O ataque pode ser a melhor defesa em muitos casos. Já a vitimização nem sempre é a melhor estratégia - e não será certamente a melhor forma de Pedro Passos Coelho defender a sua honra.Editorial, Económico
O tiro de Isabel dos Santos é de longo alcance e, tendo em conta a oferta não-amigável do CaixaBank, o objectivo dos catalães é fazer a separação de águas com Angola. Dito isto, a carta da empresária angolana obriga a que a partir de amanhã, depois da reunião o conselho de de administração do BPI, o jogo seja outro. À terceira é de vez?
Quando elegem líderes ou políticos, as pessoas tendem a preferir homens do tipo "macho dominante".
António Costa tem uma faixa muito estreita para gerir a sua imagem até às eleições. Os principais inimigos estão na sua casa. A tralha soarista e socrática de que o PS não consegue descolar sem cair num imenso deserto de cérebros, como aconteceu nos tempos de Seguro.
As avaliações da Comissão Europeia são sem dúvida importantes, nem que seja para disfarçar a sua incompetência passada. Mas está na hora de os tecnocratas serem também eles avaliados. É altura de perguntarmos se podem dizer o que lhes apetece sem qualquer preocupação de coerência e, por mais populista que seja, os cidadãos europeus têm o direito de saber porque ficaram os seus salários e as suas regalias imunes à crise que assolou a Zona Euro.
António José Seguro, por exemplo, não precisou de se colar à extrema-esquerda para defender uma reestruturação da dívida ou a promoção do crescimento económico pelo Estado através da mudança de cálculo dos investimentos públicos que contam para o défice orçamental. Bastou-lhe afirmar as suas ideias.
Há uma rede que utiliza o aparelho de Estado e da Administração pública para concretizar actos ilícitos, muitos na área da corrupção.
“Tudo” iria mudar. E mesmo que ninguém atendesse a que o “tudo” era confuso e difuso, que importava: “começava uma nova era na Europa”; “acabava a austeridade”, “agradeçamos aos gregos”. Não durou uma semana e chegou a ser embaraçante.