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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Esta É A Frase ...

Preferia que a política pusesse sobre a mesa mais ideias e menos sobremesas.

Ferreira Fernandes, DN  

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A Oposição / A Oposição Absoluta

Oposição - quando não se concorda por ter uma ideia diferente devidamente fundamentada.

Oposição absoluta - quando se discorda independentemente dos pressupostos mas unicamente por agregação a um grupo 'rival' ou a uma causa genérica competidora cujo objectivo é a obtenção de prémio.

A propósito : O Único Socialista a aplaudir o "último discurso de um português" no Parlamento Europeu., 

Entre O Apocalipse E a Utopia ...

Desalento com o futuro


Segundo uma avaliação de especialistas em cultura, o século 21 não está familiarizado com utopias sociais positivas, seja na literatura, nas artes ou na política.
Seja como fontes de inspiração, seja como sonhos de um mundo melhor, essas visões de futuro permearam vários séculos anteriores.
"Em vez disso, os desafios do futuro, tais como as alterações climáticas e a digitalização são frequentemente descritos em uma linguagem apocalíptica e retoricamente vinculada ao fim do mundo," defende o Dr. Christian Sieg, da Universidade de Munster (Alemanha).

"À luz das crises económicas, guerras e desastres ambientais, há décadas temos olhado para o futuro com cepticismo," completa ele.
Com isto, existem muito poucas visões positivas do futuro: "Hoje, praticamente ninguém compra a visão das narrativas utópicas do século passado, como o socialismo ou a crença no progresso pela tecnologia."
De acordo com Christian Sieg, "a globalização colocou todo o mundo tão junto que hoje é difícil continuar imaginando um lugar desconhecido, uma 'Utopia', como um modelo para um futuro ideal".
"Na melhor das hipóteses, os desejos estão associados a colonizar Marte. Nós já não nos atrevemos a imaginar utopias universais. A ideia de ser capaz de tornar as coisas completamente diferentes e melhores perdeu em plausibilidade, também devido ao nosso conhecimento histórico dos problemas na construção de sociedades ideais," acrescenta Sieg.

Entre o Apocalipse e a Utopia

O estudioso não está sozinho na sua avaliação. Ele está coordenando um evento que reunirá pesquisadores de várias procedências para discutir o tema "Visões do Futuro: entre o Apocalipse e a Utopia".
O objectivo é trocar ideias sobre esse desalento com o futuro e o advento dos chamados "apocalipses científicos", que anunciam que o resultado último das acções humanas sobre o planeta será uma espécie de fim do mundo sem juízo final.
As pessoas hoje estão a restringir a sua busca por melhores soluções para o futuro em subdomínios, tais como a protecção do ambiente ou os direitos humanos. Na melhor das hipóteses, as visões utópicas hoje são concebidas como contos de fadas, e filmes como "Avatar" tiram inspiração dessas estórias, defende Sieg.

Fonte:DS

Sabe Quais São Os Piores Inimigos?

Os piores inimigos são os que aplaudem sempre. [ Agora Pensem!]

Tacito 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E Recomeço A Busca De Um País Liberto ...

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

Sophia de Mello Breyner

domingo, 19 de outubro de 2014

O Favor ...

O favor coloca o homem acima dos seus iguais, e a sua queda abaixo deles.

Bruyère    


sábado, 18 de outubro de 2014

O Pranto E O Riso ?

Se o Pranto e o Riso aparecessem neste grande teatro no traje da verdade (sempre nua), sem dúvida seria a vitória do Pranto. Mas vestido, ornado e armado de uma tão superior eloquência, que o Riso se ria do Pranto, não é merecimento, foi sorte. De tudo quanto ri saiu vestido, ornado e armado o Riso: riem-se os prados e saiu vestido de flores: ri-se a Aurora, e saiu ornado de luzes; e se aos relâmpagos e raios chamou a Antiguidade Risus Vestae, et Vulcani, entre tantos relâmpagos, trovões e raios de eloquência, quem não julgará ao miserável Pranto cego, atónito e fulminado? Tal é a fortuna, ou a natureza, destes dois contrários. Por isso nasce o Riso na boca, como eloquente, e o Pranto nos olhos, como mudo. (...)

Dor que pode sair pelos olhos, não é grande dor; por isso não chorava Demócrito; e como era pequena demonstração da sua dor não só chorar com lágrimas, mas ainda sem elas, para declarar-se com o sinal maior, sempre se ria.
Nada digo que seja contrário aos princípios da verdadeira Filosofia e da experiência. 


A mesma causa, quando é moderada e quando é excessiva, produz efeitos contrários: a luz moderada faz ver, a excessiva faz cegar; a dor, que não é excessiva, rompe em vozes, a excessiva emudece. Desta sorte a tristeza, se é moderada, faz chorar; se é excessiva, pode fazer rir; no seu contrário temos o exemplo: a alegria excessiva faz chorar e não só destila as lágrimas dos corações delicados e brandos, mas ainda dos fortes e duros. 

Padre António Vieira 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Travão Na Subida Do Custo De Financiamento Das Dívidas Dos Periféricos ...

A subida do custo de financiamento das dívidas dos periféricos do euro no mercado secundário foi travada esta sexta-feira, depois dos disparos ocorridos esta semana sobretudo com as yields das obrigações gregas e portuguesas que apontavam para um segundo round na crise das dívidas soberanas na zona euro, como referiu Edward Harrison do blogue Credit Writedowns.

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos desceram esta sexta-feira 18 pontos base no mercado secundário, fechando em 3,3%, depois de, na quinta-feira, terem subido até 3,77% durante a sessão, segundo dados da Investing.com. O prémio de risco da dívida portuguesa desceu 22 pontos base situando-se agora em 2,20 pontos percentuais.

Fonte:Expresso   

Hoje É Assim Amanhã Logo Se Vê ...

No espaço de dias, a Grécia regressou a 2010, atravessando uma turbulência nos mercados a fazer lembrar a que obrigou o país a pedir ajuda externa pela primeira vez. Numa altura em que os investidores começam a mostrar cada vez mais receio com a travagem da economia europeia e com os riscos de deflação, a crise em Atenas arrastou a periferia. Há já quem fale numa "tempestade perfeita" a formar-se e a ameaçar o ressurgimento da crise de dívida. Ontem, a Comissão Europeia foi mesmo obrigada a vir a público prometer mais ajuda para a economia helénica.

No Orçamento do Estado para 2015, o Governo prevê ir buscar aos mercados 12 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro no próximo ano. Assumindo, num exercício teórico, que era possível ir buscar esse montante à taxa de juro que o mercado exigia pela dívida nacional a dez anos na sexta-feira, Portugal iria pagar em juros cerca de 354,8 milhões de euros em juros. Mas se a taxa em vigor fosse a registada ontem, o custo seria de 446,8 milhões, ou seja mais 92 milhões de euros. É que, no espaço de uma semana, a ‘yield' a dez anos deixou de marcar o mínimo histórico de 2,957% e subiu para 3,477%.

Económico 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

É Nesta Armadilha Que Estamos Presos ...

Quatro anos depois, a despesa corrente vale exactamente o mesmo: 44,6% do PIB. É como se, depois de tantas batalhas, tivéssemos voltado à estaca zero. Diz muito sobre o bloqueio do país - e do Governo.

É nesta armadilha que estamos presos. A crise excepcional que vivemos não nos libertou dela, apenas conteve os problemas. Porque esses, no essencial, estão todos lá. Agarrados à nossa pele como uma lapa vitoriosa depois de sobreviver a uma tempestade. (continuar a ler aqui)