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sábado, 7 de outubro de 2017

Notícias Soltas (act.)

*O slogan de Rui Rio: “É hora de agir”

Esta É A Frase

O desejo de viver num país emancipado do Estado-Papá é abundante e politicamente motivador, sobretudo para quem não vive de rendimentos públicos. Mas não é claro se este pensamento, que também é o meu, consegue ultrapassar as curtas margens de uma elite intelectual, urbana e burguesa, com muita força para mobilizar opiniões mas muito pouca força para mobilizar votos. A verdade é esta: falta testar o liberalismo em tempos de crescimento económico, e é perfeitamente possível que os cortes no intervencionismo estatal só sejam aceites pelos portugueses em casos de absoluta inevitabilidade – como aconteceu com a intervenção da troika –, não correspondendo a qualquer vontade estruturada de modificar o statu quo.

João Miguel Tavares, Público 

Triste Época ...

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
A.Einstein 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Notícias Soltas


*Trinta personalidades do partido Conservador pedem demissão de May




Mirtilos Sul-americanos Considerados Super Frutas Extremas

Os investicadores descobriram que duas espécies de mirtilos silvestres nativas das regiões tropicais da América Central e do Sul contêm de duas a quatro vezes mais antioxidantes do que os mirtilos vendidos nos EUA.
"Ninguém tinha estudado essas frutas. Os resultados são muito promissores," afirmou o professor Edward Kennelly, do Lehman College, que estudou as frutas silvestres juntamente com sua colega Paola Pedraza.
Os cientistas examinaram cinco espécies de mirtilos tropicais. As duas espécies que apresentaram as maiores quantidades de antioxidantes foram Cavendishia grandifolia e Anthopterus wardii.

"Nós consideramos estas duas espécies de mirtilos tropicais como 'super frutas extremas', com grande potencial para beneficiar a saúde humana", disse Kennelly.

Mirtilos silvestres

Os antioxidantes encontrados em frutas e vegetais têm sido associados com a menor incidência de algumas doenças crónicas e capazes de ajudar a proteger contra doenças cardíacas, doenças inflamatórias, tais como doença pulmonar obstrutiva crónica, e até mesmo cancro.
Embora os mirtilos estudados sejam espécies selvagens, que não estão atualmente disponíveis comercialmente, os cientistas acreditam que eles têm potencial para se tornar um alimento popular ou um suplemento alimentar agora que se descobriu o seu alto teor antioxidante.
"Acho que é apenas uma questão de tempo até que as pessoas comecem a trabalhar para torná-las disponíveis", disse Pedraza.

Fonte: DS 

Nota: Experimentem! Mínimo 5 mirtilos por dia. Vão sentir-se melhor. Haja saúde!

Um Surto De Momento (será?) Invadiu As Nossas Vidas E Empresas - Uma Nova Geração Que Dará Cartas E Já Está A Dar

