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domingo, 8 de março de 2015

Triste Sina ...

Estamos entregues a um concurso de miss ou de mister folha limpa, à procura de todos os pretextos que nos impeçam de votar no outro. Fazemos alegremente o caminho que torna cada vez mais conflituoso o divórcio dos eleitores com os eleitos, em que todos parecem iguais por mais diferentes que sejam. Não nos podemos conformar com a inevitabilidade do voto útil, em que importa mais saber quem não queremos a governar-nos do que a verdadeira opção individual pelo melhor projecto político e pelo melhor político para liderar esse projecto.

Paulo Baldaia, DN  

sábado, 7 de março de 2015

Responda, Se Souber ...

(António Costa baseia a sua oposição na ideia de que o governo empobreceu o país e quer o fim da austeridade. Muito bem.)

Como? Com crescimento.

E quem financiará esse crescimento? O Estado. Ok.

E quem empresta os fundos necessários a esse aumento de investimento público? A União Europeia e os mercados.

E como, se em Portugal a dívida pública chega a cerca de 130% da sua riqueza e o país precisa desesperadamente de baixar esse valor para uma referência abaixo dos 100%?

Fonte: Luís Rosa, Ji 

Precisamos de respostas concretas, não de divagações ou sonhos perdidos no tempo. Como estamos não estamos bem - verdade. Qual o caminho que AC propõe? - até agora nenhum, está em 'ponto morto'.

Esta É A Frase ...

A Autoridade Tributária (uma designação que em si mesma é já todo um programa…) que impõe prazos e obrigações declaratórias aos cidadãos é a mesma entidade que frequentemente não cumpre prazos e falha nas notificações. Acresce que, por via do alegado “combate à evasão” (o tal que supostamente propiciaria baixas de impostos que ainda ninguém viu), o ónus da prova está hoje cada vez mais invertido, de tal forma que em muitos casos, na prática, é já o cidadão que tem de provar a sua inocência face à máquina fiscal.

André Azevedo Alves, Observador   

sexta-feira, 6 de março de 2015

A Ter Em Conta ...


Não convencerás, se também não estiveres convencido. 

Erasmo

Um homem que tem de ser convencido a agir, antes de agir, não é um homem de acção.

GC 

Alexis Tsipras, Sem Razão Para Apontar O Dedo ...



Em entrevista ao diário alemão Handelsblatt, Regling reconhece que existe um “desacordo fundamental” entre o governo da Grécia e os outros governos da zona euro no que diz respeito à estratégia de política económica. Mas isso não justifica, diz Klaus Regling, o tom e o conteúdo das críticas de Alexis Tsipras a Portugal e Espanha.

O presidente do MEE censura a atitude do governo grego sobretudo porque se trata de um país que, graças à moratória de 10 anos no pagamento de juros (à Europa) e os empréstimos com maturidade de 32 anos, tem um custo menor com a dívida (face ao respectivo produto interno bruto, ou PIB) do que Portugal, Espanha ou Itália. Daí que seja “um pouco irritante, por vezes” ouvir a Grécia falar em alívio nominal da dívida.

Fonte: Observador  

quinta-feira, 5 de março de 2015

Presente Envenenado ...



Mal vai o político que precisa do apoio de alguém sob suspeita de trafulhices.

Sim, o mundo está de pernas para o ar - é um vale tudo.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Esta É A Verdade: Ninguém Ganha Com Lutas Políticas Por Causa Dos Impostos...

O caso da falta de contribuições por parte do primeiro-ministro está a desencadear a divulgação de muitos outros casos de faltas de políticos com o Fisco numa batalha entre partidos do Governo e da oposição. Enlamearem-se uns aos outros só vai degradar ainda mais a imagem dos políticos, afirma Helena Garrido, directora do Negócios, e - é verdade.

Ao Fisco o que é do Fisco - que paguem o que devem com juros.

O que verdadeiramente nos interessa é conhecer as propostas políticas dos partidos para podermos votar com alguma consciência; isto depois de descontarmos metade das promessas - evidentemente.

Esta É A Frase ...

O ataque pode ser a melhor defesa em muitos casos. Já a vitimização nem sempre é a melhor estratégia - e não será certamente a melhor forma de Pedro Passos Coelho defender a sua honra.

Editorial, Económico

terça-feira, 3 de março de 2015

À Terceira É De Vez?

O tiro de Isabel dos Santos é de longo alcance e, tendo em conta a oferta não-amigável do CaixaBank, o objectivo dos catalães é fazer a separação de águas com Angola. Dito isto, a carta da empresária angolana obriga a que a partir de amanhã, depois da reunião o conselho de de administração do BPI, o jogo seja outro. À terceira é de vez?

António Costa, Económico 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Preferências Por Líderes Com Diferentes Personalidades Depende Do Contexto ...

Quando elegem líderes ou políticos, as pessoas tendem a preferir homens do tipo "macho dominante".
Mas, quando estão à procura de fazer novos amigos, buscam justamente o oposto.
E isto vale tanto para homens quanto para mulheres.

A explicação preferida dos psicólogos é que temos laços mais estreitos com os nossos amigos, o que nos torna mais vulneráveis à exploração por pessoas que possam tornar-se dominadoras e não confiáveis. Assim, a maioria das pessoas irá escolher pessoas não-dominantes e cooperativas como amigas.

Já no caso dos políticos, continuam os psicólogos, de olho na teoria de Darwin, tudo aconteceria como se estivéssemos sendo ameaçados por um outro grupo, estando profundamente enraizado em nós o impulso para procurar um líder forte para assumir o controle da situação.

Mais ou menos inconscientemente, deixamos influenciar-nos pela aparência física dos nossos líderes e políticos, e tendemos a preferir características diferentes neles, dependendo se estamos num estado de paz ou de guerra.

Lasse Laustsen e Michael Petersen, da Universidade de Aarhus (Dinamarca) adicionaram agora uma dimensão extra a essa teoria, descrita em um artigo publicado na revista Evolution and Human Behavior.

Percepção do conflito
A pesquisa mostra que as preferências quanto à aparência do candidato a líder dependem do contexto e das nossas diferentes percepções dos conflitos sociais.
É sobretudo quando enxergamos ameaças ou conflitos entre as pessoas que optamos por uma figura que possa encarar uma batalha contra o inimigo.

Laustsen e Petersen enfatizam que a ideologia política de cada um dá pistas de como nós, como indivíduos, percebemos os conflitos.