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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Leve, Breve, Suave

Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
O dia.
Escuto, e passou...
Parece que foi só porque escutei
Que parou.

Nunca, nunca em nada,
Raie a madrugada,
Ou 'splenda o dia, ou doure no declive,
Tive
Prazer a durar
Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir
Gozar.

Fernando Pessoa (Ortónimo)

Nota: Pessoa não consegue sentir e gozar as coisas de maneira simples. Não consegue ter prazer nas coisas, porque pensa logo da perda das mesmas, racionaliza-as demasiado. É esta complexidade da sua mente, do seu raciocínio que prejudica (que cala) o que é Natural. A ave calou-se (metaforicamente) por causa da intrusão do raciocínio de Pessoa. 
(Apontamento de Lima Reis)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*André Ventura formaliza partido e admite ser candidato às europeias


Esta É A Frase

«Em contraste com os políticos, que estão cada vez mais perto e junto dos eleitores, são as decisões que estão cada vez mais longe, mais distantes, mais incompreensíveis, em Bruxelas, em Berlim, nos centros financeiros, em Washington, em Pequim, talvez em Moscovo. Este paradoxo da proximidade dos políticos em contraste com a distância da decisão pode ser fatal para os políticos. Talvez o seja também para os cidadãos!»

António Barreto, Público, via Jacarandá

Aquilo de que muitos verdadeiramente se queixam não é da distância, é de os políticos não lhes darem o que querem, o que prometeram e o que deveriam dar. As expectativas criadas e as necessidades estimuladas pela política de massas, de encontros populares permanentes, de populismo moderado e estabelecido, essas ambições permitem aos eleitores desejar tudo, saúde, educação, emprego, subsídios, estradas, creches e obras. São enormes as ambições, mas absolutamente impossíveis de satisfazer em tempo de vida seja de quem for. Mas são essas promessas não cumpridas, essas expectativas não satisfeitas, que criam esta ilusão de distância, que criam as bases deste mito.

A Casa Ideal Para Capricórnio

Praticidade é palavra-chave. Portanto, nada de excessos. Capricórnio escolhe os móveis pela função que possuem, não pela beleza. Gosta de linhas retas, espaços tradicionais, discretos e sóbrios. Materiais que apresentam durabilidade ganham a preferência
Para dinamizar inspirar um pouco de paixão, instinto e vitalidade, detalhes e objetos em cores quentes são indicados. Principalmente na entrada da casa, para que o Capricórnio se anime logo ao chegar. Flores, uma casa bem iluminada, decoração simples, mas confortável, tecto mais claro do que as paredes para garantir a sensação de amplidão. Nada nessa casa merece ser escuro, pequeno e retraído.
A casa deve estar sempre organizada do seu jeito, com os pertences que conseguiu conquistar ao longo da vida acomodados em seus devidos lugares. Na sala de jantar e na cozinha, tudo deve estar limpo e correto.
Mas a cozinha pode ser mais aconchegante, com um leve toque retro, iluminação e cores quentes, um belo fogão sempre a funcionar muito bem. No quarto de dormir, vale também um pouco de cor. Tudo sem exagero, nada que impeça um sono tranquilo. Apenas o suficiente para inspirar humor, ânimo e coragem. Janelas amplas, com cortinas claras, leves e coloridas.
As portas devem se abrir totalmente e com facilidade. Escritório com pequena biblioteca, uma lareira na sala de estar, objetos de cerâmica, uma área com apetrechos de conserto e reparos também são bem vindos.
Evitar: ambiente frio, decoração triste e soturna, silêncio em excesso. Muitos objetos de pedra, em tons escuros. Forros e tetos com goteira ou outros problemas.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*O jogo egípcio que encantou os alentejanos

*Café e horários. Banca mexe nos balcões para atrair clientes








Esta É A Frase

Assim se vê a hipocrisia do PCP (1): «Como é que se responde à injustiça? É com factos. Com argumentos. Com documentos. Não com esta gritaria desvairada, onde tanta chinfrineira parece ter um único objectivo: evitar dar explicações.» (João Miguel Taveres, Público)
Nota (1):Isto A Propósito da Polémica com genro de Jerónimo 

Com Toda A Sua Alma


A melhor coisa sobre sonhos é aquele momento efémero, quando está entre acordar e dormir, quando você não sabe a diferença entre a realidade e a fantasia, quando por apenas aquele momento sente com toda a sua alma que o sonho é realidade, e que realmente aconteceu. 
(James Arthur Baldwin)

Boa Noite! Durma Bem!

sábado, 19 de janeiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*De que se queixam os lisboetas? Estacionar é a grande dor de cabeça










O Regresso Das Nacionalizações

«Desde que a geringonça chegou ao poder, o Estado mudou de forma substancial: passou a ocupar mais espaço, a ser mais intrusivo na vida dos cidadãos (basta ver a nova legislação sobre acesso do Fisco às contas bancárias), a regressar a sectores de onde tinha saído, a entrar em novos sectores sem se saber porquê.»

Manuel Falcão, JN

Enquanto o Estado reforçava a sua participação na economia e aumentava o seu peso sobre os cidadãos, deixava ao mesmo tempo para trás uma série de obrigações básicas - na saúde, na educação, na segurança, nas infraestruturas básicas, na justiça. A prática das cativações fez diminuir o Estado onde ele de facto é mais necessário e abriu caminho a que ele ocupasse espaço onde não é necessário. Não há-de ser por acaso que o regresso do Estado, por exemplo à TAP, coincida com o os instalado na companhia, recordista mundial de atrasos de voos com graves consequências no seu desempenho financeiro. 

Este desejo de o Estado ser dono de muito mais do que seria necessário chegou também às autarquias e, neste caso, o desdobramento da geringonça em Lisboa deu os mesmos resultados. Nunca perceberei, por exemplo, porque é que a autarquia lisboeta se meteu ela própria no negócio das bicicletas de aluguer em vez de deixar esse terreno aos privados, como acontece nos outros países europeus - e não foi por falta de interesse de diversos operadores. 

Mas o mais inesperado e suspeito movimento do Estado foi a espécie de nacionalização da Inapa, uma das poucas multinacionais portuguesas, concretizada nas últimas semanas. A jogada tem muitos contornos ainda por esclarecer, envolveu a Caixa Geral de Depósitos, a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças e a Parpública - que agora detém 44% da empresa. Mas, como é o Estado o dono desta fatia, não se sujeita às mesmas obrigações dos accionistas privados que, de um momento para o outro, viram a sua posição desvalorizada. Aqui está um bom exemplo do que é a política económica de António Costa e seus aliados. 

Qual a negociata que inspirou esta movimentação é o que o tempo dirá.

Seja Forte !

Há uma teimosia em mim que não suporta ser assustada pela vontade dos outros. A minha coragem sempre aumenta a cada tentativa de me intimidarem.
Jane Austen
É um dos conselhos mais valiosos de Jane Austen : não deixe que a vontade de ninguém induza medo em você! Use o que te jogam de mal como incentivo para aumentar a sua coragem e dar-se bem na vida.