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terça-feira, 15 de novembro de 2016

CFP:Orçamento De Estado Fica Aquém Do Acordado Com A UE

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) faz uma avaliação negativa do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017). O organismo presidido por Teodora Cardoso considera que a proposta fica “aquém do necessário”, já que assenta em medidas temporárias e não tem uma “programação credível de médio prazo”.

Portugal não deve cumprir as metas do défice estrutural com que se comprometeu com a União Europeia, apesar de garantir essa meta na proposta de Orçamento, tudo porque o Governo decidiu calcular o PIB potencial de modo diferente do que mandam as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, diz o Conselho das Finanças Públicas, que estima que o esforço valha metade do exigido. (continuar a ler)

Os Efeitos Económicos Devastadores Das Mudanças Climáticas



... Perdas De 520 mil milhões

O impacto devastador dos eventos extremos em países pobres e vulneráveis é uma das facetas mais cruéis das mudanças climáticas, com custos económicos e sociais que não param de crescer. Na prática, enchentes, secas extremas, entre outros fenómenos, colocam em perigo décadas de combate à pobreza no mundo.

No novo relatório divulgado, o Banco Mundial e o Fundo Mundial para Redução dos Desastres e Recuperação estimam que, por ano ano, os desastres naturais causem uma perda de 520 mil milhões  no consumo mundial e empurram 26 milhões de pessoas para a pobreza.

O estudo Unbreakable: Building the Resilience of the Poor in the Face of Natural Disasters adverte que os fenómenos meteorológicos extremos sobre as populações mais vulneráveis são muito mais devastadores do que se pensava.
Na semana em que os países se reúnem em Marraquexe para discutir a implementação do Acordo de Paris, que determina metas de redução de emissões para cada nação, as conclusões do relatório mostram a urgência na adopção de políticas que protejam melhor as populações menos favorecidas.

De uma forma geral, as populações mais pobres são mais expostas aos riscos ambientais, perdem uma proporção maior dos bens nessas situações e nem sempre podem recorrer ao apoio de familiares, amigos, sistemas financeiros, nem governos.
O relatório destaca algumas acções que podem ajudar a aumentar a resiliência dessas populações frente aos desastres naturais.
Sistemas de alerta, acesso a serviços bancários personalizados, apólices de seguro e sistemas de protecção social, por exemplo, podem ajudar as pessoas a responderem mais adequadamente à crise e recuperarem da mesma.

Segundo o estudo, se estas medidas fossem implementadas de forma concertada, as mesmas ajudariam os países a reduzir em 20% o impacto total dos desastres sobre o bem-estar.

Não Existem Palavras ...

Não existem palavras que possam expressar; aquilo que um olhar pode dizer em apenas um segundo

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Esta É A Frase ...

Para os europeus foi “um balde de água fria”. Mas os eleitores europeus nada têm a ver com os americanos. Os media europeus também não acreditaram na transformação das consciências e, possivelmente, vão continuar desatentos ao que se segue na Europa. As vitórias da extrema direita da senhora Le Pen, em França, e o bater de palmas do Reino Unido pós Brexit serão a grande dor de cabeça depois do abalar das consciências dos cidadãos.
O eixo anglo-saxónico EUA/Reino Unido e que inclui a Irlanda, irá reforçar-se. O Reino Unido está de malas feitas e vira-se para o outro lado do Atlântico. A França livra-se do pior presidente de sempre e ganha espaço a xenofobia. O mundo está a mudar para pior, pensamos todos nós. Mas o mundo sempre foi um lugar perigoso e que viveu de convergências e de acordos entre grandes potências. A era pós-Obama vai ter resposta à era Putin. A Europa arrisca-se a ser o palco de intolerâncias grandes e de conflitos civis. A Europa vai ter de dispensar mais orçamento para a defesa, vai possivelmente optar por uma união política mais integrada e vai criar verdadeiras fronteiras. O mundo recua e formam-se novos cenários geoestratégicos. E onde fica a China? Precisa de mercados abertos para continuar a crescer e vai ter de negociar e ceder mais.

Vitor Norinha, J Económico

Juros da Dívida Entram Na Zona De Perigo.O Descalabro Inaugurado Pela Geringonça Começa A Vir Ao De Cima

Juros voltaram a superar a fasquia dos 3,5%, reentrando no intervalo em que o nível de preocupação da agência DBRS aumenta. A partir dos 4%, agência já disse que ficará desconfortável com o "rating".

 Os juros ascenderam esta segunda-feira aos 3,666%, o nível mais elevado desde Fevereiro, segundo a Bloomberg.
Numa altura em que as taxas de juro de Portugal estavam pouco acima de 3%, a agência DBRS afirmou que estaria confortável desde que as taxas não superassem os 3,5% e, sobretudo, os 4%.

(continuar a ler)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Os 'SES' De Rui Rio ...

Rui Rio , está a pensar desafiar a liderança de Passos, mas ...diz que na hora de tomar a decisão vão estar muitos factores em cima da mesa.  está a pensar desafiar a liderança de Passos

“Perceber se os apoios que eu possa ter são convictos e se acreditam mesmo em mim. 
Se as outras alternativas são suficientemente credíveis e robustas para servirem o PSD e o país. 
Se há espaço para implementar o fundamental das minhas ideias e da minha maneira de ser, que como sabe tendem a ser um pouco disruptivas relativamente à política na sua forma mais tradicional. 
Se sinto condições para gerar uma dinâmica de mudança e de desenvolvimento em Portugal. E, até, se tenho os inimigos políticos correctos”.( Expresso)

Ora Bem! Melhor Dizendo - Ora Mal!

