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domingo, 22 de julho de 2018

Os Partidos E A Falta De Vergonha

(...) Vocês estão doentes, cada vez mais doentes. Podem ter a tentação de ignorá-lo, de meter a cabeça na areia e fingir que não reparam, que não percebem os sintomas. Ou, pior do que isso, podem até ter essa consciência – que têm, porque burros ou distraídos é coisa que não são – mas esperar que poucos reparem ou valorizem a vossa moléstia.
A vossa doença, profunda e a requerer tratamento urgente e de choque, está na cultura que foram desenvolvendo e aprofundando ao longo dos anos, ao ponto de se confundir já com o vosso ADN. Só por si isto não seria de uma gravidade extrema. Os partidos, tal como as pessoas, as empresas ou outras organizações, nascem e morrem, reinventam-se, reformam-se. A seguir a uns outros virão, com outras virtudes e defeitos. Isso já aconteceu e vai continuar a acontecer no país, podendo até ser visto como sinal de vitalidade do sistema. 
Da mesma forma que são fundamentais para a democracia, são igualmente determinantes para a qualidade e a saúde da democracia. Portanto, a vossa doença é a doença da democracia. A vossa cultura contamina, para o bem e para o mal, a cultura democrática. Por isso, o serviço que prestam ao país está inquinado, está podre, fede cada vez mais e está a tornar-se insuportável.
Vocês habituaram-se a viver na total impunidade numa parte importante da vossa vida. De tal forma que parece que já não sabem viver de outra forma.
Colocam-se com frequência acima dos cidadãos. Para estes, regras cada vez mais apertadas, penalizações cada vez mais duras, sistemas informáticos cegos, brigadas de fiscais para tudo e mais um par de botas. Para vocês, o laxismo, os esquecimentos cirúrgicos, as mudanças frequentes de lei para amnistiar a violação das anteriores, a falta de meios de controle e fiscalização que esconde, afinal, a falta de vontade.
Vocês sabem o mal que fazem. Por isso, apesar de estarem sempre dispostos a fazer declarações públicas sobre tudo e mais alguma coisa, é sintomático quando se remetem ao silêncio em matérias que vos envolvem. Se é por cobardia é muito mau. Ao menos que seja por vergonha.
Foi o que aconteceu esta semana, em que ficámos a saber que o Tribunal Constitucional deixou prescrever multas que deviam ao Estado relacionadas com irregularidades na campanha eleitoral de 2009. Em causa estão 400 mil euros, que deveriam ter sido pagos por 12 partidos e 24 dirigentes.(...)
O problema, o grande problema, é que vocês são, até certo ponto, o regime. São vocês que o definem em grande parte, que o moldam, que estabelecem as suas regras, que ditam o que é permitido e o que é proibido, que distinguem o bem do mal e o impõem à sociedade.
São vocês que ditam as leis, estabelecem as regras e criam mecanismos para viverem na ilegalidade impune quando bem entendem. São cúmplices uns dos outros nas trapalhadas financeiras, sentem-se de uma casta superior que não tem que prestar contas ao povo, mudam as leis que bem entendem para ter mais financiamento público e nomeiam os juízes que deixam prescrever as vossas ilegalidades.
Se ainda assim as coisas vos correm mal, só pode ser porque a incompetência consegue ser muito superior à vossa já enorme falta de vergonha. Em qualquer actividade, já tinham desaparecido. Só sobrevivem porque vivem em cartel, numa actividade cheia de barreiras à entrada de novos concorrentes que vocês mesmo levantaram. O Estado são vocês, são os verdadeiros donos disto tudo.
Mas olhem que estas coisas não duram sempre. Cuidem de vocês. Ganhem vergonha e mudem de vida antes que o povo que vos suporta vos obrigue a mudar. 
( Excertos do artigo de Paulo Ferreira, hoje no ECO)

A Vitamina A Garante Um Suporte Imunológico Contra A Tuberculose

Suporte imunológico

A vitamina A garante um suporte imunológico pulmonar contra a tuberculose.
Esta é a primeira vez que se descreve um mecanismo por meio do qual a vitamina A pode ser usada como uma opção terapêutica contra esta doença.
A deficiência de vitamina A está associada a um aumento de 10 vezes no risco de desenvolver tuberculose e é comum em pacientes com a doença. Mas o mecanismo pelo qual a vitamina A protege os pulmões das pessoas contra a infecção ainda era desconhecido.
A tuberculose é principal doença infecciosa do mundo, e a tuberculose resistente a múltiplas drogas - que não responde aos antibióticos comuns - é uma grande ameaça à saúde global. A doença matou 1,7 milhão de pessoas em 2016 e é considerada a principal causa de morte relacionada à infecção em todo o mundo.
Diferentemente do caso dos antibióticos, a resistência à tuberculose não deve se desenvolver contra a vitamina A.

