Pesquisar neste blogue

terça-feira, 19 de julho de 2016

Quando A Imagem Diz Mais Que Qualquer Possível Comentário

Foto: cortesia TSF
As negociações com as autoridades europeias sobre o processo de capitalização da CGD estão a correr bem e a solução desenhada vai ser em breve implementada, assegurou o Ministério das Finanças.

Esta É A Frase ...

António Costa seria um fantástico primeiro-ministro se não existisse mundo. Num mundo sem gravidade, Costa, como as vacas, voaria. Num mundo sem défice, Costa esbanjaria. Num mundo sem matemática, Costa acertaria. Mas neste mundo, Costa está tramado – e nós com ele. Há quem diga: não são as suas políticas que estão desajustadas do mundo, é o mundo que está desajustado por não permitir as suas políticas. Até posso dar isso de barato. Mas pergunto: num braço-de-ferro entre as políticas actuais de António Costa e as regras que actualmente regem o mundo, ganhará o mundo ou as políticas de António Costa? Eu voto no mundo. E é por isso que não percebo porque é que o primeiro-ministro continua a espernear e a fingir que a sua estratégia para o país algum dia poderá resultar dentro da atmosfera terrestre.

João Manuel Tavares, Público 

Canícula

Um vento fraco e morno
Balança o limoeiro do quintal.
Da terra árida sobe um bafo infernal.
Os raios do sol parecem fios de óleo quente
Escorrendo testa abaixo.
As folhas de couve, murchas;
O espinafre, seco.
Sob esta ínfima sombra que resta, leio.
E as palavras derretem de calor.


D I Guzon

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Os Usurpadores Confessam ...


Para evitar sanções, Centeno garante que tem cativações previstas para acudir a uma eventual derrapagem este ano. Mas também adianta que esforço estrutural em 2017 será maior do que o previsto. (Fonte: OBSR)

... Pois, a austeridade de esquerda está aí. As promessas com que o PS enganou tantos portugueses,  estão todas a ir por água abaixo, como os mais avisados supunham. O logro está já à vista de todos.

A Ciência Avança A Um Ritmo Vertiginoso. E Se Parássemos Para Pensar Onde Estamos, Aonde Queremos Ir E Aonde Podemos Ir Parar?

O Admirável Horizonte da Bioética, livro da professora catedrática de ética Maria do Céu Patrão Neves, faz isso. Sem sentenças, sem agouros ou visões utópicas.
O livro de Maria do Céu Patrão Neves quer ser, segundo diz a autora, de uma lucidez sem desculpas. Está cheio de histórias do passado, exemplos do presente e perspectivas para o futuro.
Maria do Céu Patrão Neves mantém – como no livro – as portas abertas. “Não quero travar a ciência. Quero garantir que o avanço da ciência serve o humano”Este livro serve para que o cidadão agarre a pergunta e dê a resposta. Ele não dá respostas fechadas – faz pensar e responsabiliza.

O próprio Aldous Huxley diz que as utopias estão mais próximas de nós do que imaginamos. Não foi por acaso que MCPN foi buscar este título: O Admirável Horizonte da Bioética. Foi, no fundo, para se enraizar um pouco no visionário que é Aldous Huxley e, sobretudo, para interpretar aquilo que são as narrativas do humano. Fala em tragédias gregas e em filmes de ficção científica, em contos infantis e parábolas, todas estas narrativas do humano falam de nós, do que somos e do que ambicionamos ser. Temos um horizonte aberto à nossa frente. Diz não querer travar a ciência. Quer sim, garantir que o avanço da ciência serve o humano, não individualmente mas colectivamente considerado.(pode ler aqui toda a entrevista concedida ao Público.

Boa Noite !

Para tudo na vida há um novo dia, um novo sol, um novo luar... Boa noite.

domingo, 17 de julho de 2016

António Costa, O Seu Governo E Os Partidos Que O Apoiam Estão Envolvidos Num Processo Perigoso Que Vai Acabar Mal

Desencadearam uma guerra contra a União. Atiraram-se à Europa. Batem o pé, como gostam de dizer. Levantam a voz ou falam com voz grossa, como prometem em comícios vulgares. Não aceitam a chantagem europeia, declaram em tom marialva. Não estão cá para obedecer à Europa! Garantem que em Portugal são os portugueses que mandam e não aceitam lições de ninguém!
(...)
Portugal não tem riqueza, nem recursos, nem capacidade para, sozinho, contrariar as regras da economia europeia e mundial, obter os créditos de que necessita, conseguir os investimentos de que carece. Não se deve cantar mais alto do que a sua garganta. Nem dar passos maiores do que os seus pés. Muito menos cantar de galo, quando não se tem voz nem poleiro. António Costa e o governo estão a preparar-se para desencadear uma luta para a qual não têm meios nem força. E nem sequer razão.

É claro que a União Europeia está em apuros e não sabe qual é o seu destino. Há anos que se espera pela crise em que vivemos hoje. A União Europeia está à beira de morrer na praia, como diz o lugar-comum. Foi longe de mais e não foi suficientemente longe. Não é equitativa, distingue entre grandes e pequenos. Não é justa, só castiga os fracos. Não é igualitária, segue as directivas alemãs. Longe de mais para dar paz e democracia. De menos para a segurança e a disciplina. Mas nada justifica que o governo português invente uma guerra contra a União. Será sempre uma guerra contra si próprio.

Excertos do artigo de António Barreto 'Às armas !' hoje no DN

Cantador


Às vezes os olhos dizem 
Confessam 
As coisas mais tenebrosas 
Enquanto a boca disserta 
Frases de Amor 
Amenas palavras 
Períodos sem dor. 
Ao longe, a paisagem dorme 
Inerte e descolorida 
A mostrar que tempo passa 
Em plena tarde morena 
Enquanto a luz borda sombras 
Costura restos de vida 
Numa aguarela sem cor. 
Às vezes nada acontece 
E o nada tece 
Uma tela imaginária 
Pra preencher o vazio 
Do desacontecimento 
Da parmaceira do estio 
Que despovoa o calor. 
Ao longe um bem-te-vi 
Saúda o tempo real 
No verde deitado à grama 
Que trama gotas no frio