Um surto de momento (será?) invadiu as nossas vidas e empresas. Verdade que muitos têm tendência a fechar olhos e a procurar esquecer que há uma nova geração (ou novas) – mas seria bom que soubessem todos que é a que dará cartas – e já está a dar – quando formos mais velhos (e não falta quase nada) –, constituída por millennialscentennials ou, reduzindo tudo ao momento, momentennials. Senão vejamos.
No outro dia ouvi com algum interesse um partner de uma das big fourfazer uma intervenção onde metia millennials e centennials ao barulho. No fundo, no fundo, para dizer que não conseguia gerir esta malta nova e que lhe escapavam por entre mãos. Não o disse de forma tão desabrida mas disse-o de forma encapotada. Entravam e saíam da empresa, dos projetos, de qualquer forma possível de planeamento. Não se fixavam. Não tinham commitment para com as organizações, não vestiam a camisola, não passavam bola a quem quer que fosse que não a eles próprios. Pois!
Apresentou-se, meio angustiado, como impotente face à incapacidade que sentia por nada poder fazer. (...) Há para aí um rol de coisas escritas e de testemunhos e de características sobre as gerações X e Z (millennials e centennials). Pouco importam. Direi o que vem à frente baseado no contacto diário com estas novas gerações. Nas aulas e fora delas. Que fundamentos – quais princípios – são estes das gentes que nascem no virar do milénio, agora do centenário e, depois, do decénio e sempre a tender para o momento?
[A saber e meditar:]
Princípio #1: Cheirar. Estão numa aula, para dar um exemplo, para cheirar o “fenómeno”. 
Princípio #2: Experimentar. Uma derivada, a primeira, do verbo cheirar. O cheirar é rápido e cheiramos muitas coisas de forma muito rápida que, tanto quanto possível, nos dão um grau da intensidade da coisa. Pelo que o experimentar também deve ser rápido. “Ainda não fui assistir à aula do prof. X. Vamos lá, tenha ou não a ver com o que estamos a fazer.”
Princípio #3: Mudar. Mudar rápido. Conseguir set-up timesacelerados. Passar de uma atividade para outra apressadamente. Conseguir fazer muitas coisas diferentes no menor espaço de tempo. 
Princípio #4: Fugir. Melhor expressão que a que se usa no whatsapp ou nos SMS para já passei para outra é “fui”. Fui embora. Já não estou aqui. Arranquei. Basei. Enfim, mudei e é bom que seja rápido. 
Princípio #5: Descomprometer. Melhor, não comprometer. Nada que possa trazer grandes compromissos. Isso é coisa do antigamente. Estabilidade, relacionamento estável, comprometimento são tudo coisas a evitar. Viver o momento.
Princípio #6 (ele há muitos mais mas não vos vou massacrar): Ignorar. Ignorar os outros a chorar. Ignorar os outros a sofrer. Ignorar os outros a pedir. Ignorar até os outros a agradecer. Ou a pedir desculpa. 
Disclaimer: Isto dito e chegados aqui apenas quero deixar, a título final e pessoal, o meu gosto enorme por estas novas gerações. Às vezes, confesso, não sei como lhes chegar. Mas, admito também, fascinam-me.
(excertos do artigo de José Crespo de Carvalho, Gerações “…ennials”: a força do momento,OBSR)   

Há alegria No Jogo ...


Há alegria no jogo eternamente variado dos seus matizes, na música das suas vozes, na dança dos seus movimentos. A morte não pode ser verdade enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano.
Rabindranath Tagore 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Notícias Soltas



*Empresas ameaçam sair da Catalunha. Agora é a vez do CaixaBank

*Arábia Saudita assina acordo para a compra de sistemas antiaéreos russos

*Um dragão e uma dúzia de ativistas protestam contra a praga de plástico

Prémio Nobel Da Literatura

Kazuo Ishiguro venceu o Prémio Nobel da Literatura de 2017. O nome escolhido pela academia sueca foi anunciado esta quinta feira, em Estocolmo. Foi assim revelado o sucessor de Bob Dylan, que foi distinguido com o mesmo prémio no ano passado.
Os Despojos do Dia, Nunca me Deixes e Nocturnos são alguns das suas obras mais conhecidas.No discurso em que revelou o vencedor, a secretária permanente da organização sueca destacou os “romances de grande força emocional”, do autor, assim como a sua capacidade de “revelar os abismos por trás da ilusória sensação de conexão com o mundo”.
Nascido a 8 de novembro de 1954, em Nagasaki, no Japão, Kazuo Ishiguro mudou-se para o Reino Unido em 1960, quando o seu pai foi aceite como investigador no National Institute of Oceanography.
Educado numa escola de rapazes em Surrey, o laureado que em tempos trabalhou para a Rainha Mãe como grouse-beater — basicamente, afugentava galinhas bravas em direção de caçadores — acabou por entrar na Universidade de Kent, na Cantuária, onde se especializou em língua inglesa e filosofia. O seu primeiro emprego, depois de ter concluído os estudos superiores, foi o de assistente social nos bairros mais pobres de Londres.

Esta É A Frase

Ninguém quer saber do passado como também dizia esta semana na SIC Pedro Santana Lopes. Como também ninguém quer saber do futuro. Cansados de crise, queremos viver o presente. A história agradecerá a Passos o que fez pelo país. Esperemos que os portugueses não tenham também de se lembrar dos avisos que fez. Porque os problemas estão lá, à espera de serem resolvidos para não empobrecermos. Com esta solução governativa, já percebemos, não serão resolvidos, não existem condições políticas para isso. António Costa sabe isso como saberá também o novo líder do PSD. Até à formação de uma maioria diferente desta continuaremos nesta ilusão de infinita reposição de rendimentos que levou ao adeus de Passos Coelho.

Helena Garrido, OBSR