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sábado, 19 de agosto de 2017
Assim Acontece ...
O combate ao terrorismo está a falhar na Europa. As políticas de segurança não estão a ser eficazes. Tem sido tragicamente fácil para os terroristas transformar as grandes artérias das nossas cidades em autênticos campos de morte. É urgente reforçar a segurança sem diminuir o privilégio de desfrutar do espaço público. Também os serviços de inteligência estão a falhar. O aviso para um possível atentado em Agosto, na cidade de Barcelona, de nada serviu. Finalmente, a ordem jurídica europeia tem-se revelado demasiado permissiva perante os indícios de terrorismo, e perante o terrorismo ele próprio. Infelizmente, nada indica que isto vá mudar.Carlos Rodrigues, CM
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Investigadores Portugueses Descobrem Células Que Sinalizam Doenças Autoimunes
Equipa do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, liderada por Luís Graça, descobriu que as células T reguladoras foliculares são um marcador de respostas imunitárias.Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) de Lisboa descobriram um novo tipo de células reguladoras do sangue humano, as células T reguladoras foliculares, que funcionam como indicadores de doenças autoimunes.
As células, segundo a investigação, são formadas sempre que existe produção de anticorpos. Aumentam transitoriamente após uma vacina mas estão sempre em grande quantidade em pessoas com síndrome de Sjögren, uma doença crónica inflamatória autoimune.
Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunitário em vez de proteger o corpo humano de agressões exteriores, produz anticorpos para atacar e destruir órgãos e estruturas que fazem naturalmente parte do organismo.
A equipa de investigadores, liderada por Luís Graça, descobriu que as células T reguladoras foliculares são um marcador de respostas imunitárias mas não são um indicador direto da capacidade de produção de anticorpos, como se explica nos resultados da investigação hoje publicados na revista Science Immunology.
Em declarações à Lusa, Luís Graça explicou que o trabalho permitiu identificar uma diferença entre as células T reguladoras foliculares que estão no sangue e as que estão em determinados tecidos, no sangue são imaturas e não cumprem a função de regulação e nos tecidos estão completamente formadas.
No sangue de uma pessoa com uma doença autoimune pode haver excesso de células imaturas, que indicam a existência da doença mas que não regulam a produção de anticorpos. Luís Graça ainda não tem uma explicação para tal, para a existência de tantas células ou para o facto de serem imaturas. “Será que nos tecidos não conseguem maturar?”, questiona.
Luís Graça explicou que com a colaboração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e de centros de saúde, foi possível comparar o que se passava no sangue mas ao mesmo tempo em tecidos, como nas amígdalas de crianças operadas no hospital.
E foi então que verificaram, contou à Lusa, a diferença entre as células imaturas no sangue e as completamente formadas nos tecidos (amígdalas, gânglios linfáticos, glândula timo e sangue do cordão umbilical). E perceberam que uma pessoa com muitas células T reguladoras não consegue necessariamente impedir a produção de anticorpos anómalos, porque só as células dos tecidos é que o conseguem fazer.
“O grupo está agora a investigar o que acontece a estas células em outras doenças autoimunes com o intuito de avaliar o seu potencial não só para diagnóstico, mas também para identificar quais os doentes que podem beneficiar de medicamentos que interferem com a produção de anticorpos prejudiciais”, diz-se num documento do IMM, um dos principais institutos de investigação em Portugal.
Luís Graça diz que há sempre na imprensa a valorização do desenvolvimento de novas terapias mas contrapõe que a investigação, como aquela em que está envolvido, pode ser mais centrada no desenvolvimento de formas de diagnóstico.
Hoje há medicamentos muito eficazes para doenças mas que não funcionam num terço dos doentes, diz o investigador.
Fonte: tvi 24
Fonte: tvi 24
Para Uma Governação Que Navega À Vista, Conviria Que Os Pontos De Amarração Tivessem Algum Sentido De Futuro
... Sustentabilidade E Sentido Da Realidade.
Uma das grandes questões no horizonte é a de saber se as margens geradas pela governação servirão para corresponder aos desafios estratégicos do país ou para as clientelas políticas dos partidos que sustentam a solução de governo. Cada vez que há uma comunicação política com boas novas, após várias ausências e silêncios nas fases de tristeza, alguns esfregam as mãos, não pelo país, mas pelo eventual acréscimo de capital negocial e de objeto de negociação. É poucochinho, mas é assim.
A não haver solidez nos pontos da amarração das boas notícias, a não haver juizinho, a tendência para o disparate é grande. Um disparate materializado na divergência entre a narrativa e a realidade, entre o anúncio e o que está no terreno. Sempre a contar com a falta de escrutínio, a falta de avaliação e a falta de memória.
Nas alegrias e nas tristezas, vai sendo tempo de cuidar dos pontos de amarração, sob pena de voltarmos a ter o barco à deriva ou por rotas que ninguém deseja. (ler artigo completo)
'Eternamente' ...
Comigo caminham todos os mortos que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão
de que tudo podia ser meu para sempre.
Miguel de Sousa Tavares
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Notável !
António Costa respira e transpira política tacticista por todos os poros e, como Marcelo, sabe estar na posição certa no momento certo e com o discurso apropriado para cada circunstância, seja dramática ou festiva. Ali não há acasos nem amadorismos. Há inteligência, tacticismo e intuição pura e dura. Há ainda uma máquina que hipervaloriza o positivo e varre o lixo para debaixo do tapete, aproveitado a anestesia mediática que ocorre na comunicação social, seja televisiva, radiofónica, impressa ou online.
Nunca o maniqueísmo esteve tão presente. Só há branco e preto.
Não havendo oposição partidária (como ainda agora se viu no Pontal), quem critica minimamente a geringonça é praticamente apelidado de fascista. Já quem apoia a solução de governo ou a justifica sempre é acarinhado ou mesmo endeusado. Por sua vez, quem concorda ou discorda consoante os casos e a sua consciência é marginalizado.
Daí que se verifiquem oscilações internas jamais vistas, nomeadamente no PS, onde se votou numa ocasião o apoio unânime à candidatura de Rui Moreira ao Porto e mais tarde a sua rejeição com a mesma unanimidade. Notável!
(excerto do artigo de Eduardo Oliveira e Silva, 'António Costa, o mestre de culinária', Ji )
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