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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Notícias Soltas




Adesivo Em Papel Monitoriza Glicose Durante Exercícios físicos

O sensor gera sua própria energia e
mostra os resultados como códigos de cores. 

[Imagem: Seokheun Choi/Binghamton
University]
Este pequeno adesivo feito de papel permite que os diabéticos meçam efectivamente seus níveis de glicose durante as actividades físicas.
Embora a actividade física regular seja geralmente recomendada também para esses pacientes, ninguém vai querer sair para caminhar levando lancetas, cotonetes de álcool e um glicómetro relativamente grande - os métodos mais difundidos hoje para o auto-teste de glicose envolvem uma picada para realizar um exame de sangue.
Igualmente, nenhum paciente quer correr o risco de sofrer uma hipoglicémia durante os exercícios.
Este novo descartável, que gera sua própria energia, permite o monitorizar não-invasivo da glicose analisando o suor.
"O sensor de papel se liga directamente à pele, absorve o suor para um reservatório onde a energia química é convertida em energia eléctrica, e monitoriza a glicose sem fonte de energia externa ou instrumentos de leitura sofisticados," disse o professor Seokheun Choi, da Universidade Binghamton (EUA), que coordenou o desenvolvimento do novo teste.

Monitorização da glicose pelo suor

O monitorização da glicose a partir do suor é interessante para gerir a hipoglicémia induzida pelo exercício físico porque a medição é realizada durante ou imediatamente após o exercício, quando há suor suficiente para obter uma amostra adequada.
Isso resolve as deficiências dos sensores de transpiração desenvolvidos anteriormente, que podem não oferecer um monitorização preciso pela dificuldade de colecta de suor suficiente para análise, pela evaporação da amostra e pelo tempo relativamente longo necessário para a colecta.
O aparelho está em fase de desenvolvimento e ainda não há previsão de sua colocação no mercado.

O Guião Está Escrito No Dia 1 À Noite O Carrossel Começará A Girar ...

O país, montado na geringonça, anda feliz e quem não vive feliz a rolar no crédito? Para quê dar-se se ao trabalho de ir votar ou arriscar mudanças de “rumo”ou sabe-se lá que outras trapalhadas? E assim sendo tudo se confina ao interior das ferventes moradas partidárias e às especificas circunstâncias de cada uma delas: à esquerda a perene batalha entre o BE e o PCP com um (ilusoriamente?) olímpico PS a pairar sobre a desabrida luta; à direita, a estupidíssima (para ambos) concorrência entre o CDS e o PSD. 

O fulcro e o “ponto” destas autárquicas não residem tanto nas pequenas, médias ou grandes questões internas do CDS e do PSD — que de modo algum desvalorizo — mas antes no estado de saúde da direita-toda-ela, com uma geringonça a girar em fundo. Da direita do PS até ao extremo CDS, com independentes pelo meio ou gente que não se vê, nem revê, nos projectos de sociedade da esquerda, que aí está, o espaço é maior do que se pensa. Maior e doente. 

Fora do perímetro partidário do PSD e do CDS já de si pouco famoso pese embora a sua tenacidade, esse imenso espaço está desinteressado, abúlico, desnorteado. Valsando entre o queixume, a maledicência, a desistência (ou tudo ao mesmo tempo) não intervém, nem sequer contradiz. Deixou-se abafar, não sabe o que pensar, nem o que fazer. Presume-se que discorde da esquerda mas a discordância é oca e não há mobilização que a ilustre ou substância que a encarne. Se por absurdo este enorme espaço se sumisse da face do país, quem daria por isso, tal a omissão/demissão a que se assiste?

Fazer oposição quando o povo está feliz com o poder que o governa e os tempos correm de feição, é medonhamente difícil e, para as lideranças partidárias, nem falar. Ora, o actual momento eleitoral não está senão a ser amassado nesse clima, é esse o quadro destas autárquicas. Maus ventos para quem concorre contra a (suposta) felicidade, sorte para a geringonça. Seja como for — e esse é o meu ponto — ou a direita e o centro direita deitam contas à vida com tanto de seriedade quanto de desafio e empenho, ou… nada. Há um desinteresse nauseado face a zangas, amuos, invejas, vinganças partidárias passadas ou actuais, ambições novas ou já meio talhadas; um persistente embaraço face à ostensiva desunião do PSD e do CDS — e ao passa culpas entre ambos — uma perplexidade com o rumo das coisas. Ou a direita e o centro direita se procuram e reinventam ou o futuro não os merece, nem os abrigará. 

