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domingo, 11 de setembro de 2016

É Bom Constatar Que, Aos Poucos, Começa A Reabilitar-se O Legado Do eng. Sócrates

Um destes dias, a revista Visão informou que, durante a vigência desse grande líder e por obra do ministro Mário Lino, foram desviados 380 milhões de euros da prevenção e combate aos incêndios para a produção e distribuição do lendário computador Magalhães. Uma só decisão, uma série de enormes avanços.

Por um lado, deu-se a todas as criancinhas do país a possibilidade de perceber o que, por comparação com o Magalhães, eram computadores a sério (desenvolvimento de competências informáticas) e, de seguida, vender o Magalhães nas feiras da ladra (desenvolvimento de competências comerciais) ou deixá-lo a apanhar pó na arrecadação (desenvolvimento de competências domésticas).
Por outro lado, resolveu-se num ápice a ocupação de tempos livres nos meses de Verão. Sem os fogos florestais e urbanos, o que fariam os bombeiros? Com que se distrairiam os espectadores dos intermináveis noticiários? Que oportunidade teriam os repórteres de introduzir obsessiva e repetidamente no discurso os "meios aéreos", as "frentes activas" e os "cenários dantescos"? Quem substituiria os milhares de especialistas chamados a explicar-nos o porquê de as coisas arderem quando se lhes deita fogo?

Isto é apenas um exemplo. Ao contrário do que indivíduos sem princípios chegaram a insinuar, o governo do eng. Sócrates foi óptimo. Por sorte (temos muita), o actual é ainda melhor: não é à toa que tantos comentadores isentos adiantam serviço e reabilitam-no em directo - sempre que o "directo" não se ocupa de um qualquer cenário dantesco.

Fonte:Alberto Gonçalves,DN

Atenção ao Artigo 368º
 Artigo 368.º-A
Branqueamento
1 - Para efeitos do disposto nos números seguintes, consideram-se vantagens os bens provenientes da prática, sob qualquer forma de comparticipação, dos factos ilícitos típicos de lenocínio, abuso sexual de crianças ou de menores dependentes, extorsão, tráfico de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, tráfico de armas, tráfico de órgãos ou tecidos humanos, tráfico de espécies protegidas, fraude fiscal, tráfico de influência, corrupção e demais infracções referidas no n.º 1 do artigo 1.º da Lei n.º 36/94, de 29 de Setembro, e dos factos ilícitos típicos puníveis com pena de prisão de duração mínima superior a seis meses ou de duração máxima superior a cinco anos, assim como os bens que com eles se obtenham.
2 - Quem converter, transferir, auxiliar ou facilitar alguma operação de conversão ou transferência de vantagens, obtidas por si ou por terceiro, directa ou indirectamente, com o fim de dissimular a sua origem ilícita, ou de evitar que o autor ou participante dessas infracções seja criminalmente perseguido ou submetido a uma reacção criminal, é punido com pena de prisão de dois a doze anos.
3 - Na mesma pena incorre quem ocultar ou dissimular a verdadeira natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou titularidade das vantagens, ou os direitos a ela relativos.
4 - A punição pelos crimes previstos nos n.os 2 e 3 tem lugar ainda que os factos que integram a infracção subjacente tenham sido praticados fora do território nacional, ou ainda que se ignore o local da prática do facto ou a identidade dos seus autores.
5 - O facto não é punível quando o procedimento criminal relativo aos factos ilícitos típicos de onde provêm as vantagens depender de queixa e a queixa não tenha sido tempestivamente apresentada.
6 - A pena prevista nos n.os 2 e 3 é agravada de um terço se o agente praticar as condutas de forma habitual.
7 - Quando tiver lugar a reparação integral do dano causado ao ofendido pelo facto ilícito típico de cuja prática provêm as vantagens, sem dano ilegítimo de terceiro, até ao início da audiência de julgamento em 1.ª instância, a pena é especialmente atenuada.
8 - Verificados os requisitos previstos no número anterior, a pena pode ser especialmente atenuada se a reparação for parcial.
9 - A pena pode ser especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha das provas decisivas para a identificação ou a captura dos responsáveis pela prática dos factos ilícitos típicos de onde provêm as vantagens.
10 - A pena aplicada nos termos dos números anteriores não pode ser superior ao limite máximo da pena mais elevada de entre as previstas para os factos ilícitos típicos de onde provêm as vantagens.  

