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segunda-feira, 22 de abril de 2019
Dia Da Terra: Hoje Sabemos Algo Muito Claro - Ou Mudamos Radicalmente ,Ou Podemos Sofrer Um Ponto De Não retorno
Agora, o paradigma parece começar a sofrer alguns abalos. Lentamente, traça-se o caminho para descarbonizar e mudar o rumo da catástrofe ambiental. Mas estes são planos que deveriam ter sido feitos quando a semente plantada era ainda um pequeno rebento e a crise climática tinha ainda muita margem de manobra. Hoje, a semente lançada pelo primeiro Dia da Terra, há 50 anos, é já uma árvore corpulenta de respeitados movimentos ambientalistas. E sabemos algo de muito claro: ou mudamos radicalmente agora, ou sofreremos um ponto de não retorno daqui a 12 anos.
Fonte:Matilde Alvim, Público
domingo, 21 de abril de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
Passageiros da Mafrense receiam falta de autocarros
Jornal Económico teve melhor desempenho de sempre no primeiro trimestre de 2019
Comediante ganha as eleições na Ucrânia
Fórum: a banca à medida dos clientes
Rachida Dati: Ex-ministra quer tornar Paris de direita outra vez
Já pode conhecer o Museu da Água sem sair de casa
sábado, 20 de abril de 2019
Estabilidade: Uma Amêndoa Amarga
O governo entende que não há folga para que o investimento possa ser maior, mas tal é uma consequência do Estado não se ter reestruturado, mantendo uma despesa pública rígida e fazendo que a consolidação orçamental seja muito à custa da penalização do investimento e do aumento da carga fiscal – agora revista em alta face ao anterior Programa de Estabilidade – penalizando a competitividade da economia.Paulo Nunes de Almeida, dinheiro vivo
Nas escolhas que fazemos temos de ser criteriosos. O governo entende que não há folga para que o investimento possa ser maior, mas tal é uma consequência do Estado não se ter reestruturado, mantendo uma despesa pública rígida e fazendo que a consolidação orçamental seja muito à custa da penalização do investimento e do aumento da carga fiscal – agora revista em alta face ao anterior Programa de Estabilidade – penalizando a competitividade da economia.
Quando colocamos metas de défice e dívida, que são desejáveis, mas simultaneamente temos despesa pública rígida, sobra muito pouco para políticas que verdadeiramente estimulem uma trajetória de crescimento sustentável.
sexta-feira, 19 de abril de 2019
O Inverno Demográfico Que Se Adivinha
Precisamos urgentemente de ser um país atrativo para o capital estrangeiro para suavizar a catástrofe do Inverno demográfico que se avizinha.
É comum os idosos começarem a precisar de cuidados mais permanentes a partir do 75-80 anos. Aqueles que hoje precisam desses cuidados tiveram, em média, 3-4 filhos. Isso permite uma divisão de responsabilidades equilibrada. Por outro lado, permite que a economia tenha uma população activa suficientemente elevada para criar a riqueza necessária para sustentar aqueles que não podem trabalhar. Apesar das tragédias humanas que se repetem pelo país, este não é um mau momento para ser idoso a precisar de cuidados.
O pior virá quando a geração dos atuais cuidadores um dia tiver que ser cuidada. Ao contrário dos seus pais, eles já só tiveram 1-2 filhos. Quando for a vez desses filhos prestarem cuidados, muitos partilharão a responsabilidade com apenas mais um irmão ou podem mesmo não ter ninguém com quem a partilhar.
O gráfico é elucidativo. A vermelho podem ver as pessoas que hoje potencialmente precisam de cuidados. A amarelo a faixa etária dos seus filhos, normalmente responsáveis diretos ou indiretos por esses cuidados. A área a amarelo, dos atuais cuidadores, é relativamente grande comparada com a área a vermelho. Ou seja, há muitos mais potenciais cuidadores do que pessoas a precisar de cuidados. Mas olhemos agora para a área a verde (os filhos dos atuais cuidadores). Essa área é substancialmente inferior à área a amarelo. Quando as pessoas na faixa etária dos que agora são cuidadores precisarem elas mesmas de cuidados, haverá muito menos cuidadores disponíveis do que há hoje.
Excertos do artigo de Carlos Guimarâes Pinto, ECO
É comum os idosos começarem a precisar de cuidados mais permanentes a partir do 75-80 anos. Aqueles que hoje precisam desses cuidados tiveram, em média, 3-4 filhos. Isso permite uma divisão de responsabilidades equilibrada. Por outro lado, permite que a economia tenha uma população activa suficientemente elevada para criar a riqueza necessária para sustentar aqueles que não podem trabalhar. Apesar das tragédias humanas que se repetem pelo país, este não é um mau momento para ser idoso a precisar de cuidados.O pior virá quando a geração dos atuais cuidadores um dia tiver que ser cuidada. Ao contrário dos seus pais, eles já só tiveram 1-2 filhos. Quando for a vez desses filhos prestarem cuidados, muitos partilharão a responsabilidade com apenas mais um irmão ou podem mesmo não ter ninguém com quem a partilhar.
O gráfico é elucidativo. A vermelho podem ver as pessoas que hoje potencialmente precisam de cuidados. A amarelo a faixa etária dos seus filhos, normalmente responsáveis diretos ou indiretos por esses cuidados. A área a amarelo, dos atuais cuidadores, é relativamente grande comparada com a área a vermelho. Ou seja, há muitos mais potenciais cuidadores do que pessoas a precisar de cuidados. Mas olhemos agora para a área a verde (os filhos dos atuais cuidadores). Essa área é substancialmente inferior à área a amarelo. Quando as pessoas na faixa etária dos que agora são cuidadores precisarem elas mesmas de cuidados, haverá muito menos cuidadores disponíveis do que há hoje.
Excertos do artigo de Carlos Guimarâes Pinto, ECO
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