Em teu abraço eu abraço o que existe
a areia, o tempo, a árvore da chuva
a areia, o tempo, a árvore da chuva
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
veio em tua vida todo o vivente.
Pablo Neruda
Nos últimos anos, temos assistido à implosão na criação de taxas. Taxas de licenciamento, urbanização, fiscalização do licenciamento, vistorias, ocupação da via pública, esgotos, comunicação, entre centenas de muitas outras. Atualmente, a grande maioria dos organismos do Estado, central e local, aplicam taxas para “suportar serviços públicos que prestam”, como se de uma loja se tratasse. Paira muitas vezes a dúvida sobre a indispensabilidade destes serviços, e se não servirão apenas para assegurar a subsistência do próprio serviço público.
«No abrir de porta de um ano triplamente eleitoral a démarche do poder para com a cultura será mais viva, simulará ser mais generosa e parecerá estar mais atenta: a grande família cultural da esquerda tem de ser levada ao colo. Menos pelo que simboliza, mais pelo seu limitado poder mediático. Não sei o que desgosta mais: se testemunhar um poder político que se irá prestar a esta encenação em nome da caça ao voto; se ver alguma gente respeitável — e culta — participar no espectáculo com o elan e o empenho que se usa quando as coisas são sérias.»
Se não houver alterações na especialidade, famílias e empresas verão os impostos subir ou, no mínimo, manterem o seu elevado nível, com pendor para a continuação do agravamento dos impostos indiretos.
Mais Uma Opinião: É um orçamento dos ‘istas’ (António Costa, ECO)