Acreditar Não É Prova ...

O interesse que tenho em acreditar numa coisa não é a prova da existência dessa coisa.

Voltaire 

sábado, 10 de setembro de 2016

Este Verão Aconteceu Algo Invulgar ...

A temperatura da água subiu para valores recordes, a rondar os 25 a 26 graus, tendo atraído o mais famoso dos predadores para próximo das praias. Mas não há razão para medo [...]. 

Os especialistas garantem que os tubarões que por cá temos só andam atrás de novos cardumes e não representam perigo para os humanos. Mas, este ano, chegaram peixes invulgares por estas paragens, que se deixaram convencer pela água quente. Quando arrefecer voltarão ao Mediterrâneo.

O avistamento de um tubarão-martelo de 2,5 metros, filmado esta semana por um grupo de pescadores na zona da Comporta, ao largo de Setúbal, é um dos mais curiosos, enquanto dois pescadores foram mordidos. Um ao largo de Peniche, tendo sido resgatado de urgência pela Marinha na quarta-feira, e um outro camarada também sofreu uma dentada a 26 de Julho ao largo da Póvoa de Varzim. Ambos estariam a manusear o peixe preso nas redes. Mas há mais testemunhos de quem também foi surpreendido por tubarão-frade ou tintureira, conhecido por tubarão-azul, o mais comum em Portugal.

Paulo Martins, pescador da Costa de Caparica, cujas redes de arte xávega têm trazido tintureiras como nunca. "Têm meio metro e é preciso ter cuidado quando as estamos a manusear, porque podem morder para tentarem fugir", revela, recorrendo à experiência de anos para garantir que as águas mais quentes estão a trazer novas espécies e a afastar outras.
"A sardinha e o carapau quase não existiram este verão", diz, revelando que há dias apanhou um lírio com 24 quilos que vendeu em lota por 180 euros, depois de estar tentado a devolver o exemplar ao mar antes de conhecer o seu valor. Desconfia que terá sido o primeiro pescador da zona a capturar esta espécie mais comum nos Açores. "Mas ainda agora fiz nova captura e apanhei seis palmetas, o que também era raro", insiste.

Recorre às estatísticas para assegurar que Portugal não tem registos objectivos de ataques de tubarão, admitindo que algum animal possa morder um pescador no momento em que está a ser "manipulado", considerando que isso é apenas o instinto de sobrevivência para tentar escapar. "Nós não somos comida para eles e até fogem quando nos veem", insiste o especialista, admitindo que se o aquecimento global elevar a temperatura da água do mar para valores próximos aos deste ano é possível que os tubarões apareçam com mais frequência. "Uns alimentam-se no fundo e outros mais à superfície. Talvez o tubarão-frade, que não tem dentes e come plâncton, passe a ser mais visto".

Fonte: DN

A Sátira ...

A sátira é a literatura das sociedades moribundas.

Balsac 


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Marcelo O Popularíssimo

Imagem adaptada do Observador
Não, não é um estadista. Sim, é um hiperativo que gere bem a sua imagem e gosta de distribuir afectos.
Rasgos políticos não lhe conhecemos; antes, gosta de se manter em campo neutro.


Vamos Ver como correrá a Primavera Marcelista (e o Verão também).

Marcelo chegou a PR há seis meses. Extravasa ou amplia os poderes presidenciais? Tornou-se omnipresente com uma agenda que deixa a equipa exausta. O Observador desvenda os segredos de Belém.

A 'Coleira'Que Nos Vai Aos Poucos 'Sofocando' E Tolhendo A Liberdade De Organizar A Nossa Vida

Eu não sei, mas gostaria de saber se a falecida PIDE controlava todos os cidadãos como hoje fazem os actuais governos e cada vez mais o actual. Já agora seria importante também conhecer qual a designação que foi adoptada para esta polícia estatal que controla ao pormenor a vida de cada um.

