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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (242)

 O passado apanhou-nos no presente. A fatura da inação e erros de política dos governos de António Costa estão aí na degradação dos serviços públicos.   (Helena Garrido, OBSR)

O que vivemos hoje é em grande parte determinado pelo nosso passado. Esta constatação óbvia permite percebermos a herança que nos deixou a governação do primeiro-ministro António Costa com a cumplicidade do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Os alertas que se fizeram na altura, sobre o caminho que estávamos a seguir de degradação dos serviços públicos, apenas pecaram por optimistas. Porque hoje vemos que foi muito pior do que poderíamos imaginar na imigração, na educação, na saúde, nos transportes públicos.

Luís Montenegro cometeu o erro de não perceber até que ponto se tinham degradado os serviços públicos, fazendo por isso promessas impossíveis de cumprir, como aconteceu no caso da Saúde. Vai ser preciso muita coragem política e sabedoria para inverter a tendência em que entrámos de degradação do Estado. Será provavelmente impossível sem um entendimento alargado entre os principais partidos, o que não nos deixa muito optimistas em matéria de expectativas, se considerarmos a dinâmica de insultos que se vive hoje no Parlamento. (...)

Na Educação, caso alguém tivesse olhado para além do curto prazo e do marketing político, ter-se-ia apercebido que, com as aposentações e a redução da procura dos cursos ligados ao ensino, iam faltar professores. Mas não se fez absolutamente nada, até a situação chegar ao que chegou hoje. Mas, claro, sempre com juras de absoluto amor e paixão pelo ensino público, enquanto se ia levando os filhos até à escola privada. Há aliás uma elevada correlação entre quem defende o ensino público (e o SNS) e usa exclusivamente os serviços privados, num paradoxo difícil de entender. (...)

O que temos de fazer agora é mais difícil e vai exigir de quem nos governa coragem e capacidade de execução, assim como apoio dos principais partidos. Não é tarefa fácil.   

Intervalo I

Eu só quero silêncio neste porto
Do mar vermelho, do mar morto

Perdida, baloiçar
No ritmo das águas cheias

Quero ficar sozinha neste espanto
Dum tempo que perdeu a sua forma

Quero ficar sozinha nesta tarde
Em que as árvores verdes me abandonam.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim da Tarde

A Frase (241)

Perdidas as referências tradicionais, os extremos crescem na redefinição das novas fronteiras políticas entre amigos e inimigos.     (Carlos Marques de Almeida, ECO)

A democracia portuguesa exibe as fissuras de um regime cansado. Com boa vontade, a ideia original e primeira de um Portugal democrático tem vindo a dissipar-se com o tempo de um meio século. Cartazes e insultos são o sintoma que as mudanças políticas importantes são um fenómeno profundo no panorama da aventura nacional. O Portugal democrático parece uma película de verniz aplicado à pressa sobre o velho Portugal autoritário. Com o tempo, o verniz escurece e revela no intervalo das fissuras o Portugal de sempre – O Portugal da ordem e do respeito, o país cinzento conciliado com o orgulho e a ignorância em nome de uma qualquer identidade nacional.

Se o pessoal político mudou em estabilidade desde a normalização democrática, as mudanças políticas parecem ter sido mínimas em função de uma nova mentalidade democrática. O que surge hoje à superfície da política contemporânea é uma aparente divergência entre o país político e o país real que tomaram destinos diferentes. O país político instalou-se numa configuração nacional que surge como a afirmação recorrente e histórica de uma superioridade natural própria de uma elite. O país de cima. O país real acomodou-se a uma configuração nacional que surge como a afirmação recorrente e histórica de uma inferioridade natural própria de um português normal. O país de baixo. O conflito aparece agora nesta fase de indefinição democrática e representa um facto decisivo e preocupante – A política começa a não conseguir representar a sociedade. (...)     (ler texto na integra) 

Quem Sou Eu ?

Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão

Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível

Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.

(Henry Keys)

domingo, 2 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Estas São As Frases

Terão os candidatos presidenciais a capacidade para discutir o que interessa e comunicarem sem provocações baratas? Ou preferem embarcar no jogo de Ventura na esperança de irem com ele à 2.ª volta?       (André Abrantes Amaral, OBSR)

É muito mais fácil destruir que construir. Até com a amizade é assim. Pode ser preciso uma vida inteira para a formar, mas basta um segundo, o tempo que leva a perder a confiança, e não há volta a dar. Que é mais fácil destruir que construir torna-se num dos grandes dilemas da vida quando alguém percebe que não tem nada a ganhar e decide deitar tudo abaixo relativamente à forma como Portugal se deve posicionar na Europa.

“Yes, we can!”-  Rob Jetten, que venceu as legislativas nos Países Baixos, conseguiu imprimir à sua campanha uma mensagem positiva, europeia e tolerante. Os eleitores deixaram-se convencer pela sua mensagem.      (Teresa de Sousa, Público)

A vitória, ainda que estreita, do partido social liberal de Rob Jetten nas eleições legislativas de quarta-feira passada nos Países Baixos funcionou como um suplemento de alma para uma Europa que se está a habituar demasiado depressa às vitórias da extrema-direita e da direita radical. “Os holandeses escolheram o optimismo contra o populismo.

O Lugar Em Que Podemos Encontrar Paz

São poucos os lugares em que conseguimos encontrar paz,
em que podemos viajar para dentro de nós mesmos.
Gosto de me sentar e olhar o mar, tirar um tempo só para mim.
Deixo as preocupações para trás, deixo o som do mar invadir a minha mente
e pouco a pouco me acalmar. Esforço-me para não pensar em nada,
apenas desfrutar do momento e curtir a minha paz interior. Mar, eu amo te amar.

sábado, 1 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde