Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

COVID-19: Situação Em Portugal Hoje Segunda-feira


  • 55.720 casos confirmados (+123 face ao dia anterior) 
  • 1.801 vítimas mortais (+ cinco vítimas mortais nas últimas 24 horas)
  • 321 internados
  • 44 estão em (UCI) 
  • 40.880 casos recuperados em Portugal (+106) 
Atualmente existem: 

  • 19.972 casos registados no Norte
  • 4.669 no Centro
  • 28.816 em Lisboa e Vale do Tejo
  • 1.034 no Algarve
  • 202 casos na Região Autónoma dos Açores
  • 140 na Região Autónoma da Madeira 
  • 887 casos no Alentejo.

Do total das 1.801 mortes:
845 foram no Norte, 253 no Centro, 649 em Lisboa e Vale do Tejo, 17 no Algarve, 15 nos Açores, 22 no Alentejo, não se registando nenhuma na Madeira.

O grupo etário com o maior número de casos verifica-se entre os 30 e 39 anos, com 4.363 homens e 4.786 mulheres, num total de 9.149 casos. O maior número de óbitos regista-se acima dos 80 anos, com 526 homens e 677 mulheres, num total de 1.203 mortes.

Assim Vai Este País

Os velhos não contam, os doentes que aguardam uma cirurgia urgente também não. Os profissionais de saúde e os bombeiros também não interessam nem preocupam os deputados, nem os governantes. (P. Gonçalo Portocarrero de Almada, OBSR)

Dois meses depois do anúncio da Champions em Lisboa, eis o balanço: foi vendido um milagre que não existia, anunciada uma vitória que nunca aconteceu e prometidos benefícios que nunca chegaram. (Alexandre Homem Cristo:OBSR)

O Chega alimenta-se por inteiro do que Costa e o jornalismo fazem do Bloco e organizações afins. É o antídoto imaginário para um discurso radical que quase se apresenta sem contraditório na sociedade. (Paulo Tunhas, OBSR)

O lar de Reguengos de Monsaraz, onde morreram 18 pessoas, volta a estar na agenda mediática, embora o mais importante não seja discutido e não se apurem as responsabilidades, isto na perspetiva governamental. Costa disse também [ Supostamente com as câmaras e microfones desligados, o primeiro-ministro disse : “O presidente da ARS (Administração Regional de Saúde) mandou para lá os médicos para fazerem o que lhes competia e os gajos, cobardes, não fizeram”, ouve-se na gravação que começou a circular nas redes sociai] que a Ordem dos Médicos não tem competência para fiscalizar o Estado. E podemos juntar as duas questões: a fuga das gravações e a não competência da Ordem dos Médicos para apurar o que se passou em Reguengos de Monsaraz. E aqui pergunto: se fosse Rui Pinto, o famoso hacker, que tivesse “sacado” as gravações, estas já eram de interesse público?( Vítor Rainho, Ji)

domingo, 23 de agosto de 2020

Que Nenhuma Estrela Queime O Teu Perfil

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

O Clima De Relativa Unidade Que Se Vive Agora É Insuficiente E Não Tem futuro

O clima de relativa unidade que se vive agora é útil, mas insuficiente e não tem futuro. Trata-se, perante perigos ameaçadores, de uma espécie de convergência inescapável sem estratégia global nem metas definidas. Tem uma amplitude de objectivos extremamente reduzida e resulta da inevitabilidade mais do que de uma atitude voluntária. Não propõe um esforço comum, não projecta acções futuras nem programa políticas ulteriores.

Ora, Portugal necessita de um esclarecimento político essencial e de um esforço comum capazes de fundamentar coesão, decência e desenvolvimento para os próximos anos. Antes da pandemia, já se sabia que o país caminhava aceleradamente para um afrontamento. Como nunca nas últimas décadas, a divisão entre esquerda e direita desenha-se no horizonte com nitidez. Já não se trata da divisão entre democracia e não democracia, como foi o caso dos primeiros anos após o 25 de Abril: agora é cada vez mais entre esquerda e direita.

convergência de vários factores de crise é geralmente nociva. Até se inventou uma expressão interessante: a “tempestade perfeita”.  Não sabemos, ainda, se esta existe ou não, se está presente em Portugal ou não, mas sabemos que há muitos argumentos nesse sentido, a começar pela simultaneidade de causas externas e internas. 

O recuo das democracias nas Américas e na Europa é um mau sinal. A ascensão do nacionalismo autoritário na Europa e na Ásia é flagrante. A crise da defesa ocidental e europeia, em resultado da política americana e da agressividade russa, é real, já não é apenas uma hipótese. As dificuldades de relançamento económico da Europa e de reorganização da União são as maiores de sempre. As sequelas da crise pandémica são incomensuráveis e ainda hoje difíceis de enumerar.

