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domingo, 15 de abril de 2018

Assim Acontece

Os reflexos condicionados que fazem que se julgue a corrupção com dois pesos. Se for da direita, da banca, das grandes famílias, das empresas e dos patrões, é excelente ou inexistente para a direita, mas péssima e condenável para a esquerda. Mas se for da esquerda, dos socialistas, dos comunistas e aparentados, ou não existe ou tem perdão por ser popular, mas péssima e pecaminosa para a direita. Ambas, esquerda e direita, consideram que a única corrupção com direito à existência é a sua própria. Ambas só têm olhos para a corrupção da outra.

Diz-se hoje que a corrupção é de classe e o terrorismo é político. Ora, cada vez mais se percebe que não têm cor nem ideologia, que a esquerda é tão corrupta quanto a direita, que a esquerda recorre tanto ao terrorismo quanto a direita. O terrorismo e a corrupção já não têm ideologia, nem classe, nem política, nem filosofia, nem desculpa! São os ódios do tempo presente. São os inimigos das liberdades e dos direitos dos cidadãos.

(excertos do artigo de António Barreto, hoje no DN)

A Culpa ...

«A culpa não está no sentimento, mas no consentimento.»

sábado, 14 de abril de 2018

Notícias Soltas

*Centeno ignora apelos sobre o défice e já faz promessas para a próxima legislatura

*Isto já é uma guerra? Sim, mas ainda não

*Marcelo prepara encontro com Donald Trump

*Síria: China diz que ataque viola carta da ONU e dificulta solução para a guerra 

*Atividade sísmica aumentou na Crista Média Atlântica

EUA, Reino Unido E França Bombardeiam A Síria

Os EUA, o Reino Unido e a França fizeram um ataque à Síria numa ação militar conjunta para punir o regime de Bashar al-Assad depois do ataque de Douma, em que terão sido usadas armas químicas. Esse ataque, há uma semana, deixou pelo menos 75 mortos e fez mais de 500 feridos, muitos deles crianças. O bombardeamento da madrugada deste sábado durou apenas uma hora e visou três alvos precisos, segundo o Pentágono e o ministério da Defesa britânico. As justificações dos três líderes são semelhantes: Trump falou em “crimes de um monstro”, May numa situação de “puro horror” e Macron na “ultrapassagem de uma linha vermelha”.
James Mattis, secretário de Defesa dos EUA, afirmou que os bombardeamentos foram um “acto único”, com o objetivo de dissuadir Assad de voltar a usar armas químicas. Mas avisa que se no futuro o líder sírio recorrer outra vez a armas químicas, será alvo de mais operações militares.(continuar a ler)


Portugal "compreende as razões" do ataque lançado pelos "amigos"
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) refere ter-se tratado de "uma operação militar circunscrita, cujo objetivo foi infligir danos à estrutura de produção e distribuição de armas que são estritamente proibidas pelo direito internacional".
"Portugal compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar. O regime sírio deve assumir plenamente as suas responsabilidades. É inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar", adianta o comunicado, sublinhando a "necessidade de evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região".

Fala Também Tu



Fala também tu, 
fala em último lugar, 
diz a tua sentença. 

Fala — 
Mas não separes o Não do Sim. 
Dá à tua sentença igualmente o sentido: 
dá-lhe a sombra. 

Dá-lhe sombra bastante, 
dá-lhe tanta 
quanta exista à tua volta repartida entre 
a meia-noite e o meio-dia e a meia-noite. 

Olha em redor: 
como tudo revive à tua volta! — 
Pela morte! Revive! 
Fala verdade quem diz sombra. 

Mas agora reduz o lugar onde te encontras: 
Para onde agora, oh despido de sombra, para onde? 


Sobe. Tacteia no ar. 
Tornas-te cada vez mais delgado, irreconhecível, subtil! 
Mais subtil: um fio, 
por onde a estrela quer descer: 
para em baixo nadar, em baixo, 
onde pode ver-se a cintilar: na ondulação 
das palavras errantes. 

Paul Celan


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Notícias Soltas (act.)





Assim Acontece

PCP e Verdes alinharam em novembro de 2015 com uma estratégia bem definida e traçada por Mário Centeno - a prioridade seria, como foi, o cumprimento dos compromissos europeus e o que sobrasse iria, como foi, para a reposição de rendimentos e não para a retoma sem travões do investimento público ou para a requalificação dos serviços públicos. Que isso seja agora motivo de ameaças mais ou menos veladas à estabilidade governativa é apenas sinal de que abriu a temporada da contestação e da luta pelas migalhas orçamentais que vão alimentando a lealdade da esquerda ao governo socialista. A época fecha a 15 de outubro e aposto que sem sobressaltos de maior.

Dito isto, o valor de que se tem falado - 0,4% do PIB, diferença entre os 1,1% de défice inscritos no OE em outubro e os 0,7% previstos no Programa de Estabilidade, cerca de 800 milhões de euros - daria para umas quantas unidades de pediatria no São João ou para recuperar um número significativo de escolas. A questão é saber se um país ainda com perto de 120% do PIB em dívida pública pode dar-se ao luxo de não a tentar abater sempre que puder. Só em juros, estes 800 milhões custam, mais cêntimo menos cêntimo, 24 milhões/ano e, já agora, dois milhões a cada mês.

Paulo Tavares, DN

Livros ...


“O livro é a grande memória dos séculos …  se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem.” 

Borges 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Notícias Soltas (act.)

Esta É A Frase

Em termos semânticos, estamos a assistir a algum déjà-vu. Não é o diabo, mas parece. Os membros infelizes desta família disfuncional são Bloco e PCP. Percebem a autossuficiência do governo que ajudaram a construir. Não podem quebrar, têm um caminho estreito até às legislativas de 2019. Se provocassem uma crise já, o risco de uma maioria absoluta do PS era enorme.

Ana Sá Lopes, Ji