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segunda-feira, 23 de julho de 2018
Esta É A Frase
À pastora Catarina, do Bloco, não lhe cai a cara de vergonha quando comenta o SNS, ao qual tem servido de muito dispor de mais dinheiro cativado. O PC avisa que "não se deixa comer" quando, desde os finais de 2015, mal se pode sentar com tantas blandícias proporcionadas ao Governo e ao PS. Rio, evidentemente, não existe a não ser para avisar que vai "reformar" isto em consensos fofos. Trump, a Europa ou o Mundo, de uma forma geral, não cabem na nossa alegre casinha. Não por acaso, e precisamente por confiarem mais nas festanças que no Estado, alguns automobilistas fizeram inversão de marcha na A12, no sábado, quando lhes cheirou a fumo, fogo e desleixo. Lembraram-se de Pedrógão, vá lá. Marcelo bem pode arrastar o corpo diplomático para concertos e croquetes no interior. Dificilmente arrastará mais alguma coisa ou alguém.João Gonçalves, JN
Mais 700 Milhões De Euros Para Um SNS Que Piorou
“A Saúde é um tema muito sensível e que tem de ser discutido com enorme clareza, porque os interesses envolvidos são muito grandes. É factual que a despesa orçamentada na Saúde em 2018 é 700 milhões de euros superior à de 2015. E corremos o risco de, como em 2016 e 2017, a despesa realizada vir a ser superior à orçamentada. É muito dinheiro, é um crescimento entre 8% e 9% do orçamento da Saúde em três anos”.
Mário Centeno.
A população diminui, o orçamento na Saúde aumenta, os hospitais prestam piores serviços, falta pessoal especializado, falta material e por aí fora. Só pode haver uma explicação - Falta de planificação e objectividade, descoordenação, ineficácia, falta de visão e impreparação deste Governo de geringonças.
Nota: definição de geringonça - construção pouco sólida e que se escangalha facilmente.
Balada De Sempre
Espero a tua vinda
a tua vinda,
a tua vinda,
em dia de lua cheia.
Debruço-me sobre a noite
Debruço-me sobre a noite
a ver a lua a crescer, a crescer...
Espero o momento da chegada
Espero o momento da chegada
com os cansaços e os ardores de todas as chegadas...
Rasgarás nuvens de ruas densas,
Rasgarás nuvens de ruas densas,
Alagarás vielas de bêbados transformadores.
Saltarás ribeiros, mares, relevos...
- A tua alma não morre
aos medos e às sombras!-
Mas...,
Mas...,
Enquanto deixo a janela aberta
para entrares,
o mar,
aí além,
sempre duvidoso,
desenha interrogações na areia molhada...
Fernando Namora
domingo, 22 de julho de 2018
Os Partidos E A Falta De Vergonha
(...) Vocês estão doentes, cada vez mais doentes. Podem ter a tentação de ignorá-lo, de meter a cabeça na areia e fingir que não reparam, que não percebem os sintomas. Ou, pior do que isso, podem até ter essa consciência – que têm, porque burros ou distraídos é coisa que não são – mas esperar que poucos reparem ou valorizem a vossa moléstia.
A vossa doença, profunda e a requerer tratamento urgente e de choque, está na cultura que foram desenvolvendo e aprofundando ao longo dos anos, ao ponto de se confundir já com o vosso ADN. Só por si isto não seria de uma gravidade extrema. Os partidos, tal como as pessoas, as empresas ou outras organizações, nascem e morrem, reinventam-se, reformam-se. A seguir a uns outros virão, com outras virtudes e defeitos. Isso já aconteceu e vai continuar a acontecer no país, podendo até ser visto como sinal de vitalidade do sistema.
Da mesma forma que são fundamentais para a democracia, são igualmente determinantes para a qualidade e a saúde da democracia. Portanto, a vossa doença é a doença da democracia. A vossa cultura contamina, para o bem e para o mal, a cultura democrática. Por isso, o serviço que prestam ao país está inquinado, está podre, fede cada vez mais e está a tornar-se insuportável.
Vocês habituaram-se a viver na total impunidade numa parte importante da vossa vida. De tal forma que parece que já não sabem viver de outra forma.
Colocam-se com frequência acima dos cidadãos. Para estes, regras cada vez mais apertadas, penalizações cada vez mais duras, sistemas informáticos cegos, brigadas de fiscais para tudo e mais um par de botas. Para vocês, o laxismo, os esquecimentos cirúrgicos, as mudanças frequentes de lei para amnistiar a violação das anteriores, a falta de meios de controle e fiscalização que esconde, afinal, a falta de vontade.
