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| De: Paulo Baldaia |
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Esta É A Frase ...
Dê Valor Para As Pessoas Hoje, Já, Agora !
domingo, 20 de dezembro de 2015
Pacheco Pereira Começa A Emergir Do Nevoeiro?
"Estamos num daqueles períodos de surpresa. Em bom rigor desde 2008, início da crise económica, que praticamente tudo aquilo que se poderia considerar estabelecido está a ser posto em causa",As presidenciais de 24 de Janeiro serão eleições “atípicas”, PS e PSD apresentam-se sem "verdadeiros candidatos".
"Iludimo-nos se pensarmos que Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato ideal que o PSD ou a coligação gostariam de ter", e
o PS "abandonou" a corrida presidencial "preso nas suas contradições internas".
Pacheco Pereira, disse - está dito - no Público
sábado, 19 de dezembro de 2015
Esta É A Frase ...
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| De: Domingos Andrade |
«Imagine que acabaram de lhe comprar um carro. Entretanto, arrepende-se do negócio e quer recuperá-lo. Senta-se à mesa para negociar e declara com todas as letras que o carro há de ser seu. Ponto final.»
Excerto da opinião de Domingues Andrade JN
É manifesto o interesse público do dossiê e percebe-se que o Governo faça uma gestão de informação calculista de forma a não mostrar o jogo todo ao "adversário". Mas o mesmo interesse público justifica que António Costa explique, para além das frases convictas sobre o que inscreveu no seu programa, qual a estratégia para levar a bom porto a devolução do capital maioritário da TAP ao Estado. E, claro, que missão quer para a empresa e o que vai fazer para chegar lá. Porque foram as políticas desastrosas de anos de desgoverno que a deixaram onde ela está.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Vem Aí Tempestade
A propósito da recuperação do controlo público do capital da TAP, António Costa afirmou secamente que a execução do programa de Governo não está sujeita à vontade de particulares que resolveram assumir resolveram assinar um acordo com o Estado português em situação precária, com o Governo em vésperas de eleições legislativas. Mais, acrescentou que a reversão será feita com acordo ou sem acordo com os privados.Opinião do José Gomes Ferreira:
A gravidade destas declarações não encontra paralelo na história recente de Portugal. Com duas simples frases é passado um atestado de inutilidade à palavra dada pelo Estado através de um Governo legitimamente eleito, o anterior.
A cumprir-se a determinação do actual Primeiro-Ministro, das três uma:
- ou a reversão do negócio se faz unilateralmente, o que só poderá ocorrer por expropriação ou nacionalização gerando avultados pedidos de indemnização;
- ou se faz por acordo decorrente da aceitação pelos privados de avultadas compensações;
- ou o Governo recorre aos tribunais e espera longamente por uma decisão que, se lhe for favorável, também gera devolução de financiamentos e reparação de danos.
Em qualquer dos cenários, os contribuintes perdem sempre por duas vias: têm de assumir pesadas indemnizações e ficam com uma empresa falida nas mãos, onde têm de pôr mais capital e liquidez para não fechar de imediato.
Perda maior, quem está de fora a olhar para um país que prometia ser cada vez mais atractivo para o investimento estrangeiro, começa a pensar em passar ao largo. E quem cá tem investimentos começa seriamente a pensar em fugir a sete pés.
Somemos esta perspectiva a uma oposição feroz da Comissão Europeia a qualquer tentativa de recapitalização pública da TAP sem um radical plano de reestruturação com despedimentos em massa e fecho de linhas aéreas e temos grossa tempestade vinda de Bruxelas a caminho de Lisboa.
As nuvens já começaram a adensar-se no horizonte com a publicação de um relatório discreto da Comissão Europeia onde se pode ler que Portugal não tem margem nenhuma no défice para aumentar despesa pública e desta forma incentivar a economia. (Continuar a ler aqui)
Pois É: Os Números Não Têm Ideologia
O maior aumento de pensões vai ser de 2,5 euros por mês (e só para pensões até 628,8 euros) e o abono de família sobe, no máximo, 5 euros. Então é esta a alternativa e o "virar de página"?É mesmo assim e não vale a pena iludir a forma como estas coisas são vistas: se um governo de esquerda aumenta as pensões mais baixas em um euro está a fazer uma política social, de combate às assimetrias e de irradicação da pobreza; se um governo de direita aumenta essas mesmas pensões em 2,5 euros, está a fazer uma política de pobreza, miserabilista, austeritária e neoliberal.
Mas os números não têm ideologia e se os olharmos com honestidade intelectual eles nunca nos atraiçoam: um aumento de um euro ou de 2,5 euros é sempre um aumento miserável de pensões miseráveis, seja qual for a cor de quem os decide.
