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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Enfim ... É O Que Há

Os portugueses torraram os cartões no Natal e alguns moralistas vieram civilizar os rústicos. Onde está a poupança? Onde está o realismo? Onde está a consciência das nossas dificuldades – economia anémica, um défice mascarado com remendos, etc.? Obviamente, não estão. Nem podiam.

Para começar, os exemplos que vêm de cima não inspiram prudência ou frugalidade: se Costa governa à grande e à francesa, os portugueses vivem à portuguesa. E viver à portuguesa, hoje como ontem, é aproveitar o momento antes que a festa acabe. Como ninguém espera nada de amanhã, gasta-se como se não houvesse amanhã.

Há quem veja nisto uma forma de ‘vivermos acima das nossas possibilidades’. Corrijo. É uma forma de aproveitar as possibilidades – uma disposição cultural que eu, confesso, já deplorei em tempos. Não mais. Quem meteu na cabeça que os portugueses deviam ser alemães tem de ir viver para a Alemanha.

João Pereira Coutinho, CM

Acasos ...

"Os acasos só favorecem os espíritos preparados."

Louis Pasteur 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Isto Aconteceu. Como Foi Possível ?

Estranhamente, o Presidente da República não comentou anteontem a morte da atriz norte-americana Carrie Fisher, que permanecerá para sempre viva nos nossos corações como a Princesa Leia da Guerra das Estrelas, irmã gémea do eterno Luke Skywalker.

Digo estranhamente porque no dia de Natal Marcelo Rebelo de Sousa achou por bem manifestar na página oficial da Presidência da República o seu "pesar" pela morte de George Michael, "um artista e compositor versátil e talentoso, com uma longa carreira de inequívoca qualidade" e que "tal como David Bowie e Prince, para mencionar apenas alguns que este ano nos deixaram, partiu demasiado cedo e de forma inesperada".

Com a ânsia de comentar em tempo real todas as notícias e mais algumas, Marcelo Rebelo de Sousa começa a parecer, nalguns momentos - como no "voto de pesar" por George Michael e para já não falar na sua patética iniciativa, evidentemente falhada, de salvar o Teatro da Cornucópia - que lê os poderes presidenciais de forma tão ampla que às vezes ultrapassa a fronteira do risível.

Alguém então que diga a Marcelo Rebelo de Sousa uma evidência: o que molda os poderes do Presidente da República é a Lei Fundamental. Não é, nem nunca poderá ser, a popularidade e a consequente tolerância dos eleitores. Isso, em Portugal, não é ser Presidente da República - é ser caudilho. Portugal já passou por isso - e deu-se mal. 

Excertos do artigo de João Pedro Henriques, DN

Aqueles Que Passam Por Nós ...

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.

Saint- Exupéry

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Assim Acontece ...

O Governo vai transferir mais de meio milhão de euros para quatro câmaras municipais, ao abrigo do regime de cooperação técnica e financeira com o poder local. Pormenor: as autarquias são todas governadas por executivos liderados pelo PS.


Proença-a-Nova, Arruda dos Vinhos, São Pedro do Sul e Penamacor são as câmaras visadas no despacho assinado a 10 de Novembro pelos secretários de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, e do Orçamento, João Leão, e publicado esta quarta-feira em Diário da República.(continuar a ler)

Agora Pensem !

O Grande Momento " silly " Da Natal Season

Augusto Santos Silva pediu desculpas por ter chamado à concertação social “feira de gado”. Não podia fazer outra coisa.

A defesa entusiástica que Augusto Santos Silva faz das feiras de gado para justificar o injustificável – pelo qual se viu obrigado a pedir desculpa, “a quem se pode ter sentido melindrado” – é só por si o grande momento “silly” da Natal season.

Fonte:Ana Sá Lopes, Ji

Ordem E Desordem ...



« Não há desordem neste mundo, se a houvesse já não existira: a ordem é conservadora, a desordem destruidora»








  

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Esta É A Frase ...

[António Costa saiu de São Bento e foi gravar a sua mensagem de Natal a um jardim-de-infância].

O mais relevante, porém, não é o que António Costa disse — mas o que não disse. E desta vez o primeiro-ministro não falou de contas, não falou de Orçamento, não falou da Europa ou da troika ou da austeridade. De resto, na conversa natalícia de Costa não houve oposição, não houve parceiros de acordo político. E mal houve passado. Não admira, portanto, a dificuldade em encontrar matéria para comentário político: Costa não fez um discurso tradicional, quis virar a página.

David Dinis,Expresso