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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Notícias Soltas (act.)

O Infantilismo Está A Tornar-se Norma Entre Os Adultos?

Etapas da vida

Mudanças no modo e no ritmo de vida estão exigindo uma reconstrução da visão tradicional que tem sobre a divisão da vida humana em períodos segundo a idade.
Segundo as pesquisadoras, aqueles que atingem a idade que os define como adultos estão preservando sinais de infantilismo. E, defendem elas, esse infantilismo está a tornar-se uma norma, não uma exceção.

O que é ser criança e o que é ser adulto

De um ponto de vista psicológico, a idade adulta implica autorregulação, maturidade emocional (racionalidade, autocontrole, falta de impulsividade etc.), responsabilidade, capacidade de autorreflexão e necessidade de trabalhar e ter relações estáveis, com os adultos lutando pelo sucesso em suas profissões e na vida familiar.
Alguns psicólogos enfatizam a importância do impulso de afiliação e realização: É importante que uma pessoa defina sua posição civil e social, seu estilo de vida etc.
De acordo com Sabelnikova e Khmeleva, a personalidade infantil, ao contrário, é caracterizada por sentimentos imaturos (reações "infantis", falta de força de vontade, falta de confiança), locus externo de controle (outras pessoas são culpadas), autoconceito inflado, baixas demandas sobre si mesmo (acompanhadas de altas demandas à sociedade) e egocentrismo.
"Uma pessoa infantil procura escapar da necessidade de avaliar adequadamente a realidade social objetiva," escrevem as duas pesquisadoras em seu artigo publicado na revista Education & Society.
Em outras palavras, a maturidade está associada ao domínio bem-sucedido de papéis sociais chave: profissional, conjugal e parental.

Fatores de infantilidade

Ocorre que um número cada vez maior de pessoas está a atrasar essas escolhas típicas da maturidade e valorizando-as de forma diferente. 
Muitos especialistas defendem que retardar a vida adulta é uma resposta a uma nova realidade: Tudo está mudando, do conjunto de competências e empregos (alguns deles estão desaparecendo enquanto outros estão surgindo ou evoluindo) até os relacionamentos.
Novas maneiras de viver foram descobertas, modelos alternativos da idade adulta evoluíram, o curso de vida das pessoas tornou-se menos previsível. Por exemplo, as pessoas obtêm um diploma, trabalham, mas depois voltam novamente a estudar e mudam de profissão. Elas podem deixar a casa dos seus pais, mas depois voltam e prolongam sua "infância".
Mas isso frequentemente tem efeitos colaterais sérios, como uma gama de oportunidades de vida ampla demais, o que se torna desorientador e dificulta novas escolhas, fazendo com que a pessoa nunca se defina e nunca escolha um caminho: ela se torna infantilizada, defendem as pesquisadoras.

Legitimação do infantilismo

Alguns psicólogos e sociólogos argumentam que a idade adulta não é mais um valor incondicional. "A imagem contraditória do futuro ... assusta um jovem e encoraja-o a permanecer na infância, onde não havia problemas e a vida era estável e segura," escrevem Sabelnikova e Khmeleva. Neste caso, ressaltam, o infantilismo é quase uma escolha consciente.
As duas pesquisadoras acreditam, no entanto, que o infantilismo não deve ser julgado. Até certo ponto, ele pode ser considerado um sinal da diversidade temporal no desenvolvimento pessoal. O famoso psicólogo Lev Vygotsky escreveu sobre processos similares há quase um século.
"O caminho da personalidade para a maturidade não é homogéneo por tipo," defendem Sabelnikov e Khmeleva. Devido à diversidade do tempo, nas pessoas infantis a área emocional e de força de vontade "fica aquém das taxas gerais de desenvolvimento, e a inteligência e a cognição se desenvolvem mais rápido do que a média nesse período."
A "legitimação" do infantilismo também pode estar relacionada à sua avaliação como mecanismo protetor, uma maneira de superar as dificuldades da vida. Nancy McWilliams, uma psicanalista dos EUA, já enfatizou que o termo "personalidade infantil" está desaparecendo da lista oficial de condições clínicas, o que parece se alinhar com os argumentos das duas pesquisadores - em termos modernos, a personalidade infantilizada seria apenas um caminho de vida alternativo.

