva' E Continua A Esbanjar Dinheiro ...
... Quando Julgávamos Que Estava Morta.
Sabemos que existem diferenças entre fazer campanha eleitoral e governar – os americanos até gostam de dizer que em campanha se exercita a poesia e na governação as quadras são substituídas por prosa pura e dura. Sabemos igualmente que há oposição entre o que é dito publicamente (não só por políticos) e o que acontece na realidade. São as consequências de vivermos num mundo virtual, onde nem o dinheiro (ou principalmente o dinheiro) existe materialmente.
Um mundo volátil, onde o que é dito hoje, e marca a agenda noticiosa, é substituído por outro assunto, e por aí adiante. Uma animação em permanência, onde, de máscara em máscara, cada vez mais protagonistas se esquecem da sua cara original. E esquecem o que disseram, prometeram, juraram. Porque cada dia é um dia.
Acontece que o governo, este e todos os outros, tem maiores responsabilidades. Deve ser um garante de estabilidade, também no que diz e na forma como o diz. Quando um ministro fala, e com isso preenche as páginas dos jornais e o espaço nas televisões, deve existir uma consequência. E neste caso, mais uma vez, o que se prometeu está por cumprir quase mil dias depois. O Magalhães parece ter dotes mágicos e, contra ventos, marés e a queda do seu mentor político, José Sócrates, resiste e resiste e resiste.
Fonte:Luís Osório,Ji
Sabemos que existem diferenças entre fazer campanha eleitoral e governar – os americanos até gostam de dizer que em campanha se exercita a poesia e na governação as quadras são substituídas por prosa pura e dura. Sabemos igualmente que há oposição entre o que é dito publicamente (não só por políticos) e o que acontece na realidade. São as consequências de vivermos num mundo virtual, onde nem o dinheiro (ou principalmente o dinheiro) existe materialmente.
Um mundo volátil, onde o que é dito hoje, e marca a agenda noticiosa, é substituído por outro assunto, e por aí adiante. Uma animação em permanência, onde, de máscara em máscara, cada vez mais protagonistas se esquecem da sua cara original. E esquecem o que disseram, prometeram, juraram. Porque cada dia é um dia.
Acontece que o governo, este e todos os outros, tem maiores responsabilidades. Deve ser um garante de estabilidade, também no que diz e na forma como o diz. Quando um ministro fala, e com isso preenche as páginas dos jornais e o espaço nas televisões, deve existir uma consequência. E neste caso, mais uma vez, o que se prometeu está por cumprir quase mil dias depois. O Magalhães parece ter dotes mágicos e, contra ventos, marés e a queda do seu mentor político, José Sócrates, resiste e resiste e resiste.
Fonte:Luís Osório,Ji
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
O Feitiço Virou-se Contra A Feiticeira ...
No caso da reforma judiciária, independentemente do desacerto flagrante em relação a este ou a aquele aspecto sectorial, do erro do fecho deste ou daquele tribunal, do desastre que foi toda a comunicação da questão, a ministra quis fazer o que devia ser feito. (...) Era imperativo "fazer o que ainda não foi feito". Digamos que é a meio deste balanço que nós descobrimos a Paula "boa".O que agora se sabe é que esta reforma, longamente pensada e estudada [?!], afinal descurou uma parte que não é de somenos: a sua execução prática! Como acontece quase sempre que se pensa e decide o país a partir de um gabinete da capital, sem cuidar que Portugal, mesmo pequeno, é grande de mais para mentes curtas. Há pormenores que por maior que seja a virtude do conceito, são capazes, quando desleixados, de virar o feitiço contra a feiticeira. É aqui que tropeçamos na Paula "má".
Manuel Serrão, JN (excertos)
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Decretado Fim Da ADSE ?
A ADSE e o SNS vão ter os mesmos preços e prestadores privados.Os funcionários públicos vão continuar a ter liberdade de escolha na assistência médica, mas as opções poderão ficar mais limitadas. A lista de preços e de convencionados, prestadores dos sectores social e privado, em vigor no seu subsistema de Saúde, a ADSE, vai ser unificada com o SNS, tradicionalmente com menos benefícios. A medida foi anunciada esta segunda-feira pelo próprio primeiro-ministro
Fonte: Expresso
Se o PM colocar o SNS com as mesmas características da ADSE os funcionários que descontam para os dois sistemas passavam apenas a descontar para um, o SNS. A questão - como ficaria o SNS com todos os beneficiários da ADSE a usar o SNS para o qual também descontam.
Finalmente - quem vai beneficiar com estas alterações? Ou será que todos irão ficar prejudicados?
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Esta É A Frase ...
« O martírio do continuo sobressalto, das vagas incertezas aviva-o, em vez de o suavizar, a duvidosa esperança que ainda se alimenta.»
A. Herculano
A. Herculano
Fez-se Justiça ...
Maria de Lurdes Rodrigues foi hoje condenada por prevaricação de titular de cargo político, no caso da contratação do advogado João Pedroso, irmão do antigo ministro socialista Paulo Pedroso. João Pedroso e João Batista, ex-secretário-geral do Ministério da Educação, foram também condenados. O juiz decretou uma pena suspensa de 3 anos e meio, se entre os três indemnizarem o Estado num valor total de 100 mil euros.Fonte: SIC
domingo, 14 de setembro de 2014
Não Quero O Presente Só A Realidade ...
Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.
O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.
Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas
como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.
Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.
Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.
Alberto Caeiro
Há Um Convidado Para a Presidência Do Novo Banco
Eduardo Stock da Cunha é o nome escolhido pelo Governo e Banco de Portugal para assumir a presidência do Novo Banco. O anúncio oficial deverá ser feito durante esta tarde.
O banqueiro tem uma experiência de quase 30 anos no sector e actualmente estava a trabalhar no Lloyds convidado por António Horta Osório depois de deixar a administração do Santander nos Estados Unidos.
O seu percurso confunde-se com o do Santander. Fez parte da equipa de Horta Osório que fundou o Santander Portugal, trabalhou com Nuno Amado, que actualmente lidera o Millennium BCP, e ainda com o atual presidente do Santander, António Vieira Monteiro. Tem uma vasta carreira no sector financeiro tendo trabalhado em Espanha, Estados Unidos e Inglaterra.
Stock da Cunha tem 51 anos e é formado em economia pela Universidade Católica, e tem um MBA da Universidade Nova. (...)
Se aceitar o desafio irá ter como objectivo a alienação do Novo Banco substituído a actual administração que se encontra demissionária.
Fonte: Expresso
sábado, 13 de setembro de 2014
Não Desesperemos ...

Na série Downton Abbey, que está quase a regressar aos nossos ecrãs, é [interessante] a forma como ela retrata o fim de um mundo sem que aqueles que nele vivem se apercebam bem de como tudo está a mudar. De resto, é quase sempre assim que acontece: quando o mundo muda, é por regra depois de isso já ter acontecido que nos damos conta.
Construímos, no pós-guerra, no Ocidente, o melhor mundo que a Humanidade jamais conheceu. É esse mundo que está agora a mudar por caminhos de imenso perigo, caminhos que nunca percorremos.
Mas não desesperemos. Em sociedades abertas e democráticas há sempre soluções. Tal como havia, houve, soluções no mundo de Downton Abbey. Elas podem é ter de passar por desafiar certas utopias transnacionais, por contrariar muitas expectativas e por alterar alguns hábitos. Para que o nosso mundo, o tal que é, repito, o melhor que a Humanidade jamais construiu, não acabe, tem de mudar. O pior será continuar em estado de negação.
Excertos do artigo de JMF, Observador
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