E já agora, a própria leveza de actuação de Marcelo. Sim, sim. Tema obviamente merecedor de análise na revisão de um cargo que já leva muito tempo. Para que tem ele contribuído por detrás dessa coisa subitamente guindada a valor supremo que é a “proximidade”com açúcar e afecto? Ouviu-se a sua preocupação com o que se passa na Avenida 5 de Outubro onde, à custa do aluno e com afã e afinco se dá cabo de um sistema educativo que começava a resultar e a provar que resultava? Com o sobressaltado funcionamento do Serviço Nacional de Saúde? Com o galopante endividamento? Com a festa do crédito?

O guião já está escrito: no dia 1 à noite a geringonça inchará, a media amaciará o CDS (para melhor insultar o PSD), o carrossel começara a girar com palpites, infindáveis narrativas e claro, ajustes de contas, em directo e ao vivo. A intriga fervilhará. Tudo tão previsível sim, mas tudo tão pobrezinho. (E pensar em como ficou a Alemanha, como está a América, como estará a União Europeia, como poderá vir a estar a Coreia do Norte. Por exemplo).

Mas nos nossos écrãs estarão os do costume e certamente que o ventríloquo de Belém. Sempre agilmente prestimoso no serviço e no recado também lá deve estar. Com recados e serviço.
E depois? Depois, nada. Seguir com a vida em frente (de preferência sem a companhia do ventríloquo) à espera que alguém acorde. Ou melhor, que alguém queira acordar.
(Excertos do artigo de Maria João Avillez , hoje no OBSR)

Dorme A Noite ...



Dorme a noite encostada nas colinas. 
Como um sonho de paz e esquecimento 
Desponta a lua. Adormeceu o vento, 
Adormeceram vales e campinas... 

Mas a mim, cheia de atracções divinas, 
Dá-me a noite rebate ao pensamento. 
Sinto em volta de mim, tropel nevoento, 
Os Destinos e as Almas peregrinas! 

Insondável problema!... Apavorado 
Recúa o pensamento!... E já prostrado 
E estúpido á força de fadiga, 

Fito inconsciente as sombras visionárias, 
Enquanto pelas praias solitárias 
Ecoa, ó mar, a tua voz antiga. 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

*Novo Presidente angolano deixa Portugal de fora da lista dos principais parceiros

*Mayor de Londres admite novo referendo sobre o Brexit

*Porto Editora volta a vender livros de atividades para rapazes e raparigas

*Credores do GES reclamam 9 mil milhões. ESI e Rioforte só conseguem pagar 3%

Esta É A Frase

Muitos eleitores do AfD votaram por medo: da invasão dos refugiados; do crescimento das comunidades islâmicas; da diluição da identidade alemã; ou, simplesmente, medo de existir. Entendamo-nos de uma vez por todas: ou aquilo a que chamamos extrema-direita não é verdadeiramente extrema-direita, e nesse caso vai por aí uma histeria escusada, ou é-o, e então devemos ter medo, muito medo.   

Paulo de Almeida Sande, OBSR

Crítica Efémera


Por muito alto que nos coloquemos para julgar a nossa época, nunca será tão alto como o historiador futuro; a montanha onde pensamos fazer o nosso ninho de águia não passará para ele dum ninho de toupeira; a sentença que demos à nossa época figurará entre as peças do nosso processo. Em vão tentaremos ser o nosso próprio historiador: o próprio historiador é personagem histórica. Devemos concentrar-nos em fazer a nossa história às cegas, dia a dia, escolhendo entre todos os partidos aquele que nos parecer ser presentemente o melhor; mas nunca poderemos tomar para com ela os ares altivos que fizeram a fortuna de Taine e Michelet; nós estamos dentro dela. O mesmo acontece com o crítico: é em vão que inveja o historiador das ideias. 

Jean-Paul Satre

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

Burocracia Mais Burrocracia

A Universidade Nova de Lisboa fez um estudo no ano passado em que perguntava aos empresários franceses sobre os principais constrangimentos identificados pelas empresas que investem em Portugal. A primeira resposta não foi impostos, nem leis laborais, nem sequer acesso ao financiamento: 78% das empresas inquiridas apontaram a burocracia como o principal constrangimento.
Devíamos acabar com a burocracia. Dir-me-ão que tal não é possível. Mas a vaca voadora de Costa mostrou que não há impossíveis. E como dizia Max Weber, “o homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível”.
A burocracia de Weber ao menos tinha a virtude de travar o nepotismo, garantir que as regras são cumpridas e garantir igualdade de oportunidades. A nossa burocracia, ao que parece, só serve para travar a inovação, o crescimento económico e permitir que alguns dos nossos governantes e gestores públicos possam disfarçar a sua incompetência com um carimbo de um qualquer serviço do submundo de uma repartição pública.
(excertos do artigo de Pedro Sousa Carvalho, hoje no Eco)

Fantasia...

"A fantasia é a lanterna mágica da nossa alma." 

( Marquês de Maricá)