Isto é só mais uma agrafo na coleira que aos poucos a esquerda estatista que nos governa nos quer colocar. - Será que os emigrantes, os estrangeiros residentes e os mais endinheirados portugueses não se põem todos a andar ? Quem fica? A antiga dita classe média que está aos poucos a desaparecer diluída numa sociedade sem classes em que todos são igualmente pobres e desmotivados.

Hoje estamos assim:

O valor a que os investidores trocam obrigações portuguesas a 10 anos no mercado secundário já tocou máximos de mês e meio e o prémio de risco está em máximos de quase dois meses. *

As exportações portuguesas recuaram 4,6% em Julho, em comparação com o mesmo mês de 2015. É a maior contração mensal em mais de dois anos. O saldo comercial não foi prejudicado, porque as importações caíram ainda mais: -7,2%. A maior quebra em ano e meio.*

Amanhã ... estaremos pior.

O Mundo É Um Palco ...



O mundo é um palco
Onde poucos tem o dom da interpretação .
Muitos são figurantes da própria cena.
O que restou foi a plateia clamando aos céus por misericórdia

TP  

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Portugal Continua A Arder

As povoações do Carriçal, Moinho da Rocha e Tabual e o hotel Pestana junto ao Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, foram hoje evacuados devido ao incêndio florestal que teve início em Monchique, disse à Lusa fonte da Protecção Civil.

O incêndio está a ser combatido por 520 operacionais de vários pontos do país, apoiados por 179 veículos, nove meios aéreos e 12 máquinas de rasto. Por precaução, foram deslocadas das suas casas 16 pessoas idosas e com mobilidade reduzida. Estas foram encaminhadas para casas de familiares, centros de dia e para um pavilhão desportivo.
A estrada entre os Casais, no concelho de Monchique, e a Senhora do Verde, no concelho de Portimão, está fechada ao trânsito.

Outro incêndio que preocupa é o de Paços de Ferreira, no Porto.

Fonte:OBSR

Às Vezes Convinha Que A Política E A Economia Fossem Temperadas Por Um Bocadinho De História


Porque até parece que Portugal era o motor da Europa e um país economicamente pujante até ao malfadado dia em que se lembrou de aderir à moeda única. Vou contar-vos um segredo: não era. Estávamos impreparados para o euro? Sim, estávamos. Mas o euro não é a causa da nossa impreparação. Tenho imensas dificuldades em aceitar que todos os nossos problemas económicos sejam hoje atribuídos ao terrível euro e às imposições alemãs. Por uma razão muito simples e facilmente comprovável: a História de Portugal é um vasto estendal de crises e de falências, que vão muito para além do tetra-tetravô do senhor Jean Monnet e da tetra-tetravó da senhora Angela Merkel.
Alguém me indique, por favor, quando é que Portugal foi um país com finanças sãs, orçamentos equilibrados e com um superavit na balança comercial desde que D. Pedro derrotou D. Miguel, para não ir mais atrás. A resposta é: nunca. O único que pôs as contas em ordem foi António de Oliveira Salazar, cujo regresso eu dispenso, e pagando o preço do país “pobrete mas alegrete”. Não sei se alguém está interessado em transformar Portugal na Venezuela da Europa, para podermos voltar a competir internacionalmente com baixos salários e endireitar as contas do Estado através da impressão de moeda e da promoção de uma inflação de dois dígitos. Lembrem-se: cortar salários em 10% é inconstitucional, mas desvalorizar salários em 20 ou 30% já não é. (...)
Aquilo que o euro não nos permite, de facto, é mascarar as nossas fragilidades como antigamente – o euro exige a adopção de políticas mais corajosas do que telefonar para a Casa da Moeda a mandar ligar as rotativas. A afirmação de Portugal na Europa é um sonho antigo, que demorou e custou a concretizar. E é um sonho que vai muito para além da sua dimensão económica. Sair do projecto europeu é assumir a nossa absoluta menoridade. Antes outra década perdida dentro do euro do que uma década supostamente ganha fora dele. 
  Excertos do artigo de João Miguel Tavares, hoje no Público

Os Sinais E Os Símbolos Exteriores ...

Sei que, frequentemente, os sinais e os símbolos exteriores, visíveis e tangíveis da sorte e da ascensão, só aparecem quando, na realidade, tudo já se põe de novo a declinar.

Thomas Mann