"Governar com a troika é complicado. Sem troika, mas com três instituições no controlo, é complexo."
António Barreto, Diário de Notícias, 13 de Dezembro de 2015
A ANÁLISE... De Joaqim Aguir , J Negócios
De uma troika para a outra tudo mudou em termos de condições de governabilidade - mas não mudaram os problemas, os desequilíbrios e as impossibilidades. Com a primeira troika, os credores estavam interessados em que o devedor pudesse vir a pagar. Era um contexto de reformas: abandonar o impossível, concentrar no possível. Com a segunda troika, o objectivo é a reposição do que teve de ser abandonado para se restabelecer os equilíbrios orçamentais e da balança corrente, ignorando o que se provou ser possível para voltar a apostar no que é impossível. O que implica que o objectivo já não seja pagar aos credores, mas sim provar, pela via dos factos consumados, que não se pode pagar. É um contexto paradoxal, ao mesmo tempo conservador e revolucionário: repetir o que foi impossível no passado tantas vezes quantas as necessárias para que seja possível no futuro.
Não é difícil antecipar o resultado que se vai obter no futuro a curto prazo. A condição de governabilidade da nova troika assenta numa fórmula impossível: uma votação de 10% permite atingir uma influência de decisão superior a 50%. Esta condição de governabilidade só pode existir no vazio, onde não haja problemas a resolver porque tudo é imaginário, onde não haja culpa nem responsabilidade porque a República democrática se transformou no Reino do desejo, onde não haja estratégia de modernização porque tudo passou a ser retórica distributiva.
A passagem da primeira troika para a segunda troika é uma troca desigual e assimétrica, porque a dotação de recursos, financeiros e analíticos, da primeira não tem comparação com o que está ao alcance da segunda. Trata-se, então, de preparar os planos para a reconstrução, que terá de se iniciar logo que apareça a evidência do impossível - porque o vazio não é o mundo real.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
A Indiferença ...
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Cada Vez Mais Desligados Da Realidade
Do mais anónimo e apolítico cidadãos ao Presidente da República, que nem sequer o convocou na recente crise da formação do Governo, todos olham para o Conselho de Estado como uma irrelevância completa.
E no entanto, do CDS ao Bloco de Esquerda, todos os partidos trataram a escolha de cinco membros de um órgão meramente consultivo como se o futuro da nossa triste terra dependesse dela, chegando até a ameaçarem-se mutuamente de bloquearem outras nomeações e decisões no Parlamento se a outra parte não cedesse às pretensões de cada um deles.
Cada vez mais desligados da realidade e dos problemas dos portugueses, os partidos digladiam-se apenas e só através das “tricas” que nada dizem ao país que não está entre o Caldas e a Soeiro Pereira Gomes. Depois não se queixem se as pessoas os tratarem com a mesma indiferença que os partidos lhes dedicam.
Fonte: ' A Indifereça', Bruno Alves, Económico
E no entanto, do CDS ao Bloco de Esquerda, todos os partidos trataram a escolha de cinco membros de um órgão meramente consultivo como se o futuro da nossa triste terra dependesse dela, chegando até a ameaçarem-se mutuamente de bloquearem outras nomeações e decisões no Parlamento se a outra parte não cedesse às pretensões de cada um deles.
Cada vez mais desligados da realidade e dos problemas dos portugueses, os partidos digladiam-se apenas e só através das “tricas” que nada dizem ao país que não está entre o Caldas e a Soeiro Pereira Gomes. Depois não se queixem se as pessoas os tratarem com a mesma indiferença que os partidos lhes dedicam.
Fonte: ' A Indifereça', Bruno Alves, Económico
Carácter ...
A medida do carácter de um homem é o que ele faria se soubesse que nunca seria descoberto. (Macaulay)
Agora, pensem!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Tomada Do Poder Pelas Corporações Que Vivem Do Estado?
O que está a acontecer em Portugal é simplesmente a tomada do poder pelas corporações que vivem do Estado. Não acreditam? Então tentem descobrir por que foi desconvocada a greve do Metro de Lisboa. ( Opinião sobre este assunto - aqui)
domingo, 13 de dezembro de 2015
Projecções Das Eleições Em França ( 2ª volta )
Esta É A Frase ...
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| De: Pedro Bidarra |
Foi Um Momento ...
Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
‘Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
Fernando Pessoa
sábado, 12 de dezembro de 2015
A Ler : Idade Dos Paradoxos
Um dia, bastante lá no futuro, quando o Século XXI tiver direito a ter um Título, será certamente chamado o Século do Inesperado ou a Idade dos Paradoxos.Com efeito, não é sem razão que no final do Século XX se falou do fim do Estado, do erro do Ocidente, do desaparecimento das ideologias, da crise dos valores.
É que tudo o que era deixou de ser. O esperado deixou de existir. O paradigma desapareceu ou inverteu-se. A previsibilidade tornou-se impossível. E a gestão das vidas colectivas e individuais passou a ser uma aventura, sem graça nenhuma.
A Europa, mãe das civilizações, padrão da axiologia oficial, começou por ser dizimada economicamente. E arrisca-se seriamente a perder não só o papel político que sempre teve, como a desaparecer perante ameaças armadas insusceptíveis de serem sustadas. No afã de defender os valores que a caracterizam e distinguem, ver-nos-emos arremedados para o oposto desses mesmos valores, sem sequer garantir que, por esse caminho, se eliminam os inimigos que espreitam do outro lado do fosso. (continuar a ler)
'Século XXI a Idade dos Paradoxos' - Um artigo de Saragoça da Mata, que traz alguma lucidez sobre o desbragamento, incompetência, falta de visão estratéegica e liderança que percorre o país e de um modo geral todo o ocidente .
A Nossa Existência É Transitória Como As Nuvens De Outono
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