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terça-feira, 21 de março de 2017

Notícias Soltas

Arte E Arquitectura


Ana Aragão  é uma arquitecta que se tornou ilustradora. Formada no Porto pela FAUP (2009), descobriu, depois de alguma experiência docente e durante as horas em que faz investigação científica acerca da representação do espaço urbano, que os seus verdadeiros projectos eram aqueles que não saíam do papel.

Umbigo
Futurismo Romantico

Tornando as suas cidades imaginárias visíveis, explora uma cartografia emocional de mapas mentais, onde a complexidade, a imprevisibilidade e o insólito se sobrepõem em layers psicogeográficos. As suas anagrafias são também um olhar crítico relativamente à cartografia do território actual, questionando os reais limites das manchas urbanas construídas.
Fonte: Entre outras, o OBSR

Nova Explosão Na Sapec, Em Setúbal

Registou-se hoje uma nova explosão na fábrica Sapec, em Setúbal, onde há um mês houve um incêndio num armazém de enxofre, avança a SIC Notícias. A mesma fonte indica que há um ferido.
As imagens divulgadas pela estação de televisão mostram uma grande coluna de fumo.

Bombeiros de Setúbal pedem reforço de meios 

Bem Vinda Primavera

Há uma primavera
Em cada um de nos 
É preciso dança-la
De flores ao vento
Na janela da vida
Repleta de cores 
Que florida estação 
De tantas flores 
Coloridas na alma
É chegada a primavera.


Isabel M R Fonseca 

segunda-feira, 20 de março de 2017

O BCE Está A Criar De forma Deliberada Uma Bolha No Mercado Dos Títulos De Dívida Pública

Através Da Sua "política de compra de activos".

Na passada semana, o Estado português emitiu títulos de dívida pública – ou seja, pediu dinheiro emprestado – por um prazo de seis e doze meses a juros negativos. O ministro das Finanças, Mário Centeno, apressou-se logo, como seria de esperar, a regozijar-se com o feito, que segundo ele fazia parte de “um conjunto de boas notícias” sobre a economia do país. “A taxa de juro a que Portugal hoje colocou dívida”, declarou o ministro, “foi ainda mais negativa do que a taxa que já era negativa nas últimas colocações”, um facto indesmentível e uma daquelas situações em que, como num exame médico, algo “negativo” é suposto ser bom.
Mas o que Centeno se escusou a dizer foi que os títulos de dívida pública – ou seja, os empréstimos que o Estado português contrai para ter o dinheiro que não tem para pagar as despesas com que se comprometeu – com maturidades a longo prazo continuam a ser negociados com juros a rondar os 4%, bem mais elevados que a maioria dos nossos parceiros da moeda única. Acima de tudo, não explicou por que razão essa disparidade existe, nem muito menos o que essa razão indica acerca do futuro que nos espera. Resta saber se o não fez por, coitado, não a perceber, ou se por o espírito de negação da realidade que se apodera de qualquer membro de qualquer governo o ter já obnubilado por completo, ou se por pura e simples desonestidade. (...) (continuar a ler)

 O “rebentar” da “bolha” não significa um descanso das atribulações; pelo contrário, significa o fim das ilusões e o despertar para uma dura realidade. Algo que, mais tarde ou mais cedo, o ministro Centeno irá descobrir. O pior é que o resto do país também sofrerá as consequências. E não nos vai custar pouco, certamente.

Bruno Alves, JE

Esta É A Lição Que Sampaio Nos deu Em 2004

De: Helena Matos
- Existe quem mande e os subalternos. Só percebendo essa lição se entende o fenómeno Sócrates e a tolerância face a António Costa.

Em Portugal existe quem mande - a esquerda que para o efeito obedece ao PS – e depois temos os subalternos que não vale a pena dizer que são de direita porque na verdade eles vivem num não lugar que, por prudência, definem como “não ser de esquerda”. Esse limbo ou não lugar que se define como “a não esquerda” é por assim dizer o máximo intelectual e socialmente aceitável em Portugal para quem quiser ser considerado civilizado, interessante, solidário e sobretudo viver em paz com as redes sociais, a maçonaria e o mundo mediático. A não esquerda pode existir, participar nas eleições mas, sobretudo quando está no poder, tem de admitir a sua subalternidade, penitenciar-se quotidianamente e retirar-se ou deixar-se retirar assim que lhe fizerem um sinal de que está a mais.

Veja-se como para a direita foi um alívio que Sampaio a tivesse desembaraçado de Santana Lopes. A pátria tremeu porque o dito Santana teorizou sobre os bebés e as incubadoras. Podia lá ser um homem de Estado usar uma imagem dessas?! Em boa hora Jorge Sampaio convocou eleições e passámos a ser governados por esse homem de Estado, por esse líder incontestado, por esse primeiro-ministro galvanizador chamado José Sócrates.

Naturalmente a mesma não esquerda que viveu com fatalismo o afastamento de Santana foi incapaz de fazer uma verdadeira oposição a Sócrates e até vivia no temor de que lhe ouvissem uma palavra menos própria sobre os comportamentos impróprios do primeiro-ministro. A isto junta-se que passavam a vida a lastimarem-se por não terem um líder tão dotado quanto José Sócrates.
Não perceberemos nunca como foi possível José Sócrates nem entenderemos como pode António Costa estar a levar o país para uma nova crise com um espantoso riso na cara sem atendermos a essa dicotomia entre governantes legítimos e subalternos que nos rege desde 2004. E sobretudo sem termos em conta que ser subalterno não só não se estranha como se entranha.

Fonte:,Helena Matos, OBSR

A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade 

domingo, 19 de março de 2017

Notícias Soltas

Luís Naves Tal Como Quase Metade Dos Portugueses Não Tem Dúvidas Quanto À Forma Como Vai Acabar O Actual Ciclo Político

Luís Naves [tal como cerca de metade dos portugueses] não tem dúvidas quanto à forma como vai acabar o actual ciclo político. Como todos os outros, mal. E por falta de dinheiro. “Cada ciclo começa com uma ambição muito grande, dão-se passos maiores do que a perna. Chocamos com a realidade, temos que cortar, o entusiasmo acaba, vem uma tempestade de fora… Este ciclo não vai ser diferente”, profetiza.

Luís Naves compilou mais de 1500 citações relativas aos últimos 43 anos 'O ADN da política portuguesa inscrito entre aspas,
e seis meses de má política - que foi mesmo o que tivemos, conclui.

É um livro de não ficção e tem um final infeliz, que o autor advinha e não se importa de revelar já: “Os ciclos políticos acabam sempre da mesma forma. Não há dinheiro, acabou a massa”. Esta é apenas uma das tendências, dos padrões, que o jornalista e escritor Luís Naves identifica olhando para 43 anos e 6 meses de má política (Contraponto, 2017), livro em que reuniu mais de 1500 frases, de protagonistas bem conhecidos e de cidadãos anónimos, que marcaram ou sintetizaram a vida política nacional, desde o estertor do velho Estado Novo à actualidade. E foi a partir desse posto de vista privilegiado, a que ascendeu enterrando-se nos arquivos dos jornais e emergindo na História, que chegou à conclusão de que a política portuguesa é mesmo má.

Outro problema que este conjunto de citações evidencia, diz o autor, é que “a nossa classe política não se renova muito”. “Se reparar bem, são sempre as mesmas pessoas, os políticos sobrevivem durante muito tempo. Na Alemanha, os políticos de hoje não têm nada a ver com os de há 20 anos”.
(continuar a ler)

Boas-noites

Boas-noites
A noite abre as flores em segredos e deixa que o dia receba os agradecimentos

R Tagore