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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Notícias Soltas

* E... Ministério Público determinou a constituição como arguidos dos três secretários de Estado agora exonerados 

Esta É A Questão: Se Não Podemos Defender A Liberdade Como Valor Universal, E Se Não Podemos Defender A Liberdade Como Valor Ocidental, Seremos Ainda Autorizados A Defender A Liberdade?

Em Varsóvia, na quinta-feira passada, Donald Trump proferiu o melhor discurso desde o início do seu mandato. Como tem sido observado, foi certamente escrito por detentores de um vocabulário mais vasto do que o habitualmente utilizado pelo actual presidente. E, sobretudo, foi certamente escrito por um ou vários membros do chamado “establishment” republicano contra o qual Donald Trump dirigiu a sua campanha presidencial.
“Simplesmente digno de Ronald Reagan”, foi o elogio frequente entre comentadores do centro-direita e vários do centro-esquerda. A surpresa chegaria pouco depois, como José Manuel Fernandes deu conta na edição da passada sexta-feira dos seus excelentes “Macroscópio” — uma das melhores peças regulares da imprensa nacional e internacional.
Informou-nos ele que inúmeros comentadores associados à esquerda do partido democrático atacaram o discurso de Trump com veemência. E o mais surpreendente foi a razão comum aos ataques: ao defender o Ocidente, escreveram vários analistas, Donald Trump estava a defender um “conceito racial e religioso”, basicamente, segundo eles, “branco e cristão”.
Esta crítica não deve ser menosprezada. No plano das ideias — que é o plano que produz mais consequências — esta crítica exprime o beco sem saída a que a ideologia politicamente correcta conduziu uma boa parte da “intelligentsia” pós-moderna ocidental, sobretudo em muitas (mas felizmente não todas) universidades.
Por um lado, ela contesta a aspiração universal dos valores da liberdade e responsabilidade pessoal que estão no centro das modernas democracias liberais. Quando estes valores são apresentados como universais, os críticos pós-modernos denunciam essa aspiração universal como “imperialista”. Dizem que esse universalismo viola as diferenças entre culturas, proclamando como universais valores que são apenas específicos de uma certa cultura — a ocidental. Esta é a base do chamado “multiculturalismo”.
Por outro lado, quando os mesmos valores da liberdade e responsabilidade pessoal são defendidos como parte distintiva da tradição ocidental, os críticos pós-modernos dizem que o conceito de “tradição ocidental” esconde um “nativismo racial [branco] e religioso [cristão]”.
Face ao duplo raciocínio pós-moderno, uma pergunta parece inevitável: se não podemos defender a liberdade como valor universal, e se não podemos defender a liberdade como valor ocidental, seremos ainda autorizados a defender a liberdade?
A pergunta não tem mero intuito retórico. O Ocidente é a tradição cultural que por excelência se define com base em valores, não com base em exclusivismos étnicos ou religiosos. É a tradição fundada nos valores da sociedade aberta, usualmente definidos a partir dos pilares pluralistas de Atenas, Roma e Jerusalém. E é a tradição que historicamente se revelou mais aberta a receber pessoas oriundas de outras tradições.
No entanto, esta mesma tradição ocidental é agora impedida de defender os seus valores. Ao mesmo tempo, ela é moralmente obrigada a receber todos os que, vítimas de sociedades em que esses valores não são respeitados, procuram as sociedades abertas que são fruto dos valores ocidentais. Só que estes são os valores que agora não podemos defender — nem como universais, nem como ocidentais!
(Excertos do artigo de hoje de João Carlos Espada no OBSR) 

Quem sabe alguém sabe ...

Procuramos respostas a todo o momento para várias perguntas da vida, e quando não as encontramos logo nos vem àquela dúvida reconfortante do instante, que na verdade não conforta nada e deixa mais dúvidas no ar... Quem sabe isso...? Quem sabe aquilo...? Trocando em miúdos, o “quem sabe” é cheio de enigmas que nos remete às vezes aos mistérios, e em outros casos, serve para dar ponto final em alguma questão que promoveu o debate, é como se chegássemos à solução real do problema. Podemos dizer então, que ele é a pergunta da própria resposta... Parece mesmo, meio conflitante nos pensamentos das pessoas.
Quem sabe?
O quem sabe se aplica em tudo e para tudo... Essa expressão até parece “bode expiatório” das questões da vida. Pelo menos os “quem sabes” tentam resolver alguns problemas, enquanto outras expressões tentam complicar e esconder o que é evidente em situações simples.

Agora fala quem sabe... E quem não sabe, quem sabe um dia saberá.

GA

domingo, 9 de julho de 2017

Notícias Soltas (act.)

G20 ou G0 (notícia/ opinião)

Esta É A Frase

O governo e a actual aliança parlamentar maioritária querem zelar pelo que corre bem e distribuir o que existe. Mas não deram provas de saber reagir a crises surpreendentes. Nestas últimas, não havia nada de bom a tomar conta ou a distribuir. Havia perda, medo e morte. Perante isso, o governo seguiu pelos maus caminhos da dissolução de responsabilidades.

António Barreto, 'Deriva' DN

Que Se Lixe O Estado, O Que Interessa É O Nosso Quintal

Elá veio a sondagem: diz o ‘Expresso’ que, depois de Pedrógão e Tancos, os portugueses continuam com Costa. O PS sobe. A ‘direita’ desce. Pressinto incredulidade por aí. Não se justifica. Partindo do pressuposto, nem sempre pacífico, de que a sondagem é para levar a sério, ela só comprova a cultura política reinante em Portugal. Uma cultura onde a qualidade de um governo é aferida pelo bolso de cada um. Quando o bolso está mais cheio, Portugal pode arder – literal e metaforicamente – à vontade. 

Que se lixe o estado do Estado. O que interessa é o estado do nosso quintal. Alguns lamentam o cenário. É preferível compreendê-lo: uma cultura de pobreza, sem uma verdadeira sociedade civil independente, só podia produzir uma massa interesseira e manhosa. Esperar exigência deste rebanho, e responsabilidade dos seus pastores, é como acreditar nas 72 virgens paradisíacas. 

Uma missão suicida.

Fonte: João Pereira Coutinho, CM  

Tipos de Curiosidade

"Há diversos tipos de curiosidade; uma de interesse, que nos leva ao desejo de aprender o que nos pode ser útil, e outra, de orgulho, que provém do desejo de saber o que os outros ignoram."


J A 

sábado, 8 de julho de 2017

Notícias Soltas



Esta É A Frase

Perante o desleixo, lembram desleixos maiores. Perante as dúvidas, confessam sentimentos. Perante as câmaras, dão abraços. Perante a culpa, acusam eucaliptos e furriéis. Perante o caos, pedem avaliações de popularidade. Perante a obrigação, partem de férias para Ibiza.

Alberto Gonçalves, 'Uma experiência do outro mundo', OBSR   

O Segredo Da Vida

«Aprendi que o tempo cura, que mágoa passa, que decepção não mata, que hoje é reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem e que os falsos, graças a Deus, vão embora. Compreendi que as palavras tem força, que o olhar não mente e que viver é aprender com os erros. Aprendi que tudo depende da vontade, que o melhor é ser nós mesmos e que o segredo da vida, é viver!»