Vocês sabem o mal que fazem. Por isso, apesar de estarem sempre dispostos a fazer declarações públicas sobre tudo e mais alguma coisa, é sintomático quando se remetem ao silêncio em matérias que vos envolvem. Se é por cobardia é muito mau. Ao menos que seja por vergonha.
Foi o que aconteceu esta semana, em que ficámos a saber que o Tribunal Constitucional deixou prescrever multas que deviam ao Estado relacionadas com irregularidades na campanha eleitoral de 2009. Em causa estão 400 mil euros, que deveriam ter sido pagos por 12 partidos e 24 dirigentes.(...)
O problema, o grande problema, é que vocês são, até certo ponto, o regime. São vocês que o definem em grande parte, que o moldam, que estabelecem as suas regras, que ditam o que é permitido e o que é proibido, que distinguem o bem do mal e o impõem à sociedade.
São vocês que ditam as leis, estabelecem as regras e criam mecanismos para viverem na ilegalidade impune quando bem entendem. São cúmplices uns dos outros nas trapalhadas financeiras, sentem-se de uma casta superior que não tem que prestar contas ao povo, mudam as leis que bem entendem para ter mais financiamento público e nomeiam os juízes que deixam prescrever as vossas ilegalidades.
Se ainda assim as coisas vos correm mal, só pode ser porque a incompetência consegue ser muito superior à vossa já enorme falta de vergonha. Em qualquer actividade, já tinham desaparecido. Só sobrevivem porque vivem em cartel, numa actividade cheia de barreiras à entrada de novos concorrentes que vocês mesmo levantaram. O Estado são vocês, são os verdadeiros donos disto tudo.
Mas olhem que estas coisas não duram sempre. Cuidem de vocês. Ganhem vergonha e mudem de vida antes que o povo que vos suporta vos obrigue a mudar.
( Excertos do artigo de Paulo Ferreira, hoje no ECO)
A Vitamina A Garante Um Suporte Imunológico Contra A Tuberculose
Suporte imunológico
A vitamina A garante um suporte imunológico pulmonar contra a tuberculose.
Esta é a primeira vez que se descreve um mecanismo por meio do qual a vitamina A pode ser usada como uma opção terapêutica contra esta doença.
A deficiência de vitamina A está associada a um aumento de 10 vezes no risco de desenvolver tuberculose e é comum em pacientes com a doença. Mas o mecanismo pelo qual a vitamina A protege os pulmões das pessoas contra a infecção ainda era desconhecido.
A tuberculose é principal doença infecciosa do mundo, e a tuberculose resistente a múltiplas drogas - que não responde aos antibióticos comuns - é uma grande ameaça à saúde global. A doença matou 1,7 milhão de pessoas em 2016 e é considerada a principal causa de morte relacionada à infecção em todo o mundo.
Diferentemente do caso dos antibióticos, a resistência à tuberculose não deve se desenvolver contra a vitamina A.
Uma equipe de pesquisadores do Trinity College de Dublin (Irlanda) descobriu agora como a vitamina A gera a imunidade pulmonar contra a tuberculose.O
A vitamina A sustenta as funções de reciclagem e eliminação de resíduos do sistema imunológico humano, um processo chamado autofagia.
Os glóbulos brancos - chamados macrófagos - no pulmão humano mostraram-se mais eficazes no controle da bactéria da tuberculose quando tinham o suporte de um volume adequado de vitamina A. Isso, por sua vez, permite uma melhor depuração das bactérias causadoras da doença.
Conhecendo este mecanismo, a equipe pretende agora desenvolver um tratamento mais direcionado para o pulmão, aumentando a resposta imunológica do paciente.
"O nosso próximo passo será traduzir a pesquisa da bancada do laboratório para a beira do leito. Se isso funcionar, planejamos adicionar vitamina A às terapias medicamentosas existentes para melhorar o resultado para nossos pacientes," disse a Dra Sharee Basdeo, coordenadora do estudo, que foi publicado no American Journal of Respiratory Cell and Molecular Biology.
sábado, 21 de julho de 2018
Esta É A Frase
Para quem ainda tivesse dúvidas, a decisão de repor a 1 de Julho o horário das 35 horas para a parte restante dos trabalhadores do sector e o impacto devastador que isso teve na prestação dos cuidados aos doentes mostram claramente o desinteresse de todos os envolvidos no sistema público, a começar pelo governo, pela saúde dos portugueses. A prioridade não é médica, não é terapêutica, não é sequer humanitária. É laboral. Aquilo que realmente interessa é evitar os terríveis danos que os trabalhadores sofrem, ao trabalhar a oitava hora diária, cinco dias por semana. Isso é que é grave, mesmo que se fechem serviços, desocupem camas, adiem tratamentos. Mesmo que se gerem terríveis danos aos pacientes.João César das Neves, DN
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