Fonte: DS

O Tempo Cura ...

«Aprendi que o tempo cura, que mágoa passa, que decepção não mata, que hoje é reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem e que os falsos, graças a Deus, vão embora. Compreendi que as palavras tem força, que o olhar não mente e que viver é aprender com os erros. Aprendi que tudo depende da vontade, que o melhor é ser nós mesmos e que o segredo da vida, é viver!» 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Notícias Soltas

*Uma espécie de mediador entre máquinas e humanos? Sim, é uma das profissões do futuro em Portugal

Alfama Volta A Vencer

A marcha de Alfama venceu outra vez as Marchas Populares de Lisboa. O segundo lugar foi atribuído à marcha do Bairro Alto e o terceiro à marcha da Madragoa.

A marcha vencedora deste ano, que repete o feito pela terceira vez consecutiva, partilhou a vitória nas categorias de melhor figurino com o Bairro Alto e Carnide, e a de melhor letra com Madragoa. Alcântara venceu na categoria de cenografia e as marchas do Bairro Alto e da Madragoa venceram na categoria de desfile da avenida, anunciou a EGEAC. A 86.ª edição das Marchas Populares de Lisboa contou com a participação de 23 marchas: São Vicente, Alfama, Olivais, Marvila, Ajuda, Lumiar, São Domingos de Benfica, Alcântara, Benfica, Belém, Boavista, Madragoa, Mouraria, Bica, Graça, Bela-Flor Campolide, Carnide, Castelo, Penha de França, Campo de Ourique, Alto do Pina, Bairro Alto e Santa Engrácia. Este ano, a iniciativa conta com a marcha convidada de Vila da Lousã.

Quadras Soltas ...


Os olhos são indiscretos; 
Revelam tudo que sentem, 
Podem mentir os teus lábios, 
Os olhos, esses, não mentem. 

Quando o teu olhar infindo 
Poisa no meu, quase a medo,
Temo que alguém advinhe 
O nosso casto segredo. 

Com tanta contradição, 
O que é que a tua alma sente? 
És alegre como a aurora, 
E triste como um poente... 

Florbela Espanca

terça-feira, 12 de junho de 2018

Notícias Soltas

*Trump e Kim Jong-un acordam desnuclearização total da península da Coreia e manutenção de regime estável e pacífico - como aconteceu

Não É Óbvio, Mas A Coreia Do Norte Pode Ser A Melhor Coisa Para As Relações Entre Os EU E A China - Argumentos

Não é óbvio, mas a Coreia do Norte pode ser a melhor coisa para as relações entre os Estados Unidos e a China desde o colapso da União Soviética. Quer esse potencial seja ou não aproveitado, a sua existência não é difícil de entender.

A relação sino-americana contemporânea nasceu há quase meio século assente na preocupação partilhada sobre a ameaça que a União Soviética representava para os dois países. Era um caso clássico do velho ditado: "O inimigo do meu inimigo meu amigo é."

Essa relação poderia sobreviver a quase tudo, exceto ao desaparecimento do inimigo comum. E, claro, foi precisamente isso que aconteceu com o fim da Guerra Fria em 1989 e o fim da URSS no início de 1992.

No entanto, a relação EUA-China mostrou uma resistência surpreendente, encontrando uma nova lógica: a interdependência económica. Os americanos ficaram felizes por comprar grandes quantidades de produtos industriais chineses relativamente baratos, cuja procura proporcionou empregos para as dezenas de milhões de chineses que se mudaram de zonas agrícolas pobres para cidades novas ou em rápida expansão.

 Richard N. Hass, DN , explica-lhe porque a Coreia do Norte pode ser a melhor coisa para a relação EU e China .