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domingo, 9 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Notícias Soltas

Esta É A Frase

A verdade é uma: não há como evitar a próxima explosão, como antecipar o próximo camião transformado em arma, como identificar o momento em que alguém com uma vida comum, uma história normal e uma família decide ser o próximo lobo solitário e assassinar em nome de uma causa qualquer. E esta ameaça está intimamente ligada com o que continuamos a querer ver como algo que não nos diz respeito.
O mundo está mais perigoso. Mas deste lado ainda não estamos a ver a verdadeira dimensão do perigo.

Joana Petiz, DN

Agora, Ou Se Há-de Viver No Mundo Sem Verdade, Ou Com Verdade Sem Mundo

Grande trabalho é querer fazer alegre rosto quando o coração está triste: pano é que não toma nunca bem esta tinta; que a Lua recebe a claridade do Sol, e o rosto, do coração.

Nada dá quem não dá honra no que dá: não tem que agradecer quem, no que recebe, a não recebe; porque bem comprado vai o que com ela se compra.
Nada se dá de graça o que se pede muito. Está certo! Quem não tem uma vida tem muitas. Onde a razão se governa pela vontade, há muito que praguejar, e pouco que louvar. Nenhuma cousa homizia os homens tanto consigo como males de que se não guardaram, podendo.

Não há alma sem corpo, que tantos corpos faça sem almas, como este purgatório a que chamais honra; donde muitas vezes os homens cuidam que a ganham, aí a perdem.

Onde há inveja, não há amizade; nem a pode haver em desigual conversação.

Bem mereceu o engano quem creu mais o que lhe dizem que o que viu.

Agora, ou se há-de viver no mundo sem verdade, ou com verdade sem mundo.

Luís Vaz de Camões 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Cativeiro Do BE E do PCP

De:João Pereira Coutinho
Mariana Mortágua subiu ao palanque parlamentar. E depois, com a suavidade que todos lhe reconhecemos, acusou: o Novo Banco foi oferecido a um ‘fundo abutre’ e os portugueses, como sempre, que paguem a conta. Perante esta vergonha, que tenciona fazer o Bloco? Retirar o seu apoio ao PS? Apresentar uma moção de censura? Meu Deus: imolar-se pelo fogo à porta de S. Bento?

Calma, povo. O Bloco tenciona fazer o mesmo que o PCP: teatro, para enganar otários. No essencial, a extrema-esquerda que engoliu um défice de 2,1% martelado com cortes no investimento público é a mesma que se revela impotente para combater o ‘grande capital’. O que se percebe.

Com sondagens miseráveis e um PS que ameaça a maioria absoluta, o Bloco e o PCP fazem lembrar aqueles reféns que insultam o raptor mas já não conseguem sobreviver sem ele. Antes do psiquiatra, alguém devia chamar a polícia.

João Pereira Coutinho, CM 

NotaO Parlamento rejeitou esta sexta-feira uma proposta do Bloco de Esquerda recomendando a exoneração do governador do Banco de Portugal. PS e PSD votaram contra o texto bloquista, enquanto o CDS e o PAN se abstiveram. Só os proponentes, o PCP e o PEV votaram a favor.

Reacções Ao Ataque Dos EUA À Síria

Os Estados Unidos lançaram esta madrugada (hora de Lisboa) um ataque com mísseis à Síria, visando alvos militares do regime de Bashar al-Assad, do qual terão resultado, pelo menos, quatro mortos. Segundo o Exército sírio terão sido seis as vítimas mortais.
Segundo o Pentágono, foram lançados pelo menos 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk de navios de guerra no Mediterrâneo, visando a base aérea al-Shayrat, na província de Homs, de onde se pensa ter partido o ataque do início da semana com armas químicas. Nesse ataque, mais de 70 pessoas morreram, muitas delas crianças.

Líderes mundiais já manifestaram publicamente o seu apoio ou contestação ao ataque ordenado pelo presidente norte-americano contra a Síria.

As reacções diplomáticas não tardaram a chegar. Em baixo, segue uma lista com os países que apoiam e também aqueles que condenam a acção dos EUA, com as respectivas declarações. É uma lista em actualização.

