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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Notícias Soltas

*Ajuda externa: FMI alinha previsões com Governo mas pede mais reformas e redução da dívida







De Um Coisa Ninguém Se Pode Queixar: António Costa Diz Ao Que Vem ...

...  E vem para se manter no poder. Essa é a sua agenda, cristalina e transparente. Esse tem sido o principal traço da sua governação, desde o primeiro momento em que engendrou uma vitória com a soma dos vários derrotados. Esse é o seu jeito particular: a cada circunstância, vai para o lado que lhe dá mais jeito – o que não é, necessariamente, o lado que dá mais jeito ao País. 

Veja-se o que se passou com a nova taxa que o BE queria para o sector das energias renováveis. A palavra dada pelo governo numa sexta-feira (que sim, que haveria uma nova taxa) passou a ser diferente da palavra dada na segunda-feira seguinte (que afinal não haveria taxa alguma). 

O que podia parecer uma traição ou ligeireza do governo é, sob este ponto de vista, uma demonstração de firmeza e de fidelidade do primeiro-ministro: António Costa é fiel ao seu objectivo e agarra-se ao poder com toda a força que tem. Só isso explica a sucessão de trocas e baldrocas, piruetas e flic-flacs à retaguarda, como se nada fosse. As suas críticas virulentas às empresas de energia, há poucos meses, serviram para passar a mão pelo pêlo dos seus parceiros, quando isso foi importante. (continuar a ler)

Esta É A Frase

Deve haver poucas coisas mais deprimentes do que a actual corrida à liderança do PSD. Pela ausência de ideias novas, pela vetustez dos protagonistas, pelo desinteresse do país, pela percepção de que ali não há alternativa credível ao actual estado das coisas.

José Manuel Fernandes, 'O PSD está uma coisa muito deprimente',OBSR

Até Amanhã


Sei agora como nasceu a alegria, 
como nasce o vento entre barcos de papel, 
como nasce a água ou o amor 
quando a juventude não é uma lágrima. 

É primeiro só um rumor de espuma 
à roda do corpo que desperta, 
sílaba espessa, beijo acumulado, 
amanhecer de pássaros no sangue. 

É subitamente um grito, 
um grito apertado nos dentes, 
galope de cavalos num horizonte 
onde o mar é diurno e sem palavras. 

Falei de tudo quanto amei. 
De coisas que te dou 
para que tu as ames comigo: 
a juventude, o vento e as areias. 

Eugénio de Andrade

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Notícias Soltas

*Catarina Martins: "Uma República das bananas é que faz contratos à medida dos interesses económicos"


*Hugo Soares acusa Costa de fazer "um flick flack à retaguarda"




*Banco de Portugal pondera dificultar acesso a crédito para compra de casa


*8 restaurantes portugueses entre os melhores do mundo


*Londres evita plano suicida para matar Theresa May em Downing Street


*Jerusalém: Manifestantes em Gaza queimam fotos de Trump e bandeiras dos EUA

Assim Acontece ...

Mário Centeno será um “rato que não ruge“, enquanto presidente do Eurogrupo, acredita o jornal alemão Handelsblatt, que acrescenta que bem mais importante do que a eleição de Centeno, para o futuro do euro, é saber quem será o próximo ministro das Finanças da Alemanha. “Dijsselbloem nunca teve qualquer voz decisiva no Eurogrupo, nem Centeno irá ter. Nos últimos anos, sempre foi o ex-ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, a definir aquilo que os ministros do Eurogrupo decidiam”.


Steingart lembra que um académico que não conseguiu a nomeação para liderar o centro de estudos do Banco de Portugal “por não ter as qualificações necessárias” — um caso que ainda hoje será uma pedra no sapato na relação entre Mário Centeno e Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal — vai, agora, liderar a coordenação de políticas económicas e resgates públicos multi-milionários.
A verdade, contudo, escreve o Handelsblatt, é que Centeno irá liderar muito pouco. O holandês Jeroen Dijsselbloem, que liderou o Eurogrupo nos últimos anos, era ministro de um governo trabalhista, de centro-esquerda, mas isso não o impediu de assumir como suas as opiniões de Schäuble em temas quentes como o resgate à Grécia. Mas voltou a ser nomeado um ministro de um país pequeno, como é regra e porque “permite que não seja tão óbvio que são, na realidade, os países maiores a mandar nas políticas”.
Fonte: OBSR

O Essencial ...

O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração.

O Pequeno Príncipe

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Notícias Soltas

*Fotos. Há dois portugueses favoritos no maior concurso de fotografia da Sony








Incongruências Ou 'Os Ditos Por Não Ditos'

António Costa foi muito crítico da Europa "neoliberal", e do "vírus" da crença nos mercados. Mário Centeno agora lidera o grupo que zela pela ortodoxia, cuja política central ele disse ser "míope". 

(leiam aqui e recordem os ditos por não ditos) 

Mistério


Fantasmas sem lugar, que a minha mente 
Figura no visível, sombras minhas 
Do diálogo comigo. 


Não, não vos disse ... A essência inatingível 
Da profusão das coisas, a substância, 
Furta-se até a si mesma.  Se entendesses 
Neste ou naquele modo o que vos disse, 
Não o entendesses, que lhe falta o modo 
Por que se entenda. 

Fernando Pessoa