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sábado, 4 de agosto de 2018

Notícias Soltas


Há Um Choque Evidente Entre Mário Centeno E António Costa

Ao dar ordens a Tiago Brandão Rodrigues para voltar ao diálogo com os professores, Costa dera um sinal de recuo.Ao dizer o que disse ao Público, Mário Centeno mostrou claramente que não está disponível para recuar.
Vamos ver como evolui este braço-de-ferro.
Para já, em teoria, três casos se podem dar:  
1. António Costa arranja uma maneira de substituir o ministro das Finanças; 
2. António Costa cede;
3. Mário Centeno volta atrás;
A última hipótese parece-me inverosímil: por razões internas e externas, o ministro das Finanças não vai recuar nesta matéria. 
A primeira hipótese – a substituição de Centeno nesta altura – também me parece implausível.
Assim, julgo que António Costa – embora contrariado – irá fazer um número que já fez noutras ocasiões: alhear-se do problema, fingir que não é nada com ele, mostrar que a decisão não foi sua.
É assim que Costa age nos momentos difíceis: quando é para dar boas notícias (como aconteceu no caso das companhias de teatro), chama o assunto a si; quando é para dar notícias más, ou assumir responsabilidades, deixa o odioso para os outros (como sucedeu com o próprio Centeno no imbróglio da CGD, ou com Constança Urbano de Sousa no caso dos incêndios).
Neste tema das carreiras, Mário Centeno vai ficar como o mau da fita.
António Costa chegará às eleições como se não tivesse nada que ver com o assunto – e até poderá fazer elogios à classe dos professores, louvar a sua dedicação e falar da importância do seu contributo para o progresso do país.
E – já agora – fazer promessas de aumentos para a próxima legislatura, tentando segurar o seu voto. 
E depois logo se vê. (ler artigo completo)

Um Clarão De Mistério

Vislumbrei um clarão no mistério da sua presença ...
... Quando o mistério é muito impressionante, a gente não ousa desobedecer ...

Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Notícias Soltas (act.)

*Ministro grego da Ordem Pública demite-se na sequência dos incêndios de julho

*Pais da casa dos horrores apenas saberão se vão a julgamento no final do mês de agosto




Colapso Da Civilização Maia: Seca Extrema E Prolongada Acabou Por Ditar O Seu Fim

Cientistas quantificaram pela primeira vez o fenómeno. Entre os anos 800 e 1000 d.C. houve entre 41% e 70% menos chuva na região. As alterações climáticas abruptas podem mesmo pôr termo a uma civilização.

Sabe-se que um período prolongado de secas extremas contribuiu decisivamente para que a lendária e ainda muito misteriosa civilização maia se desintegrasse completamente há cerca de um milénio. Mas um grupo internacional de cientistas deu agora um importante passo para aprofundar esse conhecimento, ao conseguir pela primeira vez quantificar a dimensão dessas secas devastadoras.

No estudo que publicam nesta quinta-feira na revista Science, os autores mostram que durante aquele curto período de 200 anos houve fases de quebras anuais entre 41% e 54%, que chegaram a défices de 70% no pico da crise da seca, enquanto o teor da humidade no ar chegou a ter valores inferiores entre 2% e 7% em relação ao clima atual. A seca extrema e prolongada acabou por ditar o abandono da região pelas populações, a que se seguiu o declínio e a falência das estruturas sociais que sustentavam o modo de vida da civilização maia.
"O papel das alterações climáticas no colapso da civilização maia tem sido de alguma forma controverso, em parte porque os estudos anteriores só tinham permitido reconstruções qualitativas do clima da época", explica Nick Evans, investigador da universidade britânica de Cambridge e o principal autor da investigação. "O nosso estudo representa um avanço substancial, porque pela primeira vez conseguimos fazer estimativas robustas da precipitação e dos níveis de humidade [atmosférica] durante esse período", sublinha.
O estudo acaba por demonstrar também como as alterações climáticas, produzindo um impacto profundo no equilíbrio das estruturas e das atividades de uma sociedade, podem contribuir para o seu fim.

Noite De Verão ...

Imagrm de Pascal Campion
O verão está instalado. Instalado, no meu coração ...

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Notícias Soltas



*Europa: 12% dos migrantes são trabalhadores independentes



O Bloco Que Conhecemos Já Era ...


... [Ou será que só agora estão a mostrar o que sempre foram?]
Durante anos, a ação do Bloco de Esquerda caracterizou-se por uma extrema acutilância na intervenção política e pela concretização de propostas para determinados nichos eleitorais, sempre sob os auspícios de uma pretensa autoridade moral das suas convicções. A cada situação, o Bloco verbalizava um implacável veredito, sem margem para explicações ou desculpas. A sua pretensa autoridade moral conferia-lhe supostas prerrogativas de realização de julgamentos sumários sobre a ação de protagonistas políticos, as iniciativas políticas ou os casos mediatizados. Sem esperar por mais informações ou por explicações, o Bloco tinha dedo rápido no gatilho. Disparava pronto.
O problema é que, no plano político e no plano individual, o Bloco de Esquerda deixou de ser mais rápido do que a sua própria sombra. O Bloco, como o conhecemos, já não mora aqui. (continuar a ler)

O Efeito Da Verdadeira Maturidade

A alternância de amor e ódio caracteriza, durante muito tempo, a condição íntima de uma pessoa que quer ser livre no seu juízo acerca da vida; ela não esquece e guarda rancor às coisas por tudo, pelo bom e pelo mau. Por fim, quando, à força de anotar as suas experiências, todo o quadro da sua alma estiver completamente escrito, já não desprezará nem odiará a existência, mas tão-pouco a amará, antes permanecerá por cima dela, ora com o olhar da alegria, ora com o da tristeza, e, tal como a Natureza, a sua disposição ora será estival, ora outunal. 

Friedrich W. Nietzsche