A favor da acção dos EUA…
  • Reino Unido. Uma porta-voz de Theresa May disse que “o Governo do Reino Unido apoia totalmente o gesto dos EUA”. No comunicado, disse também que a base aérea atacada pelos EUA foi “usada para lançar os ataques químicos” do início desta semana.
  • Austrália. O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, disse esta sexta-feira que “o Governo australiano apoia fortemente a resposta rápida e justa dos EUA”. Acrescentou ainda que “esta resposta foi calibrada, proporcional e dirigida” e que representa “uma mensagem para o regime de Assad”.
  • Israel. “Israel espera que esta medida face às ações terríveis do regime de Assad seja compreendida não só em Damasco, mas também em Teerão, Pyongyang e outros sítios”, escreveu a conta oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
  • Arábia Saudita. Em comunicado na agência estatal SPA, lia-se: “Uma fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros expressou o total apoio do reino da Arábia Saudita às operações militares americanas contra alvos na Síria, que surge como resposta ao uso de armas químicas do regime sírio contra inocentes civis”.
  • Turquia. Da parte de Ancara, reagiuo vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmuş. “Como o nosso Presidente deixou claro, nós não queremos ouvir palavras, queremos ver ações. Neste aspeto, o ataque dos EUA na base militar é importante e significativo”, disse. Ainda assim, apelou a uma condenação mais vasta de Bachar al-Assad. “A comunidade internacional devia claramente continuar esta postura contra tamanha barbárie do regime de al-Assad até ele ser impedido de atingir o seu próprio povo”, disse o vice-primeiro-ministro da Turquia, que participa no esforço militar dos rebeldes sírios.
  • Japão. “Compreendemos que a ação tomada pelos EUA para prevenir que a situação na Síria piorasse”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à agência Kyodo. “O Japão vai coordenar-se com os EUA e o resto da comunidade internacional e vai desempenhar o seu papel para a paz e estabilidade mundiais.”
… E contra a acção dos EUA
  • Rússia. Através de um porta-voz, o Presidente russo disse que os EUA cometeram “uma violação da lei internacional sob um falso pretexto”, negando que o ataque químico tivesse sido da responsabilidade da Síria. “Este ato deixa danos significativos aos laços entre os EUA e a Rússia, que já estavam num estado deplorável”, acrescentou. A Rússia mantém neste momento uma aliança militar com o regime sírio.
  • Irão. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, que está militarmente aliado com a Síria e a Rússia, classificou o gesto dos EUA como “uma ação unilateral é perigosa, destrutiva e viola os princípios da lei internacional”. O mesmo responsável diz que os EUA ajudaram a “fortalecer os terroristas” e que ajudaram a “complicar ainda mais a situação da Síria e da região”.
  • China. O jornal estatal China’s Global Times escreveu que o Presidente dos EUA quis com este ataque “marcar a sua autoridade” e disse que a “pressa e inconsistência” deste gesto deixou “uma marca profunda”.
(em atualização)

Não Julgues, Ah, O tempo Voa.


Não julgues…
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco…
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.


Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho…
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.

Tagore 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Moody's Corta Notações Do Novo Banco

A agência cortou várias notações do Novo Banco, pondo algumas sob ameaça de mais cortes, depois de analisar o anúncio sobre a venda ao Lone Star. Segundo a Moody's, a troca de obrigações é 'distressed', ou seja, não voluntária.

A Moody’s pôs a notação dos depósitos de longo prazo do Novo Banco sob revisão para downgrade e cortou a notação da dívida sénior subordinada de longo prazo para Caa2 de Caa1, devido ao anúncio da venda do banco ao Lone Star impor perdas aos obrigacionistas seniores para gerar um ganho de capital de pelo menos 500 milhões de euros. 

“O corte na notação da dívida sénior de longo prazo para Caa2, com perspetivas de um novo corte, reflete a expetativa da Moody’s sobre as perdas que os obrigacionistas seniores do Novo Banco vão provavelmente enfrentar como parte do liability management exercise (LME),” ou seja, do processo para garantir que o banco atinja os rácios de capital necessários. 

A agência frisou que vê a troca oferecida aos obrigacionistas como distressed exchange, ou seja, como involuntária, e isso reflete-se também num corte do baseline credit assessment (BCA), que indica a opinião da Moody’s sobre “a probabilidade do banco falhar na ausência de apoio externo” em dois níveis para ca de caa2. (continuar a ler)