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sábado, 9 de novembro de 2019

O Silêncio


Há um grande silêncio que está sempre à escuta...
E a gente se põe a dizer inquietamente qualquer coisa,
qualquer coisa, seja o que for,
desde a corriqueira dúvida sobre se chove 
ou não chove hoje
até a tua dúvida metafísica, Hamleto!

E, por todo o sempre, enquanto a gente fala, fala, fala
o silêncio escuta...
e cala.

Mário Quintana, em Esconderijos do tempo

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>OCDE propõe taxa mínima para empresas a nível global



Assim Acontece

Desde há alguns anos começou a proliferar um conjunto de ideias, aparentemente bondosas, supostamente novas, apresentadas de forma impositiva e que, com o correr do tempo, se enquadraram em mecanismos de acção totalitários. 

Muitas vezes enfeitam-se sob bandeiras de uma ideologia, que se apresenta como sendo de esquerda, como se isso fosse um argumento de pureza e virtude. Esquecem-se os seus propagandistas que algumas das mais cruéis ditaduras do século XX.

Como hoje já é patente, dois dos mais aguerridos blocos desse passado transformaram-se em regimes onde a corrupção é galopante, a exploração acentuada, o desrespeito pela protecção da natureza é inexistente, o domínio de outras geografias uma obsessão e onde as diferenças sociais são gritantes.

Em Portugal, o casulo destas ideias começou com o Bloco de Esquerda e organizações satélite, alargou-se para diversas áreas e acabou por ganhar presença parlamentar. Em comum, os seus agentes têm o facto de não aceitarem ideias e princípios que não os seus e o de serem crescentemente intolerantes para quem não alinha no seu programa. São organizações que pretendem condicionar o funcionamento da sociedade e impor as suas opiniões.

No fundo, são tão totalitários como os fascistas de meados do século XX. Em nome dos seus ideais, querem que todos lhes obedeçam. Não admitem a diferença e combatem quem os critica e denuncia. 

(excertos do artigo de Manuel Falcão J Neg) 

Esperança

Cada esperança abre horizontes infinitos e possibilidades imprevistas. 
O futuro é absolutamente aberto. Sempre. 
Construído pelas mãos dos que o sabem esperar.

José Luís Nunes Martins

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Corticeira Amorim fatura 600 milhões. Vai dar dividendo extra de 8,5 cêntimos


Esta É A Frase

Somos o segundo país da Europa onde o salário médio está mais próximo do salário mínimo.

Luís Campos Ferreira, CM


Sim, esta é a realidade que ninguém vê. 1º acabar com a classe média, depois continuar o projeto e por aí fora. Quando todos forem avaliados pela mesma bitola (quer sejam competentes ou incompetentes no seu trabalho, quer tenham lutado para adquirir instrumentos que lhes permitam um bom desempenho na sua área de trabalho, ou não, etc.), nesse dia não precisam de se valorizarem mais, acabam os incentivos para tal e seremos todos robôs de um qualquer habilidoso que se arme em comandante. Acham que estou a delirar? - não, não estou, continuem dormindo e mais cedo que mais tarde poderão ter um muito mau despertar.

Estamos A Assistir À Chegada A Portugal Da Democracia Identitária, Que Substitui A Ideia De "Comunidade" Pela De "Diferença"

De: Francisco M. da Silva
Basicamente, estamos a assistir à chegada a Portugal da democracia identitária, já bastante consolidada noutros países, que substituiu a ideia de "comunidade" pela de "diferença". A democracia deixou de ser um processo de persuasão e conversação, de compromisso e síntese entre ideias opostas sobre a mesma identidade comunitária, com base em ideais colectivos agregadores - a nação, o povo, a cidadania, a solidariedade, a coesão social, o Estado-providência. Hoje a democracia parece caminhar para ser um combate permanente entre identidades individuais ou grupais opostas - a cor da pele, a orientação sexual, a  confissão religiosa, a tradição familiar, a origem geográfica, etc..

O problema é que sem a "comunidade", que é o conceito político nuclear, nem a política progressista nem a política conservadora fazem sentido. A "comunidade" é a "identidade" política fundamental, aquela que enquadra todas as outras. Numa democracia comunitária, todos os interesses legítimos tendem para o reconhecimento. Numa democracia identitária, todos os interesses estão em risco de silenciamento e ilegitimidade. Porque se a relevância política de uma pessoa se esgota na sua própria circunstância, essa pessoa não é bem um cidadão - é um potencial inimigo de todas as outras.

Em Portugal, a democracia identitária é especialmente perigosa para a direita. Em primeiro lugar, porque é a esquerda que nela vive melhor. Foi a esquerda que lá fora a criou e foi a nossa esquerda radical - do Bloco ao Livre, passando pelas franjas do PS - que a importou.

Em segundo lugar, como já aqui escrevi, o PS tem um projecto de poder hegemónico. O seu desejo é "mexicanizar" o regime e eternizar-se como "o partido natural de governo". O partido charneira inamovível, centrista e pragmático, que governa inevitavelmente porque é o único que atende aos sentimentos maioritários do eleitorado, e porque em seu redor, à esquerda e à direita, só há irresponsabilidade. Ora, não há melhor cenário para esta ambição do que um sistema partidário fragmentado, obcecado com discussões panfletárias e proclamações sectárias.

(excertos do artigo de Francisco da Silva, JNeg)

"Como Dizia O Poeta


Quem já passou
Por esta vida e não viveu

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai

Quem nunca curtiu uma paixão

Nunca vai ter nada, não

Não há mal pior

Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair

Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração

Esse não vai ter perdão

Vinícius de Moraes e Toquinho

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Governo assumiu nova previsão do PIB para 2020 junto dos parceiros sociais. “Foi um lapso e vai ser corrigido”, garante Ministério do Trabalho

Estamos Em Emergência Climática, Avisam Os Cientistas

Mais de 11 mil cientistas de 153 países subscreveram um artigo no qual sugerem ações concretas em seis etapas de modo a que a humanidade evite consequências catastróficas. Estamos em emergência climática, avisam.

É um novo alerta que se faz ouvir bem alto. E, desta vez, é a comunidade científica que levanta a voz para "acordar" a humanidade em defesa do ambiente. Vivemos num estado de emergência climática e é preciso aumentar os esforços para combater as alterações climáticas de modo a evitar um "sofrimento incalculável".

Quem avisa são os mais de 11 mil cientistas de 153 países que subscreveram um artigo no qual destacam a urgência de tomar medidas perante aquilo que confirmam ser a emergência climática que o planeta Terra está a viver.

É uma verdadeira Aliança dos Cientistas do Mundo, como se lê no documento. Mas não se ficam pelo alerta. Propõem medidas concretas em seis etapas de modo a evitar consequências catastróficas.

"Para garantir um futuro sustentável, temos de mudar a maneira como vivemos", avisam os cientistas  

Os especialistas avisam que é preciso um substancial aumento nos esforços para evitar o "sofrimento incalculável" que a humanidade pode enfrentar caso não haja uma mudança do estilo de vida


"Para garantir um futuro sustentável, temos de mudar a maneira como vivemos"lê-se no artigo. E a mudança pode começar a surgir com a resposta à declaração e aviso dos cientistas de que estamos atualmente a viver um estado de emergência climática.

Dizem ter a "obrigação moral" de "alertar a humanidade para ameaças existenciais" e, nesse sentido, consideram que a mudança de estilo de vida "implica grandes transformações na forma como nossa sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais".

Alertas dos cientistas têm 40 anos. "Continuamos a viver como se nada fosse"
(continuar a ler)