Os 'SES' de Rui Rio não nos interessa nada - para os resolver basta fazer um auto - exame de consciência.

O que verdadeiramente nos interessa é alguém determinado, que proponha ideias novas, a médio e a longo prazo, com objectivos bem definidos que prevejam a avaliação sistemática da sua execução. 

Mais, não ter medo e assumir convictamente os projectos em que acredita. Sem convicção e a medo nenhuma mensagem passa.

A Autêntica Cultura


«A autêntica cultura dá lugar ao florescimento de verdadeiros valores interiores como a ordem, a justiça, a verdade, a igualdade, a honra, a liberdade, etc. que aproximam os indivíduos. O Homem assumiu a sua condição humana quando foi capaz de observar as coisas para além das aparências, imaginar, comparar e criar símbolos.»

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Surpreendidos? Atónitos? E Que Tal O Trabalho Dos Media? Vão Continuar A Enganar Quem Os Lê?

«Trump ganhou. Nós perdemos. Por nós quero eu dizer os meios de comunicação social dos EUA e da Europa. Segundo as histórias que nós contámos aos leitores e uns aos outros o que acaba de acontecer era impossível.
As nossas sondagens e opiniões – incluindo as minhas – não só se enganaram redondamente como contribuiram para criar um perigoso unanimismo que fez correr uma cortina de fumo digno dos propagandistas oficiais dos estados totalitários.
Eu leio todas as semanas duas revistas conservadoras americanas – The Weekly Standard National Review. Leio todos os dias o igualmente pro-Republicano Wall Street Journal. Em nenhum deles fui avisado que Trump poderia ganhar.
Sinto-me vítima de uma conspiração – não da parte de Trump mas da parte dos media. Aquilo que aconteceu não foi a cobertura das eleições americanas, mas antes uma vasta campanha publicitária a favor de Hillary Clinton onde até revistas apolíticas como a Variety participaram.» (continuar a ler)

O Que Esta Madrugada Nos Mostrou

Pois bem, o que esta madrugada nos mostrou – tal como o referendo do Brexit – é que os eleitorados estão dispostos a aproveitar as eleições como armas de sentido contrário, de protesto contra o sistema, contra a globalização, contra a abertura ao exterior, contra tudo o que vem de fora, contra imigrantes ou outros credos, juntando em movimentos ou ao redor de um candidato imensas multidões de descontentes e saudosos de tempos aparentemente mais prósperos. Nada disto é novo nas democracias ocidentais e sempre esteve presente em movimentos que, mais à esquerda ou mais à direita, corporizavam todos estes sentimentos. Mas 2016 marca a entrada em força desta tendência no centro eleitoral, apagando todas as fronteiras ideológicas e encurtando as distâncias entre os extremos. O que é o extremo no Brexit? O que é o extremo no eleitor médio de Donald Trump? Ou nos eleitores que se preparam para votar contra no referendo constitucional italiano? Provavelmente será o mesmo “extremo” que se juntará em torno de Marine Le Pen nas presidenciais francesas contra a fraqueza económica da França e o peso do Islão no país. Ou os que vão votar sem vergonha no primeiro partido alemão de extrema-direita com sucesso desde 1945 nas eleições do próximo ano.

Fonte: Ricardo Costa, Expresso

Allan Lichtman, Historiador, Inventou Um Sistema Que Lhe Permitiu Acertar Nos Últimos Trinta Anos Nos Resultados Eleitorais Nos EUA Mais Uma Vez Acertou - Trump Ganhou

Desde SPredicting the Next President: The Keys to the White House 2016“.
etembro que Allan Lichtman, historiador de política americana da Universidade Americana de Washington, sabe que Donald Trump seria o próximo candidato a sentar-se na Resolute Desk. Na verdade, há trinta anos que o palpite não lhe falha e nem sequer precisa de truques mágicos para desvendar o futuro: basta utilizar o sistema que Lichtman inventou e que estuda a evolução das tendências de voto desde a independência dos Estados Unidos. Esse sistema pode ser consultado no seu novo livro, “

Claro que muito mudou desde que Allan Lichtman faz as suas análises, mas a fórmula que este professor universitário criou não se baseia nos acontecimentos do presente: todo ele depende apenas do passado. Basta responder a treze perguntas do tipo “verdadeiro ou falso”: se a resposta a seis dessas perguntas forem falsas, então o partido a que se referem vai perder as eleições presidenciais.

Desde 1984 queo sistema funciona e é posto em prática, depois de Lichtman ter feito um estudo com base nos resultados eleitorais entre 1860 e 1980. As perguntas do modelo são maioritariamente referentes à passagem que cada um dos partidos fez pela Casa Branca em mandatos anteriores.
Allan Lichtman admite que, nestas eleições, os resultados não chegaram tão cedo quanto esperava. Até setembro, sempre que o professor testava o sistema referindo-se ao partido democrata (de Hillary Clinton), as respostas às perguntas só eram negativas em cinco das treze perguntas. Ou seja, um resultado inconclusivo.

Mas tudo mudou quando Lichtman passou a analisar o candidato liberal Gary Johnson, cujos bons resultados foram vistos como um sinal de descontentamento para o partido democrata, que esteve até agora na Casa Branca. Estava então descoberta a sexta resposta negativa. E também o próximo presidente dos Estados Unidos.

Sim, mas significará isso que os escândalos sexuais e as opiniões pouco ortodoxas de Donald Trump não têm peso na fórmula? Ao Washington Post, Allan Lichtman afirma que nenhum comportamento do candidato republicano tem influência em qualquer pergunta prevista pelo sistema e, portanto, não implica de modo algum com o resultado final.

Pelos vistos, teve razão. Pela oitava vez consecutiva.

Fonte: OBSR