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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Assim Acontece:Há Leis Promulgadas Sem Assegurar A Aplicação Das Mesmas, Entidade Das Contas Diz Que Não Tem Meios

As alterações à lei do financiamento partidário já foram promulgadas, mas ainda não há meios para as aplicar. O alerta é dado pelo presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), José Figueiredo Dias, em declarações ao ECO. A polémica lei traz mais funções, mas a Entidade tem apenas três elementos que, sem mais recursos, não conseguirão garantir o cumprimento das novas competências. Os partidos vão entregar contas de 2017 já no final de maio.

Ao ECO, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos alerta que não estão garantidos mais recursos. E que assim não consegue cumprir as funções da nova lei do financiamento partidário.

Nuvens Que Derrubam Montanhas ...


Só quem sofre sonha. Só quem sonha vive. Só quem vive sofre. Assim são aqueles que sabem fazer as nuvens que derrubam montanhas.

José Luís Nunes

domingo, 15 de abril de 2018

Assim Acontece

Os reflexos condicionados que fazem que se julgue a corrupção com dois pesos. Se for da direita, da banca, das grandes famílias, das empresas e dos patrões, é excelente ou inexistente para a direita, mas péssima e condenável para a esquerda. Mas se for da esquerda, dos socialistas, dos comunistas e aparentados, ou não existe ou tem perdão por ser popular, mas péssima e pecaminosa para a direita. Ambas, esquerda e direita, consideram que a única corrupção com direito à existência é a sua própria. Ambas só têm olhos para a corrupção da outra.

Diz-se hoje que a corrupção é de classe e o terrorismo é político. Ora, cada vez mais se percebe que não têm cor nem ideologia, que a esquerda é tão corrupta quanto a direita, que a esquerda recorre tanto ao terrorismo quanto a direita. O terrorismo e a corrupção já não têm ideologia, nem classe, nem política, nem filosofia, nem desculpa! São os ódios do tempo presente. São os inimigos das liberdades e dos direitos dos cidadãos.

(excertos do artigo de António Barreto, hoje no DN)

A Culpa ...

«A culpa não está no sentimento, mas no consentimento.»

sábado, 14 de abril de 2018

Notícias Soltas

*Centeno ignora apelos sobre o défice e já faz promessas para a próxima legislatura

*Isto já é uma guerra? Sim, mas ainda não

*Marcelo prepara encontro com Donald Trump

*Síria: China diz que ataque viola carta da ONU e dificulta solução para a guerra 

*Atividade sísmica aumentou na Crista Média Atlântica

EUA, Reino Unido E França Bombardeiam A Síria

Os EUA, o Reino Unido e a França fizeram um ataque à Síria numa ação militar conjunta para punir o regime de Bashar al-Assad depois do ataque de Douma, em que terão sido usadas armas químicas. Esse ataque, há uma semana, deixou pelo menos 75 mortos e fez mais de 500 feridos, muitos deles crianças. O bombardeamento da madrugada deste sábado durou apenas uma hora e visou três alvos precisos, segundo o Pentágono e o ministério da Defesa britânico. As justificações dos três líderes são semelhantes: Trump falou em “crimes de um monstro”, May numa situação de “puro horror” e Macron na “ultrapassagem de uma linha vermelha”.
James Mattis, secretário de Defesa dos EUA, afirmou que os bombardeamentos foram um “acto único”, com o objetivo de dissuadir Assad de voltar a usar armas químicas. Mas avisa que se no futuro o líder sírio recorrer outra vez a armas químicas, será alvo de mais operações militares.(continuar a ler)


Portugal "compreende as razões" do ataque lançado pelos "amigos"
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) refere ter-se tratado de "uma operação militar circunscrita, cujo objetivo foi infligir danos à estrutura de produção e distribuição de armas que são estritamente proibidas pelo direito internacional".
"Portugal compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar. O regime sírio deve assumir plenamente as suas responsabilidades. É inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar", adianta o comunicado, sublinhando a "necessidade de evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região".

Fala Também Tu



Fala também tu, 
fala em último lugar, 
diz a tua sentença. 

Fala — 
Mas não separes o Não do Sim. 
Dá à tua sentença igualmente o sentido: 
dá-lhe a sombra. 

Dá-lhe sombra bastante, 
dá-lhe tanta 
quanta exista à tua volta repartida entre 
a meia-noite e o meio-dia e a meia-noite. 

Olha em redor: 
como tudo revive à tua volta! — 
Pela morte! Revive! 
Fala verdade quem diz sombra. 

Mas agora reduz o lugar onde te encontras: 
Para onde agora, oh despido de sombra, para onde? 


Sobe. Tacteia no ar. 
Tornas-te cada vez mais delgado, irreconhecível, subtil! 
Mais subtil: um fio, 
por onde a estrela quer descer: 
para em baixo nadar, em baixo, 
onde pode ver-se a cintilar: na ondulação 
das palavras errantes. 

Paul Celan


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Notícias Soltas (act.)





Assim Acontece

PCP e Verdes alinharam em novembro de 2015 com uma estratégia bem definida e traçada por Mário Centeno - a prioridade seria, como foi, o cumprimento dos compromissos europeus e o que sobrasse iria, como foi, para a reposição de rendimentos e não para a retoma sem travões do investimento público ou para a requalificação dos serviços públicos. Que isso seja agora motivo de ameaças mais ou menos veladas à estabilidade governativa é apenas sinal de que abriu a temporada da contestação e da luta pelas migalhas orçamentais que vão alimentando a lealdade da esquerda ao governo socialista. A época fecha a 15 de outubro e aposto que sem sobressaltos de maior.

Dito isto, o valor de que se tem falado - 0,4% do PIB, diferença entre os 1,1% de défice inscritos no OE em outubro e os 0,7% previstos no Programa de Estabilidade, cerca de 800 milhões de euros - daria para umas quantas unidades de pediatria no São João ou para recuperar um número significativo de escolas. A questão é saber se um país ainda com perto de 120% do PIB em dívida pública pode dar-se ao luxo de não a tentar abater sempre que puder. Só em juros, estes 800 milhões custam, mais cêntimo menos cêntimo, 24 milhões/ano e, já agora, dois milhões a cada mês.

Paulo Tavares, DN

Livros ...


“O livro é a grande memória dos séculos …  se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem.” 

Borges