Talvez a partir de agora seja possível a muito boa gente começar a entender o significado da expressão “não há dinheiro”. ( continuar a ler aqui)
Ode Para O Futuro
Falareis de nós como de um sonho.
Crepúsculo dourado. Frases calmas.
Gestos vagarosos. Música suave.
Pensamento arguto. Subtis sorrisos.
Paisagens deslizando na distância.
Éramos livres. Falávamos, sabíamos,
e amávamos serena e docemente.
Uma angústia delida, melancólica,
sobre ela sonhareis.
E as tempestades, as desordens, gritos,
violência, escárnio, confusão odienta,
primaveras morrendo ignoradas
nas encostas vizinhas, as prisões,
as mortes, o amor vendido,
as lágrimas e as lutas,
o desespero da vida que nos roubam
- apenas uma angústia melancólica,
sobre a qual sonhareis a idade de oiro.
E, em segredo, saudosos, enlevados,
falareis de nós - de nós! - como de um sonho.
Jorge de Sena,
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Quem Poderá Calcular A Órbita Da Sua Própria Vida ?
As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma? Oscar Wilde
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
A Frase E A Respectiva Análise
"Governar com a troika é complicado. Sem troika, mas com três instituições no controlo, é complexo."
António Barreto, Diário de Notícias, 13 de Dezembro de 2015
A ANÁLISE... De Joaqim Aguir , J Negócios
De uma troika para a outra tudo mudou em termos de condições de governabilidade - mas não mudaram os problemas, os desequilíbrios e as impossibilidades. Com a primeira troika, os credores estavam interessados em que o devedor pudesse vir a pagar. Era um contexto de reformas: abandonar o impossível, concentrar no possível. Com a segunda troika, o objectivo é a reposição do que teve de ser abandonado para se restabelecer os equilíbrios orçamentais e da balança corrente, ignorando o que se provou ser possível para voltar a apostar no que é impossível. O que implica que o objectivo já não seja pagar aos credores, mas sim provar, pela via dos factos consumados, que não se pode pagar. É um contexto paradoxal, ao mesmo tempo conservador e revolucionário: repetir o que foi impossível no passado tantas vezes quantas as necessárias para que seja possível no futuro.
Não é difícil antecipar o resultado que se vai obter no futuro a curto prazo. A condição de governabilidade da nova troika assenta numa fórmula impossível: uma votação de 10% permite atingir uma influência de decisão superior a 50%. Esta condição de governabilidade só pode existir no vazio, onde não haja problemas a resolver porque tudo é imaginário, onde não haja culpa nem responsabilidade porque a República democrática se transformou no Reino do desejo, onde não haja estratégia de modernização porque tudo passou a ser retórica distributiva.
A passagem da primeira troika para a segunda troika é uma troca desigual e assimétrica, porque a dotação de recursos, financeiros e analíticos, da primeira não tem comparação com o que está ao alcance da segunda. Trata-se, então, de preparar os planos para a reconstrução, que terá de se iniciar logo que apareça a evidência do impossível - porque o vazio não é o mundo real.
António Barreto, Diário de Notícias, 13 de Dezembro de 2015
A ANÁLISE... De Joaqim Aguir , J Negócios
De uma troika para a outra tudo mudou em termos de condições de governabilidade - mas não mudaram os problemas, os desequilíbrios e as impossibilidades. Com a primeira troika, os credores estavam interessados em que o devedor pudesse vir a pagar. Era um contexto de reformas: abandonar o impossível, concentrar no possível. Com a segunda troika, o objectivo é a reposição do que teve de ser abandonado para se restabelecer os equilíbrios orçamentais e da balança corrente, ignorando o que se provou ser possível para voltar a apostar no que é impossível. O que implica que o objectivo já não seja pagar aos credores, mas sim provar, pela via dos factos consumados, que não se pode pagar. É um contexto paradoxal, ao mesmo tempo conservador e revolucionário: repetir o que foi impossível no passado tantas vezes quantas as necessárias para que seja possível no futuro.
Não é difícil antecipar o resultado que se vai obter no futuro a curto prazo. A condição de governabilidade da nova troika assenta numa fórmula impossível: uma votação de 10% permite atingir uma influência de decisão superior a 50%. Esta condição de governabilidade só pode existir no vazio, onde não haja problemas a resolver porque tudo é imaginário, onde não haja culpa nem responsabilidade porque a República democrática se transformou no Reino do desejo, onde não haja estratégia de modernização porque tudo passou a ser retórica distributiva.
A passagem da primeira troika para a segunda troika é uma troca desigual e assimétrica, porque a dotação de recursos, financeiros e analíticos, da primeira não tem comparação com o que está ao alcance da segunda. Trata-se, então, de preparar os planos para a reconstrução, que terá de se iniciar logo que apareça a evidência do impossível - porque o vazio não é o mundo real.
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