Todas as razões externas e globais têm consequências em Portugal. A essas, acrescentamos evidentemente as nossas próprias. A divisão entre esquerdas e direitas, agora acrescentadas das respectivas extremas, é radical e dificilmente ultrapassável. 

A animosidade e a contradição entre sectores público e privado (na economia, na saúde, na educação…) atingem graus inéditos e nefastos. O elevadíssimo grau de corrupção e de promiscuidade financeira e política exige uma justiça pronta e eficaz que não temos. O agravamento da desigualdade social e da ineficiência dos serviços públicos, em resultado da pandemia, é visível e inquietante. A inclusão, no debate político, da questão racial, é uma novidade de efeitos imprevisíveis, mas seguramente ácidos. A retórica do antifascismo e do anticomunismo torna todas as soluções mais difíceis.
Qualquer esforço de desenvolvimento, de coesão e de paz social, exige unidade e convergência de esforços. Sem receios atávicos da “união nacional”. Seria tão bom e tão útil ao país que as principais forças políticas percebessem!

António Barreto, Público 

Mar Dentro

...) Ali posso ficar mais tempo quieta, tentando compreender o que é um mar. Escutando, contemplando ou mergulhando nele, ou observando-o do alto dos morros quando se revolve e arfa, aprendendo que o mar não é apenas movimento e rumor. O mar, como tudo o mais - também as pessoas -, é o seu próprio escondido que à noite chega à superfície, procurando não se sabe o quê, talvez buscando apenas quem o escute e entenda.

(Lya Luft) 

sábado, 22 de agosto de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde


Covid-19: Situação Hoje Sábado


  • 55.452 número total de casos (+241) (um aumento de 0,4%)
  • 1.794 óbitos (+2 que ontem)
  • 40.652 recuperados (+179) 
  • 219 novas infeções, este sábado assiste-se a um aumento de 22 casos
  • 316 permanecem internados (-5 cinco pessoas face à véspera)
  • 42 estão nos cuidados intensivos (+1 que ontem)
  • 40.562 recuperados (+179 pessoas)
Dos 241 casos confirmados este sábado: 127 são em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e  67 corresponde à região Norte. A região Centro conta com 14 casos, o Alentejo com 17 e o Algarve com 7. Registam-se ainda 7 novas infeções nos Açores e 2 na Madeira.

As duas vítimas mortais deste sábado: ambas do sexo masculino, dizem respeito a Lisboa e Vale do Tejo. Uma tinha mais de 80 anos e a outra situa-se na faixa etária entre os 70 e os 79 anos. 

Isto Diz Tudo Sobre O Estado Da Nação

José Manuel Fernandes fez, no Observador, o melhor resumo do caso do lar de Reguengos: "A morte de 18 seres humanos em Reguengos sobressaltou menos o país do que a morte dos animais em Santo Tirso."

Isto diz tudo sobre o estado da nação. E é com base nesta insensibilidade pela vida humana, sobretudo dos mais fracos e desprotegidos, que o primeiro-ministro afirma que as críticas à ministra Ana Mendes Godinho são polémicas artificiais e que entidades ligadas à Igreja vieram, pressurosas, defender essa "dedicada militante católica" que mostrou a insensibilidade que está à vista de todos e que esperou três semanas, depois dos primeiros avisos e após 16 mortes, para começar a fazer perguntas. 

Em vez de polémicas artificiais, prefiro pensar que há ministros artificiais. Ana Godinho é um "case study" nesse género. Passou de andar à boleia da mina do turismo em tempo de vacas gordas para o desagradável mundo real onde a miséria se revela. A rápida resposta do primeiro-ministro neste caso comprova como gosta pouco de críticas e prefere o silêncio, como bem recentemente se viu no caso da alteração da periodicidade dos debates parlamentares. As palavras incomodam imenso, como se sabe.

O pensamento de António Costa sobre as críticas chega longe, dentro do Estado. Por exemplo, a direcção da PSP foi ainda mais longe e resolveu processar um jornal por um "cartoon" satírico no qual surgiu uma farda daquela polícia numa manifestação racista; azar dos Távoras, poucos dias depois, uma página do Facebook ligada a elementos da Polícia de Intervenção, pertencentes à PSP, criticava a decisão de ser dada protecção policial a activistas e políticos ameaçados por uma organização racista. 


A decisão de processar o conteúdo humorístico foi a primeira atitude pública de intervenção na sociedade da equipa do novo diretor nacional da PSP, Magina da Silva, nomeado pelo Governo de Costa em Janeiro passado. Com um responsável policial que não suporta o humor e não vê o que se passa em casa e com um primeiro-ministro que elogia uma ministra da Solidariedade insensível a mortes, estamos bem desgovernados.

Manuel Falcão, J Negócios

Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

(Fernando Pessoa)