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sábado, 28 de fevereiro de 2015

A 'Tralha' Que Pulula No PS ...

António Costa tem uma faixa muito estreita para gerir a sua imagem até às eleições. Os principais inimigos estão na sua casa. A tralha soarista e socrática de que o PS não consegue descolar sem cair num imenso deserto de cérebros, como aconteceu nos tempos de Seguro.

Nos últimos vinte anos, o PS foi o partido que menos renovou os seus quadros de topo. Desde que Guterres chegou ao poder, os rostos envelhecem entre a tribuna dos governantes e a bancada da oposição, sem a brisa de uma ideia nova. Aos líderes do PS só restam dois caminhos: ou ficam sozinhos a lutar contra moinhos de vento, ou vergam a cerviz àquela tribo de eleitos que julgam um direito natural governar o País, governando-se.

Octávio Ribeiro,CM 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Esta É A Frase ...

As avaliações da Comissão Europeia são sem dúvida importantes, nem que seja para disfarçar a sua incompetência passada. Mas está na hora de os tecnocratas serem também eles avaliados. É altura de perguntarmos se podem dizer o que lhes apetece sem qualquer preocupação de coerência e, por mais populista que seja, os cidadãos europeus têm o direito de saber porque ficaram os seus salários e as suas regalias imunes à crise que assolou a Zona Euro.

Helena Garrido,Económico 

O Busilis De António Costa ...

António José Seguro, por exemplo, não precisou de se colar à extrema-esquerda para defender uma reestruturação da dívida ou a promoção do crescimento económico pelo Estado através da mudança de cálculo dos investimentos públicos que contam para o défice orçamental. Bastou-lhe afirmar as suas ideias.

Ideias e propostas são precisamente o que tem faltado ao secretário-geral do PS. António Costa tem optado pela velha estratégia de fazer-se de morto até o poder lhe cair no colo. Isso faria sentido no contexto da vitória inevitável; hoje já não faz.

Luís Rosa,Ji

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Esta É A Frase ...

Há uma rede que utiliza o aparelho de Estado e da Administração pública para concretizar actos ilícitos, muitos na área da corrupção.

Procuradora-geral da República, Público


Tudo Iria Mudar E, Começava Uma Nova Era Na Europa ...

“Tudo” iria mudar. E mesmo que ninguém atendesse a que o “tudo” era confuso e difuso, que importava: “começava uma nova era na Europa”; “acabava a austeridade”, “agradeçamos aos gregos”. Não durou uma semana e chegou a ser embaraçante.

O clamor de raiva e revolta que Tsipras queria audivelmente grego por esse Europa fora e por essa Alemanha dentro, esvaiu-se na sua própria irremediabilidade: em lugar da rendição da “Alemanha” e do seu titular das Finanças travestido de nazi, o Syriza obteve a “compreensão” bem educada mas não inédita de uma mera prorrogação de prazos (Portugal também obteve, mas com menos barulho) e um divertido vocabulário novo: a “austeridade “ passa a chamar-se “as dificuldades que hão-vir” (Varoufakis dixit) e a troika é agora conhecida nos corredores de Bruxelas como “the three institutions formerly known as the troika”. Etc. Mas não interessa muito, são só palavras e o “ponto” é uma realidade que se resume em duas palavras: a Grécia tem zero capacidade negocial.

De modo que a vida (de momento) seguirá como “habitualmente”, permanecem regras e compromissos e aí não houve semântica que movesse um cabelo. Vai ser preciso um génio da encenação para fazer crer aos gregos que a vida que os espera será muito diferente da que lhes proporcionava o ex-Samaras. De ficção em ficção, até á derrota final. (esta história não pode acabar bem). E isso sim, isso é que constitui uma falta de respeito sem tamanho pelo povo grego, isso sim é uma indignidade face às condições de aflição em que reside grande parte dele, isso sim é uma afronta face aos que não tem voz nem meios. Aos que votaram Syriza e aos que não votaram: a bandeira do engano é a mesma.

Maria João Avillez, Observador

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Notícias Soltas ...

José Sócrates fica mais três meses em prisão preventiva.

Eurogrupo aprova lista de reformas da Grécia, mas FMI tem dúvidas.

António Costa demitiu presidente
da EMEL.

Como Podemos Esperar ...

Como podemos esperar.
Aguardar o que nossas mãos possam reter.
Uma palavra. O olhar cúmplice. Se as coisas
têm já o estado do vento
o que nas ruas fica das vozes ao fim do dia.

Aguardar mais aguardar nada
quanto mais se repete uma palavra
«estou sentado virado para a parede desta casa»
baixo, mais baixo ainda,
«estou sentado virado para a parede desta casa».

Fazer que não haja sucedido o sucedido.
O prazer de sentir chegar as coisas
o riso sob a chuva
o frio que faz. Aqui

como podemos esperar uma noite de lua e vento?

João Miguel Fernandes Jorge 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Buscando Um Novo Rumo ...

Buscando um novo rumo que faça sentido nesse mundo louco com o coração partido
Tomo cuidado para que os desequilibrados não abalem minha fé para eu enfrentar com optimismo essa loucura
Os homens podem falar mais os anjos podem voar
Quem é de verdade sabe quem é de mentira.
Não menospreze o dever que a consciência lhe impõe não deixe para depois valorize a vida

Resgate suas forças e se sinta bem, rompendo a sombra da própria loucura.
Cuide de quem corre do seu lado e de quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura

Fragmentos da realidade estilo mundo cão, tem gente que desanda por falta de opção.
Toda fé que eu tenho to ligado que ainda é pouco
Os bandidos de verdade tão em Brasília tudo solto
Eu faço da dificuldade a minha motivação
A volta por cima, vem na continuação.
O que se leva dessa vida é o que se vive o que se faz
Saber muito é muito pouco, (...) estejam e paz.

CB Jr

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Solidariedade Europeia ...

«A "solidariedade europeia" da CEE ou da União Europeia (UE) nunca foi uma espécie de substituto do internacionalismo utópico do marxismo. A "solidariedade europeia" é um nome mais bonito para acordos que satisfazem os interesses económicos e políticos dos diferentes estados-membros da UE. É importante ter isso presente quando analisamos as narrativas fantasiosas que transformam a Grécia numa vítima da troika ou da Europa.»

Relembrando (A solidariedade da Grécia): Março de 1985. Estávamos a três meses da cerimónia de assinatura do Tratado de Adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE), no Mosteiro dos Jerónimos. Os portugueses estavam na expectativa de ser confirmada a entrada no novo El Dorado económico que iria salvar o país das bandeiras negras da fome do bloco central. Mas uma surpresa de última hora veio de Atenas: "Gregos mantêm veto contra o alargamento."