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segunda-feira, 15 de abril de 2024

A Frase (86)

Passos Coelho anda nas bocas do mundo. Por ter apresentado um livro em que nada escreveu e por defender ideias sobre as quais não se pronunciou. É destes pequenos acontecimentos que a comunicação social produz novelas que têm audiência. Naturalmente o protagonista não desconhece esta realidade e está a tirar partido dela. Depois de um longo retiro começaram as aparições esporádicas. Agora a frequência aumentou.    (António Moita, JNegócios)

Sentido de oportunidade - Vivemos hoje em Portugal uma acentuada bipolarização entre esquerda e direita. Há mesmo quem vá mais longe e diga que a direita se divide em dois blocos que não são conciliáveis.

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (85)

O director do Expresso foi um pouco infantil, como nas desculpas de criança apanhada com um erro grosseiro numa prova: “Ó Senhor Professor, a culpa é daquele menino, que me passou uma cábula errada.”
 (José Ribeiro e Castro, OBSR)

Estamos numa fase totalmente nova em Portugal: a liderança da oposição está na comunicação social. Sem imparcialidade, nem isenção, sem independência, nem objectividade, punhos levantados e trombetas sempre assestadas. (...)

O primeiro-ministro também não tinha o menor interesse em ludibriar. O Expresso, por exemplo, anuncia – como a generalidade da comunicação social – que o desenho técnico definitivo desta medida relativa ao IRS está a ser ultimado, para ser apresentado nesta semana. Então, o governo ia enganar, no debate, para se auto-desmascarar na semana seguinte?… Não faz sentido nenhum. Têm de inventar outra. (...)

Quem andou muito mal, além dos deputados de populismo encartado, foi Alexandra Leitão e a bancada do PS que lidera. Se há alguém que, pelo lado de lá, sabe tudo desta medida e do seu histórico parlamentar, são os socialistas. Foram o interlocutor do PSD e da AD neste específico debate político. Estão cansados de saber que não houve fraude, senão tê-la-iam logo suscitado. Tudo não passa de um aproveitamento sem razão de factos conhecidos. Porventura um jogo cruzado das “fontes”: “sim, sim, diz que foi embuste, que nós também dizemos”. Da líder parlamentar do PS espera-se mais estatura. (...)

Viver ...


“O tempo corre, o tempo é curto: preciso me apressar, mas ao mesmo tempo 
viver como se esta minha vida fosse eterna.”

(Clarice Lispector)

domingo, 14 de abril de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Estas São As Frases

I- (...) É essencial reconhecer a importância de uma Estratégia Nacional abrangente em todas as áreas críticas para o futuro de Portugal. A sua falta coloca-nos numa situação semelhante à dos planos de evacuação das embaixadas portuguesas: em momentos de crise, encontrarmo-nos dependentes de evacuações realizadas por Estados 'amigos' e não havendo lugar, corremos para a fronteira mais próxima.   

Por comparação, desde a década de 80, Espanha adotou uma Estratégia Nacional evidente. Utilizou os instrumentos e cargos disponíveis na União Europeia para maximizar o seu próprio benefício. (...)

O que realmente necessitamos é de uma Missão clara e de coordenação efetiva, que vá além de reuniões formais sem resultados concretos. (...) O Programa do Governo menciona os Serviços de Informações, aborda as Forças de Segurança e a Defesa Nacional. Refere diversas estratégias que são transpostas da UE, não aportando uma “Estratégia Nacional”. Fica aquém, mas tenho esperança. Pode ser que esta mensagem chegue a quem a entenda e reconheça a oportunidade. 

(António Brás Monteiro, DN)

II- O dinheiro não chega para tudo. Porque é preciso fazer escolhas. Estranhamente, no entanto, vivemos uma ilusória epopeia de possibilidades motivadas pelos excecionais superavits no Orçamento, como se eles apagassem a realidade, pura e crua: a colossal dívida pública de Portugal (perto de 100% do Produto Interno Bruto), num país coletivamente endividado nas famílias, empresas e Estado em mais de 800 mil milhões. (...)

 Perante isto, a questão sobre onde se arranjam os 10 mil milhões (iniciais) para se fazer Alcochete são consequência da leviandade socrática em que vivemos durante tantos meses. Porquê tanto investimento público quando existem alternativas privadas que, pura e simplesmente, evitam esta dose letal de endividamento? E aqui chegamos às escolhas de Luís Montenegro e ao novo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.  Não é preciso ser-se muito sagaz para se perceber que o PSD desconfia do colossal buraco de custos que é Alcochete.   (...)

A vida real limita opções. E uma conta salta aos olhos: o Governo de António Costa aplicou 3,2 mil milhões do PRR em 32 mil novas casas para habitação social. O diagnóstico do anterior Governo indicava que precisamos de 300 mil novas habitações. (...)

Chegou a hora de aterrar num princípio básico: antes de termos mais turismo, precisamos de casa para todos, num país a funcionar - inclusive para o turismo -, e sem arrasar ambientalmente o que nos resta. Lisboa tem limites.

(Daniel Deusdado, DN)

Primavera


 Em algum lugar, uma ursa preta acaba de despertar
e lança seu olhar montanha abaixo.

(Mary Oliver)

sábado, 13 de abril de 2024

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

Na política partidária, raramente nos dizem a verdade, a verdade é racional e frequentemente impopular, talvez por essa razão o Partido Socialista tenha sido rei e senhor em Portugal enquanto ludibriava os seus eleitores com “ofertas” generosas cheias de boas intenções. Exercícios de malabarismo, retirarem dinheiro do bolso do contribuinte através do aumento de impostos indirectos, enquanto mantinham impostos directos e alegar que não houve aumento de impostos. Por outro lado, subsídios e “bondade “,eram espalhados e promoviam a propaganda do Partido Socialista.  (...)

Na grande preferência temporal dos políticos não há em geral problema em tomar medidas que aumentem os gastos e a dívida sem considerar as consequências a longo prazo. Porquê? O problema é do próximo, e quando chegarmos ao próximo a culpa foi do anterior.

Em política partidária, todos jogam Xadrez, quem não joga, tende a ser expurgado pela pureza das suas intenções, torna-se particularmente verdade se olharmos para os políticos que admirámos e que decidiram sair deste meio. O que lhes aconteceu? Como foram tratados?

Na política partidária todos jogam xadrez, o objectivo? O xeque-mate. Os peões?

(Claudia Nunes, OBSR)

A Frase (84)

Será que os deputados têm tempo, sabedoria, capacidade e meios de ler e estudar 184 páginas de medidas? Não! Definitivamente, não. (António Barreto, Público)

Já sabíamos. Há muito que sabemos que a democracia portuguesa é antiparlamentar. O que acaba, aliás, por se reflectir na qualidade e no recrutamento da Assembleia da República. Com excepção de algumas formas jurídicas indispensáveis, a função política do Parlamento, o seu papel nas negociações e nas decisões, o seu valor como instituição de debate e esclarecimento e a sua ligação aos cidadãos são menores, por vezes ridículos e praticamente inúteis. As regras constitucionais e legais são tais que o debate sobre um novo governo e seu programa mais se parece com uma grande operação de fingimento. Já sabíamos isso tudo. Mas é sempre surpreendente.