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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A Frase E A Respectiva Análise

"Governar com a troika é complicado. Sem troika, mas com três instituições no controlo, é complexo."

António Barreto, Diário de Notícias, 13 de Dezembro de 2015

A ANÁLISE...  De Joaqim Aguir , J Negócios

De uma troika para a outra tudo mudou em termos de condições de governabilidade - mas não mudaram os problemas, os desequilíbrios e as impossibilidades. Com a primeira troika, os credores estavam interessados em que o devedor pudesse vir a pagar. Era um contexto de reformas: abandonar o impossível, concentrar no possível. Com a segunda troika, o objectivo é a reposição do que teve de ser abandonado para se restabelecer os equilíbrios orçamentais e da balança corrente, ignorando o que se provou ser possível para voltar a apostar no que é impossível. O que implica que o objectivo já não seja pagar aos credores, mas sim provar, pela via dos factos consumados, que não se pode pagar. É um contexto paradoxal, ao mesmo tempo conservador e revolucionário: repetir o que foi impossível no passado tantas vezes quantas as necessárias para que seja possível no futuro.

Não é difícil antecipar o resultado que se vai obter no futuro a curto prazo. A condição de governabilidade da nova troika assenta numa fórmula impossível: uma votação de 10% permite atingir uma influência de decisão superior a 50%. Esta condição de governabilidade só pode existir no vazio, onde não haja problemas a resolver porque tudo é imaginário, onde não haja culpa nem responsabilidade porque a República democrática se transformou no Reino do desejo, onde não haja estratégia de modernização porque tudo passou a ser retórica distributiva.

A passagem da primeira troika para a segunda troika é uma troca desigual e assimétrica, porque a dotação de recursos, financeiros e analíticos, da primeira não tem comparação com o que está ao alcance da segunda. Trata-se, então, de preparar os planos para a reconstrução, que terá de se iniciar logo que apareça a evidência do impossível - porque o vazio não é o mundo real.

A Indiferença ...



«O que me assusta não são as acções e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas.»

Martin Luther King     

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cada Vez Mais Desligados Da Realidade

A polémica em torno da escolha dos novos membros do Conselho de Estado só mostra como sempre que pensamos que a “classe política” não pode fazer pior figura, ela é capaz de nos surpreender e provar que estamos errados.
Do mais anónimo e apolítico cidadãos ao Presidente da República, que nem sequer o convocou na recente crise da formação do Governo, todos olham para o Conselho de Estado como uma irrelevância completa.

E no entanto, do CDS ao Bloco de Esquerda, todos os partidos trataram a escolha de cinco membros de um órgão meramente consultivo como se o futuro da nossa triste terra dependesse dela, chegando até a ameaçarem-se mutuamente de bloquearem outras nomeações e decisões no Parlamento se a outra parte não cedesse às pretensões de cada um deles.

Cada vez mais desligados da realidade e dos problemas dos portugueses, os partidos digladiam-se apenas e só através das “tricas” que nada dizem ao país que não está entre o Caldas e a Soeiro Pereira Gomes. Depois não se queixem se as pessoas os tratarem com a mesma indiferença que os partidos lhes dedicam.

Fonte: ' A Indifereça', Bruno Alves, Económico       

Carácter ...

A medida do carácter de um homem é o que ele faria se soubesse que nunca seria descoberto.  (Macaulay)
Agora, pensem!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tomada Do Poder Pelas Corporações Que Vivem Do Estado?

O que está a acontecer em Portugal é simplesmente a tomada do poder pelas corporações que vivem do Estado. Não acreditam? Então tentem descobrir por que foi desconvocada a greve do Metro de Lisboa. ( Opinião sobre este assunto - aqui)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Projecções Das Eleições Em França ( 2ª volta )

Frente Nacional não vence em nenhuma Região.

O Partido de Nicolas Sakozy é o mais votado.(entre 5 e 9 regiões)

Partido Socialista surge em 2º lugar nas previsões (entre 3 e 6 regiões)

Esta É A Frase ...

De: Pedro Bidarra
É claro que Cavaco Silva terá o seu lugar na História desta democracia. É inevitável, depois de tanta reeleição. Mas dificilmente terá o afecto dos cidadãos; respeito sim, amor não. Mesmo que, ultimamente, pareça pedi-lo, ao lembrar a obra, o que disse, o que fez, o que avisou; o que chega a dar pena. Se calhar Cavaco Silva precisa de amor. Mas não é a obra que faz o amor. São os gestos. Os sorrisos. A empatia. No caso das pessoas, não há plano de marketing que valha. Essa é uma tarefa da natureza.

Pedro Bidarra, DN 

Foi Um Momento ...


Foi um momento 
O em que pousaste 
Sobre o meu braço, 
Num movimento 
Mais de cansaço 
Que pensamento, 
A tua mão 
E a retiraste. 
Senti ou não ? 

Não sei. Mas lembro 
E sinto ainda 
Qualquer memória 
Fixa e corpórea 
Onde pousaste 
A mão que teve 
Qualquer sentido 
Incompreendido. 
Mas tão de leve!... 

Tudo isto é nada, 
Mas numa estrada 
Como é a vida 
Há muita coisa Incompreendida... 

Sei eu se quando 
A tua mão 
Senti pousando 
‘Sobre o meu braço, 
E um pouco, um pouco, 
No coração, 
Não houve um ritmo 
Novo no espaço? 
Como se tu, 
Sem o querer, 
Em mim tocasses 
Para dizer 
Qualquer mistério, 
Súbito e etéreo, 
Que nem soubesses 
Que tinha ser. 

Assim a brisa 
Nos ramos diz 
Sem o saber 
Uma imprecisa 
Coisa feliz. 

Fernando Pessoa

sábado, 12 de dezembro de 2015

A Ler : Idade Dos Paradoxos

Um dia, bastante lá no futuro, quando o Século XXI tiver direito a ter um Título, será certamente chamado o Século do Inesperado ou a Idade dos Paradoxos.

Com efeito, não é sem razão que no final do Século XX se falou do fim do Estado, do erro do Ocidente, do desaparecimento das ideologias, da crise dos valores.
É que tudo o que era deixou de ser. O esperado deixou de existir. O paradigma desapareceu ou inverteu-se. A previsibilidade tornou-se impossível. E a gestão das vidas colectivas e individuais passou a ser uma aventura, sem graça nenhuma.
A Europa, mãe das civilizações, padrão da axiologia oficial, começou por ser dizimada economicamente. E arrisca-se seriamente a perder não só o papel político que sempre teve, como a desaparecer perante ameaças armadas insusceptíveis de serem sustadas. No afã de defender os valores que a caracterizam e distinguem, ver-nos-emos arremedados para o oposto desses mesmos valores, sem sequer garantir que, por esse caminho, se eliminam os inimigos que espreitam do outro lado do fosso. (continuar a ler)


'Século XXI a Idade dos Paradoxos' - Um artigo de Saragoça da Mata, que traz alguma lucidez sobre o desbragamento, incompetência, falta de visão estratéegica e liderança que percorre o país e de um modo geral todo o ocidente .

A Nossa Existência É Transitória Como As Nuvens De Outono

A nossa existência é transitória como as nuvens do Outono. Observar o nascimento e a morte do ser é como olhar os movimentos da dança.
Uma vida é como o brilho de um relâmpago no céu. Levada pela torrente montanha abaixo.

Buda