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domingo, 18 de outubro de 2015

Digo Não A Esta Jogada De Alto Risco Que Ameaça A Credibilidade Internacional Conquistada A Ferros

Não coloco em causa a habilidade política de António Costa, já a demonstrou em várias ocasiões e em âmbitos distintos. A astúcia ninguém lhe a tira, nem a capacidade inata de persuadir e de gerir sensibilidades. Demonstrou-o na relação com AML no seu primeiro mandato à frente da CML – um exemplo sério e primoroso de “Alta Política”. Ou ainda pela forma como ludibriou os socialistas afastando Seguro da liderança do PS, com o argumento do incontornável garante de uma estrondosa vitória - um magnífico exemplo (também ele primoroso), mas desta feita, da “baixa política”.

Os resultados já os sabemos e em política todas as leituras são possíveis e legítimas. O que não pode ser possível nem legítimo – e para mim não é – é jogar com o futuro de um País. Com que justificação?

Das duas uma, ou António Costa está a jogar nos bastidores, vendendo-se difícil, ameaçando com a grande coligação de esquerda (a maioria negativa que não seria possível), ganhando margem negocial e, claro, o protagonismo necessário à sua sobrevivência política; ou está a dar o dito pelo não dito e está mesmo convicto de que a melhor solução para governar é mesmo a tal maioria negativa, indiferente à esquerda radical em que se suporta e que olha apenas para a oportunidade de, tão e somente, canibalizar o PS. Não concordo com a primeira e aterroriza-me a segunda.

Porque não me revejo no “gambling” político que mina a credibilidade e a confiança. Acredito na frontalidade e na seriedade de argumentos como reforço da democracia e da valorização da política. A jogada de alto risco que tenta à esquerda ameaça a credibilidade internacional conquistada a ferros e deixa antever uma pulverização do PS.

Filipe Baptista,Ji  

sábado, 17 de outubro de 2015

A Suspeita ...

A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial

William Shakespeare  

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Bloco É ELA - Mais NADA

Porta-voz do BE desautoriza dirigentes do partido que exigem renegociação da dívida nas conversas com o PS

Catarina Martins desautorizou na tarde desta sexta-feira os dirigentes do Bloco de Esquerda (BE) que insistem em definir a renegociação da dívida como ponto incontornável nas negociações com o PS.

"Se me permite, quem fala pelo Bloco sou eu", disse a porta-voz do partido quando confrontada com afirmações de Joana Mortágua esta sexta-feira na Antena 1.(Observador) 

A nova democracia funciona assim. Tá bonito tá - mas quem vai pagar é o mexilhão.

Uma Estrela Que Orbita Perto Da Via Láctea E Parece Albergar Uma "Megaestrutura" Alien

Os cientistas podem ter encontrado a primeira prova de existência de vida extraterrestre. O Telescópio Espacial Kepler captou imagens de um estrela que órbita perto da Via Láctea e que parece albergar uma “megaestrutura” alien.

Os astrónomos afirmaram que este conjunto de objectos encontrados parece algo que “seria de expectável que uma civilização extraterrestre construísse”.

A descoberta está a intrigar de tal maneira os cientistas, que Jason Wright, da Universidade de Penn, vai publicar um relatório sobre o bizarro sistema da estrela. O astrónomo acredita que este pode conter um “enxame de megaestruturas”. (saber mais aqui)

Esta É A Frase ...

Portugal entrou já no túnel da crise política, qualquer que venha a ser a geometria do próximo governo, e podemos desde já agradecer o "favor" a António Costa, que trocou a estabilidade mínima do país pela sobrevivência a uma derrota eleitoral. Já está para lá da golpada ou da usurpação, Costa já foi longe demais para recuar, e isso quer dizer que está assegurada a instabilidade e a ingovernabilidade. Só falta saber a que custo.

António Costa, Económico  

Paciência. Muita Paciência ...

Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela.

Esopo  

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Recordar Qual É O Contexto Orçamental E Económico Que o Próximo Governo Enfrenta

Uma retoma que continuará a ser moderada e sujeita a vários riscos (algo para que o FMI alertou há pouco tempo), um exercício orçamental de 2016 que exigirá a manutenção de significativas medidas de austeridade (ou a reposição apenas gradual de rendimentos), a necessidade de agir nas finanças públicas e deixar de ir meramente à boleia da receita fiscal (e da retoma, como fez o Governo este ano), etc. etc.

Não é um caderno de encargos idêntico ao dos últimos quatro anos - mas não deixa de ser uma lista pesada de desafios, que ilustra a exigência colocada sobre o próximo governo (que, algures no tempo, deixará de poder contar com a anestesia do mercado de dívida soberana por parte do Banco Central Europeu). Estes avisos ocorrem numa altura em que o PS tenta comprometer PCP e Bloco com um acordo mínimo em matéria orçamental, que seja apresentável como alternativa em Belém.

Com tal cenário económico e financeiro - e a avaliar pela relutância mostrada pelo PCP
para chegar a esse tipo de acordo - é duvidoso que esse acordo se concretize. Mais relevante ainda: é altamente duvidoso que um governo minoritário do PS com apoio à esquerda consiga manter esse apoio à luz dos desafios e riscos que se adivinham. Fora do jogo partidário é o contexto que nos pode ajudar a perceber como acabará esta luta política.

O Conselho das Finanças Publicas, liderado por Teodora Cardoso (JE)

Afinidades Eternas ...

Não é possível cortar para sempre com tudo o que nos liga a pessoas que pensam verdadeiramente como nós. Acabamos sempre por voltar a estar de acordo nalgum ponto. Com os que pensam de maneira deveras contrária à nossa é baldado o esforço para manter algum acordo, porque acaba sempre por se desfazer.

Von Goethe  

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Notícias Soltas ...

O Olhar Do 'Usurpador' Diz Tudo

O olhar diz tudo: manhosice, descaramento, auto-satisfação
Mesmo sabendo que na política há mais surpresas do que na vida, o mal está feito: António Costa não terá, face ao país ou face a mim mesma, segunda oportunidade para se redimir deste assalto ao poder.

De longe o mais extraordinário que está a acontecer em Portugal é que é tudo verdade: não é um sonho, uma ficção, uma mentira, um equívoco, uma ambiguidade, um pesadelo do qual se acorda com indizível alívio apesar do estômago colado às costas e da garganta seca.

Talvez ninguém tenha sintetizado tão certeiramente a frenética, envenenada valsa de António Costa, como Viriato Soromenho Marques quando sobre ele escreve (DN) que “ (…) correndo ainda o risco de ser visto como o único caso da III República de um secretário-geral que, em vez de se tornar primeiro-ministro depois de ganhar as eleições, quer ser primeiro-ministro para se manter como secretário-geral, mesmo depois de as ter perdido”.

Ao contrário, o espaço à direita do PS, sairá, não se duvide, ileso de tudo isto. Enganado mas incólume. Se vierem a desaguar na oposição, PSD e CDS serão implacáveis. Mais unidos que nunca, quando falam do país sabem o que dizem e do que falam. Estão serenos como um lago suíço e, ao contrário de António Costa, não estão desesperados, nem têm pressa. Sabem que o tempo corre a seu favor. Têm agido com responsabilidade e inteligência política. Não foi devido a eles que as bolsas já hoje se inquietaram e ainda a procissão não saiu da igreja.

Continuar a ler o artigo O USURPADOR,  de Maria João Avellez , OBS