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terça-feira, 23 de setembro de 2014

A Sacudir A Água Do Capote?

Imagem TVI
A Autoridade Nacional de Protecção Civil alertou todos Comandos Distritais de Operações de Socorro, inclusive o de Lisboa, bem como os sapadores de bombeiros para a ocorrência de chuva intensa na segunda-feira, garantiu o adjunto de operações nacional.

Quem está a sacudir a água do capote?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A Inventona ?!

.. Ou a verdade da mentira?

A entrega ao Sábado começa a sair furada vezes de mais?

Passou A Diligência Pela Estrada ...

Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.

Alberto Caeiro



domingo, 21 de setembro de 2014

Os Discursos Políticos Do Centro Esquerda E De Direita Mal Se Distinguem Entre Si ...

... Eles Não Se Distinguem Porque Não Existem

O que pode destruir a vida de um político já não é a traição ao seu país mas sim a fuga ao fisco. Todos os crimes que não os fiscais são alegados. Até os homicídios são alegados crimes praticados alegadamente por um alegado homicida. Já no domínio fiscal todos somos culpados à partida. Diante da fita negra da estrada o óbvio torna-se evidente.

Tão esquecidos andamos dos cidadãos que fomos que, como percebo ao longo dessa viagem de regresso, muitos ao ouvir o discurso de Gordon Brown tiveram um sobressalto. Não era apenas o que ele dizia mas sim o eco que ele despertava em quem o ouvia, esse eco que vinha do tempo em que se fora cidadão antes de contribuinte, em que não se estava reduzido a um NIF cuja relação com o Estado é quase só uma questão de escalão de IRS, benefício fiscal e pagamento da respectiva taxa.

Ao ouvir o antigo primeiro-ministro britânico apetecia perguntar porque não terá aquele homem falado assim quando era primeiro-ministro? Será que já ninguém se lembra da última campanha eleitoral que protagonizou? Desastre é um termo doce para a descrever. Na verdade Gordon Brown não o fez porque não podia. Tal como Hollande não pode. Tal como Passos, Rajoy ou Cameron não podem. Eles não podem porque, a não ser em momentos excepcionais, como foi o referendo da Escócia, eles já não falam para os cidadãos que fomos, mas também não sabem o que dizer aos contribuintes que somos.

Não é por acaso que os discursos políticos do centro esquerda e direita mal se distinguem entre si – eles não se distinguem porque não existem – e que vemos a luta pela liderança do PS português ou dos gaulistas em França transformadas em combates de personalidades: não há discurso. Os actuais líderes políticos são a gera
ção que ficou sem discurso e a quem uma multidão de analistas, assessores e jornalistas garante que não podem dizer o que sabem ser inevitável – o que chamamos direitos adquiridos não estão garantidos e vão deixar de ser direitos – sob risco de desiludir o eleitorado.

 Helena Matos,(excertos) 'O paraíso mudou de reino' 

sábado, 20 de setembro de 2014

Esta É A Frase ...

“Matar em nome da fé é inaceitável. A `jihad´, ou guerra santa, deve ser uma luta para combater as nossas emoções destrutivas. A `jihad´ não significa prejudicar outras pessoas. As pessoas espirituais devem mostrar ao mundo que podemos ser uma família feliz, com diferentes crenças”.

Dalai Lama

Fonte: Observador

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Esta É A Frase ...

A lei da cópia privada, que a maioria promete ‘melhorar’ antes da aprovação. Deixa-me rir. O propósito da lei, ao taxar agora tablets e outros brinquedos, continua o mesmo: sacar um pouco mais aos contribuintes, olhando para todos eles como delinquentes prontos a piratear o que já compraram legalmente.
Isto protege os ‘artistas’ de crimes ‘eventuais’? Errado. Não existem crimes ‘eventuais’ num Estado de Direito. Só crimes factuais. Como, por exemplo, o de assaltar quem passa no meio da estrada.

João Pereira Coutinho.CM

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Escócia: Projecção De Resultados

Vitória do NÃO - 53%
SIM - 47%

Fonte: SKY NEWS

Última Hora: Não ganha com 55,3% - é oficial

O Conjunto De Condições E Causas É Tal, Que ...

... Só Podemos Fazer Interpretações, E Só Às Vezes, A Posterior.

Por falta de perspectivas e entendimento incisivo, muitas vezes não estamos capacitados para prever como se vão desenrolar os acontecimentos, nem para julgar se aquilo que nos acontece a dada altura vem por bem ou por mal. Por esta razão, temos de recorrer à maior lucidez possível e usá-la em qualquer momento e, sobretudo, à equanimidade. O conjunto de condições e de causas é tal, que só podemos fazer interpretações, e só às vezes, a posteriori.

H.C.

A Fundação Magalhães Está 'Viva' E Continua A Esbanjar Dinheiro ...

... Quando Julgávamos Que Estava Morta.

Sabemos que existem diferenças entre fazer campanha eleitoral e governar – os americanos até gostam de dizer que em campanha se exercita a poesia e na governação as quadras são substituídas por prosa pura e dura. Sabemos igualmente que há oposição entre o que é dito publicamente (não só por políticos) e o que acontece na realidade. São as consequências de vivermos num mundo virtual, onde nem o dinheiro (ou principalmente o dinheiro) existe materialmente.

Um mundo volátil, onde o que é dito hoje, e marca a agenda noticiosa, é substituído por outro assunto, e por aí adiante. Uma animação em permanência, onde, de máscara em máscara, cada vez mais protagonistas se esquecem da sua cara original. E esquecem o que disseram, prometeram, juraram. Porque cada dia é um dia.

Acontece que o governo, este e todos os outros, tem maiores responsabilidades. Deve ser um garante de estabilidade, também no que diz e na forma como o diz. Quando um ministro fala, e com isso preenche as páginas dos jornais e o espaço nas televisões, deve existir uma consequência. E neste caso, mais uma vez, o que se prometeu está por cumprir quase mil dias depois. O Magalhães parece ter dotes mágicos e, contra ventos, marés e a queda do seu mentor político, José Sócrates, resiste e resiste e resiste. 

Fonte:Luís Osório,Ji   

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Feitiço Virou-se Contra A Feiticeira ...

No caso da reforma judiciária, independentemente do desacerto flagrante em relação a este ou a aquele aspecto sectorial, do erro do fecho deste ou daquele tribunal, do desastre que foi toda a comunicação da questão, a ministra quis fazer o que devia ser feito. (...) Era imperativo "fazer o que ainda não foi feito". Digamos que é a meio deste balanço que nós descobrimos a Paula "boa".

O que agora se sabe é que esta reforma, longamente pensada e estudada [?!], afinal descurou uma parte que não é de somenos: a sua execução prática! Como acontece quase sempre que se pensa e decide o país a partir de um gabinete da capital, sem cuidar que Portugal, mesmo pequeno, é grande de mais para mentes curtas. Há pormenores que por maior que seja a virtude do conceito, são capazes, quando desleixados, de virar o feitiço contra a feiticeira. É aqui que tropeçamos na Paula "má".

Manuel Serrão, JN (excertos)