Vitamina A contra tuberculose

Uma equipe de pesquisadores do Trinity College de Dublin (Irlanda) descobriu agora como a vitamina A gera a imunidade pulmonar contra a tuberculose.O
A vitamina A sustenta as funções de reciclagem e eliminação de resíduos do sistema imunológico humano, um processo chamado autofagia.
Os glóbulos brancos - chamados macrófagos - no pulmão humano mostraram-se mais eficazes no controle da bactéria da tuberculose quando tinham o suporte de um volume adequado de vitamina A. Isso, por sua vez, permite uma melhor depuração das bactérias causadoras da doença.
Conhecendo este mecanismo, a equipe pretende agora desenvolver um tratamento mais direcionado para o pulmão, aumentando a resposta imunológica do paciente.

"O nosso próximo passo será traduzir a pesquisa da bancada do laboratório para a beira do leito. Se isso funcionar, planejamos adicionar vitamina A às terapias medicamentosas existentes para melhorar o resultado para nossos pacientes," disse a Dra Sharee Basdeo, coordenadora do estudo, que foi publicado no American Journal of Respiratory Cell and Molecular Biology.

Descoberta ...


"Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado." 


Isaac Newton

sábado, 21 de julho de 2018

Notícias Soltas

*Chipre é “sobretudo um problema económico”, diz Antonis Antoniou da banda Monsieur Doumani









Esta É A Frase

Para quem ainda tivesse dúvidas, a decisão de repor a 1 de Julho o horário das 35 horas para a parte restante dos trabalhadores do sector e o impacto devastador que isso teve na prestação dos cuidados aos doentes mostram claramente o desinteresse de todos os envolvidos no sistema público, a começar pelo governo, pela saúde dos portugueses. A prioridade não é médica, não é terapêutica, não é sequer humanitária. É laboral. Aquilo que realmente interessa é evitar os terríveis danos que os trabalhadores sofrem, ao trabalhar a oitava hora diária, cinco dias por semana. Isso é que é grave, mesmo que se fechem serviços, desocupem camas, adiem tratamentos. Mesmo que se gerem terríveis danos aos pacientes.

João César das Neves, DN 

Permaneça Sempre Aventureiro

"Sempre permaneça aventureiro.
Por nenhum momento se esqueça de que
a vida pertence aos que investigam.
Ela não pertence ao estático;
Ela pertence ao que flui.
Nunca se torne um reservatório,
sempre permaneça um rio."

Osho

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Notícias Soltas

*Trump e Putin discutiram possibilidade de referendo no leste da Ucrânia

*Autarquias. Descentralização vai ser analisada pelo Tribunal Constitucional

*Desalinhado. Trigo Pereira fala em menorização do parlamento

*Crescimento abranda e FMI avisa que bons tempos podem estar a acabar

*Carlos Tavares confirmado como CEO do Montepio. Reforça equipa com mais administradores

Esta É A Frase

«Os 13 conselheiros do TC, nomeados pelos partidos na AR, deixaram prescrever os prazos de coimas a esses mesmos partidos por irregularidades face à lei do financiamento partidário. E não sentem que têm explicações a dar?»


A notícia de que o Tribunal Constitucional (TC) deixou passar o prazo para aplicar multas aos partidos e políticos pelas irregularidades detetadas nas contas de 2009, tem um álibi: havia o receio, por parte do TC, da inconstitucionalidade da lei dos financiamentos dos partidos políticos e das campanhas eleitorais. Assim sendo, ter-se-á decidido pela suspensão do processo de aplicação das coimas até que os deputados aprovassem uma nova lei à prova de qualquer dúvida. Encurtando razões: os deputados atrasaram-se, o Presidente da República também vetou a primeira versão da lei aprovada no Parlamento, enfim, a legislação final acabou por ser publicada apenas em abril. Com isto, passou-se um ano! Quando os juízes se deram conta, o prazo para aplicar as coimas (referentes à atividade de 2009)  terminara a 20 de dezembro de 2017! Nada a fazer, portanto. Processo encerrado.
Peço desculpa, mas não pode ser assim tão fácil.
Num país com mais e melhor cidadania, o Tribunal Constitucional e o seu presidente, Manuel Costa Andrade, eleito em 2016 e que levantou as dúvidas que originaram este compasso de espera e a necessidade de uma nova lei, teriam explicações a dar. Mais: sentir-se-iam na obrigação de as dar.
Porquê? (continuar a ler)

Não Temos Mais DeCerto...

... Que O Instante

Atrás não torna, nem, como Orfeu, volve 
Sua face, Saturno. 
Sua severa fronte reconhece 
Só o lugar do futuro. 
Não temos mais decerto que o instante 
Em que o pensamos certo. 
Não o pensemos, pois, mas o façamos 
Certo sem pensamento. 

Ricardo Reis