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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (178)

O PS não pretende alterar uma vírgula. O direito à habitação continuará submetido à lógica do mercado que o nega para uma grande fatia da população. Se nada se moverá no Parlamento, que a força dos protestos já convocados para 30 de setembro force ao menos o reconhecimento do óbvio: precisávamos mesmo de uma grande transformação nas políticas públicas e ela só acontecerá vencendo a cisma da maioria absoluta.  (José Soeiro, Expresso)

Não Se Acostume Com O Que Não O Faz Feliz


 "Não se acostume com o que não o faz feliz,
Revolte-se quando julgar necessário.

Alargue seu coração de esperanças,
Mas não deixe que ele se afogue nelas!

Se achar que precisa voltar, Volte!
Se perceber que precisa seguir, Siga!

Se estiver tudo errado, Comece Novamente!
Se estiver tudo certo, Continue!

Se sentir saudades, Mate-as!

Se perder um Amor, não se perca!
Se o achar, Segure-o ! "

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (177)

É um veto inconsequente [de Marcelo] a curto prazo mas é um veto político que a médio/longo prazo reforçará a posição do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. A maioria do PS bem pode aprovar novamente a mesma proposta do Programa “Mais Habitação” no Parlamento e forçar Marcelo a promulgar o pacote legislativo mas a força da razão irá impor-se até 2026 — ou antes     (Luís Rosa, OBSR)

Desde 2015 que o Governo de António Costa não consegue encontrar soluções para o drama social crescente nos mercados de compra e venda e de arrendamento habitacional. Durante esse longo período de oito anos, não há um só programa público que tenha conseguido alcançar os objetivos preconizados.

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (176)

Marcelo vê aqui [choque rápido na  habitação]"um exemplo de como um mau arranque de resposta a uma carência que o tempo tornou dramática, crucial e muito urgente pode marcá-la negativamente". Para bem ou para mal, os resultados deste pacote não serão imediatos. Veja-se o exemplo dos imóveis desafetados das Forças Armadas que há dois anos prometem 1379 fogos para habitação acessível e que ainda não deram casa a ninguém. Ainda estará longe o tal choque rápido na habitação para quem não encontra casa no mercado, para as famílias que gastam mais de 40% dos rendimentos com a renda da casa ou para aquelas a quem o valor da prestação duplicou, com a subida das taxas de juro. Pode existir discordância política, não se pode é adiar soluções urgentes e eficazes.                       (Bruno Contreiras Mateus, DN) 

Data


{à maneira de Eustache Deschamps)

Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação

Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo que mata quem o denuncia
Tempo de escravidão

Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rastro
Tempo de ameaça

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Notícias Ao Fim Da Tarde

Fique Atento E ...

1- O Governo e o PS querem dominar o mercado, a vontade de centenas de milhar de proprietários, de investidores, de inquilinos, como se fosse possível. Não será. Aliás, o Mais Habitação já teve o “mérito” de assustar o mercado, de criar incerteza, e isso levou a menos oferta, a preços mais elevados, a uma vida mais difícil para aqueles que o Governo e o PS dizem querer defender.

O Governo entrou, definitivamente, em modelo absolutista. Numa matéria crítica, a escassez de habitação a preços adequados para os rendimentos dos portugueses, o Governo vai insistir numa estratégia que não tem o apoio de ninguém (as abstenções do PAN e do Livre não contam), nem no Parlamento, nem em Belém, nem nas câmaras municipais, e mais importante, não tem o apoio dos que têm capacidade para investir, dos que têm imóveis para pôr no mercado. Os ataques ideológicos ao alojamento local, com um condicionamento imobiliário, as limitações às rendas e a bandeira do arrendamento coercivo são pontos que afastam quem é mais necessário. As outras medidas, como a simplificação, não chegam para compensar um intervencionismo do Estado e para criar condições de confiança de que vale a pena investir.

(António Gosta, ECO)

 2- O PS fala nas “contas certas” e aplica uma factura fiscal que transforma Portugal no país onde se paga mais impostos per-capita. (...) 

Os impostos são o grande mito da política nacional. Por preguiça ideológica e esgotamento políticos, não se olha o país como uma realidade complexa em que os impostos são o resultado da consistência da economia. Ninguém pensa como tornar economicamente próspero o país. Mas todos pensam como extrair rendimentos políticos de um país pobre que pratica salários ridículos. E sobre os salários ridículos cobram impostos para distribuir pobreza.

Associado à obsessão dos impostos surge uma outra questão acessória, exuberante, sombria, sensacionalista, minimizada pelo establishment, maximizada pelos excluídos do circuito institucional. Refiro-me obviamente à questão da corrupção. A primeira observação sobre a corrupção em Portugal é afirmar que Portugal não é um país corrupto. No entanto, as suspeitas voam por todos os lados na referência a um “país inorgânico” que foge à “moral fiscal” e que acumula estatuto e rendimentos.

Nas “trincheiras da corrupção” o Estado democrático é desafiado na sua omnipotente soberania. Primeiro, porque convive com uma “economia informal” que não paga impostos. Segundo, porque o Estado está quase sempre associado ao circuito secular da grande devassa dos recursos do próprio Estado. No fundo, o Estado é o grande “moralista fiscal” e o grande “imoralista fiscal”. Porque cobra a quem não deve cobrar e não cobra a quem deve cobrar. Neste ponto os “vícios da democracia” casam com “as velhas doenças de Portugal”. E nada a bem da nação.    (Carlos Marques de Almeida, ECO)