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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Veto De Marcelo

Ao diploma que permitia o acesso às contas bancárias acima de 50 mil euros

O Presidente devolve diploma ao Governo apontando uma "patente inoportunidade política", devido ao momento que banca vive. Considera que a lei vai "mais longe" que as directivas comunitárias.

Está aí o terceiro veto de Marcelo em meio ano: o Presidente da República devolveu esta sexta-feira ao Governo o diploma que permitia o acesso às contas bancárias acima de 50 mil euros, considerando que esta alteração na lei é de uma “patente inoportunidade política”, devido ao sensível processo de consolidação da banca portuguesa e à necessidade de não abalar a confiança de depositantes e investidores.

O Presidente acusa ainda o governo de ir além do que exigem as directivas comunitárias, Para Marcelo “não era imposto por nenhum compromisso externo” o alargamento do levantamento do sigilo bancário a “portugueses ou outros residentes, incluindo sem qualquer actividade fiscal ou bancária fora de Portugal“.

O chefe de Estado lembra também que o sigilo actualmente já não é intocável, pois “existem já numerosas situações em que a Autoridade Tributária e Aduaneira pode aceder a informação coberta pelo sigilo bancário, sem dependência de autorização judicial, nomeadamente quando existam indícios de prática de crime em matéria tributária, de falta de veracidade do declarado, de acréscimos de património não justificado.”

Fonte: OBSR  

Os Anti-inflamatórios E O Risco Cardíaco

Os anti-inflamatórios como o iboprofeno e o diclofenaco estão ligados a um maior risco de problemas cardíacos, segundo um estudo publicado na quinta-feira na revista "British Medical Journal".

Segundo o estudo, as pessoas que consomem aquela classe de medicamentos tem 19% de probabilidades de ter uma falha cardíaca nos 14 dias seguintes a ingestão do medicamento.
As conclusões da equipa da Universidade Milano-Bicoca (Itália) baseiam-se em dados relativos a 10 milhões de pessoas do Reino Unido, Holanda, Itália e Alemanha, que iniciaram um tratamento com aqueles anti-inflamatórios entre 2000 e 2010.
Estudos anteriores já tinham estabelecido um vínculo entre aquele tipo de medicação e ritmos cardíacos anormais, assim como o aumento do risco de as pessoas sofrerem de ataques cardíacos e derrames cerebrais se consumidos de forma regular.

"Sabemos desde há anos que aquele tipo de medicamentos deve ser utilizado com precaução pelos pacientes com risco de sofrerem de problemas cardíacos, particularmente adultos", afirmou, em comunicado, Peter Weissberg, diretor da organização britânica, que realizou a investigação médica "British Heart Foundation".

Fonte: JN    

Luz Da Vela ...



Vela acesa numa mão que anseia por paz, tranquilidade e serenidade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Assim Acontece ...

Numa sociedade assimétrica como é a portuguesa, (...)  o PS português tem um resultado assegurado: quanto menor for o número de ricos, mais pobres serão os pobres. Numa sociedade em envelhecimento irreversível, afundada na dívida que contraiu para esconder a sua incapacidade de crescimento económico e com o poder político dependente dos votos daqueles que viciou na dependência da despesa pública, corrigir a desigualdade atacando o património dos ricos acabará com os ricos, mas deixará os pobres ainda pior do que estão.

António Costa não poderia governar com a plataforma parlamentar que organizou, seria barriga de aluguer para os programas dos outros. Agora aceita ser garimpeiro para adiar a evidência do seu fracasso. 

Joaquim Aguiar, J Negócios  

Perder?! Pois... Mais Vale Ser Triturado Nos Bastidores Do Que No Processo Transparente

A entrada em cena de Kristalina Georgieva na corrida ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas era esperada. É a candidata do Partido Popular Europeu, de Angela Merkel, de Jean- -Claude Juncker, de Ban Ki-moon, etc. Reúne duas coisas consideradas essenciais nesta eleição: é mulher e é natural de um país de Leste. Juncker não teve vergonha de tomar partido – mandou um assessor anunciar o apoio a Georgieva – e de agora lhe permitir gozar uma “licença sem vencimento” para ir fazer uma campanha contra todas as regras estabelecidas nas Nações Unidas. Ao contrário dos outros candidatos, que foram submetidos a várias provas, a comissária europeia Georgieva salta por cima e bloqueia a tentativa de transparência no processo de escolha do secretário- -geral que, desta vez, a ONU tinha imposto a si mesma.(...)

 mais interessante de todo este processo obnóxio é o comportamento da Alemanha que, não sendo membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de uns acontecimentos, de que não se pode falar, que ocorreram entre 1939 e 1945 do século passado, vem agora querer fazer valer na arena internacional o estatuto de potência dominante que a Europa lhe voltou a entregar de bandeja. (...)

Na realidade, se perder, Guterres tem à sua frente o cargo mais simpático do país: presidente da Fundação Gulbenkian. Mais vale ser triturado nos bastidores do que no processo transparente. Aí, Guterres ganhou em toda a linha.

Fonte:Ana Sá Lopes, Ji

Há Pessoas Que Nos marcam Para Sempre

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam; mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre.

Cecília Meireles 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Notícias Soltas ...

O Turbilhão Em Que Vive A Banca Europeia (act.)

Oito anos após a implosão do Lehman Brothers, que ampliou a crise financeira iniciada com os créditos subprime nos EUA, a Banca europeia vive num turbilhão.

Portugal está particularmente exposto à crise, com a capitalização milionária da Caixa com dinheiro dos contribuintes, o BCP a bater esta semana mínimos na Bolsa, e a indefinição sobre o futuro do Novo Banco. Mas a crise da Banca lusa é apenas uma gota de água comparada com a dos gigantes alemães.

O Deutsche Bank afunda-se perigosamente na Bolsa. Nesta crise, além dos contribuintes e accionistas, quem paga a conta são os bancários. As previsões de despedimentos, cá e na Europa, são aterradoras.

Fonte:Armando Esteves Pereira, CM 

Nota: Em caso de emergência, o Governo alemão poderá mesmo vir a entrar no capital do banco, através da compra de uma posição directa de 25% do capital, afirma o Die Zeit. Uma solução polémica dadas as novas regras para a banca europeia que impõem perdas aos credores e obrigacionistas (‘bail-in’) em vez do resgate por parte dos governos europeus (‘bailout’), e que foram em larga medida impostas pelo próprio governo alemão em relação aos restantes países do bloco.
“Este plano é altamente secreto, apenas cerca de meia dúzia de altos responsáveis em Berlim, Frankfurt e Bruxelas têm conhecimento. Eles estão a preparar-se para uma eventualidade que iria abalar o país e que, há apenas algumas semanas, seria totalmente impensável: a destabilização do Deutsche Bank”, adianta a mesma publicação.

Sempre Acorrentado ...



O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado. 

Jean-Jacques Rousseau  

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Esta É A Frase ...

A tentação de seguir as passadas inglesas é enorme e a pressão do partido de Wielders para que se faça um referendo não cessa de aumentar. Os holandeses já deram um “não” à União, quando rejeitaram o Tratado Constitucional, e acabam de dar outro, a propósito do acordo com a Ucrânia. É decisivo não desvalorizar o que se passa nas velhas Províncias Unidas: um “Nexit” – Netherlands Exit – seria o golpe fatal na União Europeia.

Paulo Rangel, Público